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Segunda, 30 Novembro -0001 00:00

Como se deve amar o Papa? São Pio X manda a real!

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A conduta de pessoal de um Papa pode é sempre perfeita? Não, já que o Papa, por mais santo que seja, é um homem mortal e sujeito a erros pessoais (saiba mais aqui). Ele é infalível somente quando ensina ex-cathedra. Esse fato dá aos católicos o direito de criticar o Papa publicamente, como se ele fosse um fulano qualquer? Não, realmente não!

O bispo de Roma é o pai do povo católico... você exporia as lacunas de seu pai ou de sua mãe de forma pública? Não acha que isso daria munição para seus inimigos rirem de você e de sua família? "Mas e se eu julgo que o Papa deu uma declaração confusa ou imprecisa, em uma entrevista? Não posso descer a lenha nele nas redes sociais?". Não, não pode!

nao

Convenhamos, essa passagem não está na Bíblia só de enfeite: "Não toqueis nos meus ungidos" (Sl 104,15). Podemos até usar de uma fraqueza respeitosa, pontuando que talvez fosse melhor ele falar isso ou aquilo, que teria sido mais frutífero agir assim ou assado... Mas esculhambar o Papa é pecado!

A não ser que você seja, assim... um sujeito com a moral de um São Paulo. No livro dos Atos dos Apóstolos, afinal, vemos Paulo de Tarso jogando no ventilador a hipocrisia de São Pedro. Mas se não está ainda nesse nível de santidade paulina, é melhor morder a língua mil vezes antes de usá-la para atacar o bispo de Roma.

Todo católico tem a obrigação sagrada de amar o Papa. E como age um cristão que ama o Papa? Assim, ó:

  • obedece o Papa e todas as coisas, não somente nas questões dogmáticas;
  • não fica discutindo de forma desrespeitosa as vontades do Papa;
  • não fica contrapondo a opinião do Papa à opinião de outras pessoas;
  • não se atreve a limitar o campo onde o Papa pode e deve exercer sua autoridade.

Tem muito católico aí que bate no peito se dizendo "tradicional", mas sua postura ácida contra o Papa o deixa muito mais próximo de um filho de Lutero! Assim, contribuem para o "escândalo dos bons e para a ruína das almas". Esse é o ensinamento de São Pio X. Seu discurso é voltado para os padres, mas certamente serve para os leigos também.

*****

Papa São Pio X

 Discurso aos Sacerdotes da União Apostólica

18 de novembro de 1912

O Papa é o guardião do dogma e da moral; é o depositário dos princípios que formam honestas as famílias, grandes as nações, santas as almas; é o conselheiro dos príncipes e dos povos; é a cabeça sob a qual ninguém deve sentir-se tiranizado, pois representa o próprio Deus; ele é o pai por excelência, que em si reúne tudo o que pode haver de amável, de terno, de divino.

Parece inacreditável, e é contudo doloroso, que haja padres aos quais se deve fazer esta recomendação, mas nos nossos dias nós estamos infelizmente nesta dura e triste condição de dever dizer a padres: Amai o Papa!

E como se deve amar o Papa? Não por palavras somente, mas por atos e com sinceridade. (...) E se Nosso Senhor Jesus Cristo dizia de si mesmo: “Se alguém me ama, guardará minha palavra”, assim, para mostrar nosso amor ao Papa, é necessário obedecer.

piox_papa

É por isso que, quando se ama o Papa, não se fica a discutir sobre o que ele manda ou exige, a procurar até onde vai o dever rigoroso da obediência, e a marcar o limite dessa obrigação. Quando se ama o Papa, não se objeta que ele não falou muito claramente, como se ele fosse obrigado a repetir diretamente no ouvido de cada um sua vontade e de exprimi-la não somente de viva voz, mas cada vez por cartas e outros documentos públicos.

Não se põem em dúvida suas ordens, sob fácil pretexto, para quem não quer obedecer, de que elas não vieram diretamente dele, mas dos que o rodeiam! Não se limita o campo onde ele pode e deve exercer sua autoridade; não se opõe à autoridade do Papa a de outras pessoas, por muito doutas que elas sejam, que diferem da opinião com o Papa. Por outra parte, seja qual for sua ciência, falta-lhes santidade, pois não poderia haver santidade onde há dissentimento com o Papa.

É o desabafo de um coração dolorido… para deplorar a conduta de tantos padres que, não somente se permitem discutir e criticar as vontades do Papa, mas que não têm a receio de chegar a atos de desobediência imprudente e atrevida, para grande escândalo dos bons e para a ruína das almas.

1200 Quarta, 23 Agosto 2017 18:10

Comentários   

0 # Natália 05-09-2016 13:39
De fato tenho ficado muito confusa! Após o ocorrido na política, na semana passada, até a PJ está "tomando partido" e soube que o Papa disse algo como "o Brasil está passando por um momento triste" e na mesma reportagem que li isso, fala que o Papa enviou uma carta de apoio à Dilma! http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2016-09-04/alegria-se-formara-aos-poucos-diz-temer-em-resposta-a-declaracao-do-papa.html E já vi muita gente entendo que o Papa está tomando partido... Tá difícil :/
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0 # Natália 30-08-2016 14:22
Gostaria de informações ou até mesmo alguma discussão sobre um assunto que tem criado algumas pulgas atrás da minha orelha! Tenho percebido, recentemente, rumores sobre um "acordo" entre o Vaticano e a China! Nunca soube, antes de ler o site 'O Catequista', que comunismo/socialismo e cristianismo não andam juntos de forma alguma. E comecei a entender mais isso, conforme o tempo foi passando. E quando eu vi esse "possível acordo", me assustei um pouco, pois a China é totalmente autoritária, anti-cristã e tudo o mais. Diversas perseguições, derrubada de Igrejas e crucifixos. Compreendi a intenção do post referente ao assunto 'críticas ao Papa'. Dessa forma, antes de "criticar o Papa", queria entender melhor esse acordo e saber se vocês, como uma fonte de informação que tenho (e vejo todo santo dia) sabem de algo. Não é de hoje que vejo pessoas chamando o Papa de comunista, não levo em consideração, claro, mas essa me deixou "meio assim". Eu li um pouco de uma reportagem, mas não sei se posso colocar o link, então prefiro não colocar. Se precisarem eu passo depois. Abraços!! :D
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0 # João Pedro Strabelli 30-08-2016 19:43
Natália Me permita um pequeno comentário quanto aos que chamam o papa de comunista — ou de reacionário, conforme o caso. O problema aí não é atitude do papa, mas muito mais as visões políticas de quem fala. Por exemplo, se o padre de sua paróquia em uma homilia pedir para “votarem com consciência”, usando exatamente estas palavras, é quase certeza que alguém do seu lado na missa vai garantir que isso que ele disse foi indireta para puxar votos para algum candidato. Ele disse algo de errado? Não. Mas tem gente que acha que a Igreja tem obrigação de apoiar o lado que ele gosta e “vê” posição política em tudo. Então, se o cara torce muito pela direita, vai ver em tudo que não concorde algo comunista. O mesmo vale para o da esquerda, que vai vai ver em tudo que não concorda algo reacionário. Isso é coisa de quem traz a política em primeiro lugar e a Igreja em segundo. Os sistemas políticos são humanos, e portanto falhos na essência. A Igreja segue preceitos divinos. Pode até falhar na execução, mas sua essência não tem falhas nenhuma. Mas vai lá explicar isso para um fiel da política… Quanto aos acordos com outros países, e não só com a China, até onde sei é que onde houve conversar foi para pedir a liberdade de culto, que deveria ser direito legítimo de qualquer pessoa. Ou de intermediar em casos de conflitos, como o que aconteceu entre Cuba e EUA. Não fosse o Vaticano, através do papa Francisco, aquela conversa não sairia nunca. Tecnicamente houve um acordo entre o Vaticano e um país comunista, o que não quer dizer que isso mudou qualquer coisa na fé ou no Estado do Vaticano.
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0 # Natália 31-08-2016 09:33
Bom dia João!! Agradeço o esclarecimento! Muito Obrigada :D
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0 # A Catequista 30-08-2016 15:54
Natália, pode colocar o link aqui, sim. Desta forma, poderemos ver melhor do que se trata a notícia. Abraço!
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0 # Natália 30-08-2016 16:39
Oi Viviane! Segue o link: http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/china/16694-2016-08-29-23-18-53.html Lembro também de ter visto algo no ACI Digital, mas por algum motivo não consigo abrir o site hoje (não carrega as reportagens, acho que está com algum problema..) Obrigada!
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0 # Bruno Ma. Rodrigues 18-08-2016 22:59
Eu gostaria de propor um tema a ser abordado no site, sobre a restauração da Monarquia constitucional e parlamentarista no Brasil. A visão dos santos e dos papas sobre. A visão da Santa Madre Igreja e está possivel restauração atualmente em nosso pais, e a posição de nós Catolicos. Numa mornaquia que proclamaria a igreja Catolica como religiao oficial, desmentindo mitos sobre a monarquia e a igreja passados.
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0 # adriano 18-08-2016 16:52
É preciso também considerar que S. Paulo quando admoestou S. Pedro o fez pessoalmente, com o objetivo de fazer que S. Pedro se corrigisse. Assim também procedeu Sta. Catarina de Siena. Isso é bem diferente de difamar o Papa publicamente, para terceiros, com intenções às vezes duvidosas. Se alguém tiver acesso pessoal ao Papa, e, depois de muito rezar, estudar, etc., se achar capacitado para argui-lo ou admoestá-lo a respeito de alguma matéria, que o faça. Mas dirigindo-se ao próprio pontífice! Assim também se o padre da minha paróquia comete erros litúrgicos, eu não devo desmoraliza-lo para os demais paroquianos, mas sim procurar o próprio sacerdote para, caridosamente, argui-lo ou admoestá-lo. Isso é bem diferente de fazer críticas e insinuações maliciosas publicamente nas redes sociais.
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0 # Caio Rolando 16-08-2016 20:41
Parece uma indireta para o Olavo de Carvalho. Há umas semanas no Facebook ele disse justamente que o Papa estava sendo confuso e ambíguo.
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0 # João Pedro Strabelli 16-08-2016 17:44
Normalmente não sou de ficar muito num post, é dois ou três comentários e paro, mas este daqui eu não vou conseguir deixar cedo. Sim, é em defesa do papa no geral e de Francisco no particular. Houve um sacerdote francês antigo, João Batista Maria Vianney, também chamado de Cura d’Ars e também o santo padroeiro dos sacerdotes. Dizem que não era lá nenhum primor de inteligência mas, por falta dela, Deus o supriu com outros dons bem mais interessantes. Tinha algumas tiradas com uma ironia sensacional. Ele disse que quando o demônio começa a tentar uma pessoa, isso é sinal que está pessoa está no caminho certo. Com quem já está na perdição ele não precisa gastar tempo, ele quer os bons. Lembrando que tentação é uma coisa e possessão é outra, o próprio Santo teve um demônio tentando ele durante mais de trinta anos. Lendo aqui a primeira vez pensei nisso, embora não tenha escrito antes: qual é o papa e qual é a Igreja mais perseguida e ameaçada nos últimos tempos? E por últimos tempos pode mandar alguns séculos. Por inimigos declarados de nossa fé, então, rola mês sim mês não uma ameaça explícita. Se não me falha a memória, tanto na Primeira quanto na Segunda Guerras as ameaças foram bem mais implícitas e sutis. Agora é pra não deixar dúvidas para ninguém. Apesar de toda a discussão, e eu gostei muito dessa, tanto que ainda não saí daqui, eu acredito que o Espírito Santo fez a escolha certa para o momento e o problema certos. Eu era um dos teimosos que implicava com algumas coisas de João Paulo II, até que precisaram me dizer, pessoalmente, que o desfacelamento do comunismo não se tornou uma guerra com bombas nucleares fazendo passeio pelos céus por causa dele. Ele tinha conhecimento e trânsito entre os dois lados e conseguiu segurar as coisas. Agora, aumentaram os problemas, já que a Rússia não desistiu de seus objetivos, o ateísmo chegou com tudo e o terrorismo já não é mais um problema com sede do outro lado do mar. Papa Francisco costuma causar taquicardia em muita gente quando pega um microfone e, de improviso então, vai causar muito tratamento médico. Mas, tecnicamente, não percebi nenhum erro nele, apenas algumas verdades inconvenientes, a vontade de juntar todo mundo e uma paixão desmedida pela misericórdia. Mas ainda acho que se rolar só umas três bombas atômicas e apenas algumas centenas de atentados na Europa, vai ser por causa dele e de seu jeito conciliador. Se for isso mesmo, tenho medo que ele não saia vivo desta. Talvez nem Bento XVI. Achar que os problemas de lá estão parados, é bobeira, a coisa mal começou.
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0 # Melquiel Luiz de França Júnior 16-08-2016 17:23
Obrigado Sidnei pela explicação.Felizmente os Papas insensatos da renascença não mexeram na doutrina da Igreja.É uma prova que a nossa Igreja foi guiada pelo Espírito Santo e não por homens falhos como eles. Mas para nossa felicidade eles foram exceção e não a regra. Uma prova disto é que no século XX tivemos grandes Papas,como Pio XII,João XXIII e João Paulo II(não citei os outros para a lista não ficar muito longa).
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0 # Monick 15-08-2016 14:55
Raphael sem dúvida que o texto é ótimo e muito nos edifica, mas também dá uma ótima oportunidade para que os leitores partilhem as realidades que estamos vivendo, o que também é momento para edificar na fé e trocar informações e vivências. Ler (o texto ou comentário) sem devido senso crítico e atacar quem julga ter contrariado seus conceitos é imaturidade e falta de repertório. Quando eu e outros mencionamos algumas realidades que percebemos não foi contra a Igreja que pertencemos e amamos e nem contra a pessoa do Papa sim com atitudes do Papa que a nosso ver estão contrárias ao que a própria Igreja nos ensina. João S. interagiu de maneira fraternal e edificante para esclarecer algumas inquietações. Esta é uma atitude típica de um evangelizador. Que bom que há pessoas como ele para ensinar como interagir de maneira cristã. Siga o exemplo.
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0 # Raphael 15-08-2016 15:49
Acho que você não entendeu onde quis chegar ou o que eu quis dizer, ler o texto sem discernimento e com resistência contrapondo o conteúdo não chegará em lugar nenhum. Aqui eu não falei para “os cristãos que amam sua igreja” pois se estes buscam respostas para seu crescimento espiritual amém. Santo Agostinho dizia: “Não querias entender para crer, crê para que possas entender.” Tal citação vem de um Santo doutor da igreja, (porque não te-lo como modelo?) A partir disso eu faço minhas reflexões com o que a igreja me serve, que é o deposito da fé; o magistério, tradição e a bíblia. É aprender ler sem resistências e ignorância, busco sempre ler a vida dos santos para me moldar que me ensina muito, inclusive eles tem muitas citações sobre os padres. Não podemos esquecer que quem conduz a igreja é o espirito santo, e o espirito Santo fala pro meio do nosso Papa. Aqui não condeno uma formação e uma busca do conhecimento pessoal e sim falo para quem contrapõe a igreja como muitos. Sobre a citação do João muito bem, também gostei, mas tenho minha concepção e forma de me expressar , pode parecer “falta de repertorio e imaturidade” mas estou satisfeito assim buscando crescer como busco.
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0 # Raphael 15-08-2016 13:20
O prazer das pessoas é contrariar, discutir, causar. Olha o fundamento do texto e a reflexão que ele nos traz. Eu Raphael de modo particular acho que, o site ele é um instrumento de conversão e amadurecimento, para mim é essa a intenção, e quem lê está buscando amadurecer e CRESCER em suas vidas espirituais. As pessoas vêem lê em sem discernimento NENHUM e acham que as opiniões delas que importam e estão certas, isso é um absurdo, a igreja tem mais de dois mil anos e o que importa é o que ELA diz, se fosse tão errado ela não estaria de pé depois de tanta coisa que ela passou, entendam que minha opinião, a sua e´o que menos importa e o que de fato importa é o que ELA diz e ENSINA. Quem não aceita oque ela diz não vêm questionar ou sugerir ideias bonitas, porque quem quer de fato uma conversão se molda como a IGREJA quer e não como "eu" quero. Acordem !!!
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0 # João Pedro Strabelli 15-08-2016 10:41
Uma das coisas que percebo lendo os comentários de todos os posts é que, de uma forma ou de outra, passam pela conversão das pessoas. Nos comentários, críticas e discussões, pelo menos dos católicos praticantes que vem aqui, uma boa parte deles me faz perceber que em algum momento anterior houve esta conversão. Eu, tecnicamente, não tive uma, já que nasci católico e nunca me afastei da Igreja. Reconheço que já fui mais relaxado e que deveria ser bem melhor, mas sempre fui católico. A conversão não acontece de uma vez, ela tem várias fases. Primeiro vem a descoberta. De repente eu percebo que Deus é real e a riqueza espiritual da Igreja. A gente se apaixona por isso. É um mundo de descobertas e cada descoberta nova é uma maravilha. Começamos a querer participar de tudo que a Igreja tem. Aprendemos tudo sobre mandamentos e dogmas, viramos defensores intransigentes da Igreja e da Fé e percebemos que Deus nos escolheu para a salvação do mundo e por isso defendemos Deus e a fé nos mínimos detalhes. E, sinceramente, não entendemos como os outros não veem isso. Isso ainda não é a conversão, é só o comecinho, porque em algum momento vamos quebrar a cara e vamos duvidar, não de Deus e da fé, mas de nós. Costuma acontecer de a gente que é preparado, segue tudo certinho e se dedica de corpo e alma a Deus, encontrar uma problema que não conseguimos resolver de forma alguma, nem com orações e penitências enormes, nem com todo esforço. E, também costuma acontecer que aquele católico folgado e relaxado que quase nunca participa de nada vai lá e resolve de uma maneira tão fácil que a gente fica sem saber o que pensar. Isso não é uma provação, mas uma graça de Deus, pois a gente é obrigado a ser humilde nem que for na marra. Muita gente para neste ponto, até porque é dolorido. Não necessariamente que desista de ser católico, embora alguns desistam, mas depois disso não tem mais o mesmo impulso de antes. Para quem continua, mesmo que meio perdido e sem rumo, vem um momento complicado de entender que eu, que me esforcei tanto, que segui tanto, que obedeci tanto, não sou melhor do que ninguém. Aí, em vez de querer converter o mundo inteiro para Deus, a gente pergunta para Deus o que Ele quer de nós. E pergunta com medo, já sabendo que não damos conta de fazer nada e que só vamos conseguir alguma coisinha se Ele nos ajudar. São Francisco de Assis começou reformando prédios, antes de entender que Deus queria outra coisa dele. São João Maria Batista Vianney queria deixar de ser confessor e viver uma vida contemplativa. Jonas fugiu. É grande a quantidade de que abaixou a cabeça e aceitou humildemente, mesmo que um pouco na marra. Acho que é por isso que os grandes santos rarissimamente criticam os papas.
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0 # JB 16-08-2016 08:50
Um discussão destas não poderia terminar sem a célebre citação do aquinate. "Há que ter em conta, não obstante, que em caso de ameaçar-se um perigo para a fé, os superiores deveriam ser repreendidos, inclusive publicamente, por seus súditos." http://hjg.com.ar/sumat/c/c33.html#a4
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0 # Melquiel Luiz de França Júnior 13-08-2016 16:14
Essa regra valeria também para os Papas insensatos da renascença,especialmente Alexandre XVI,Julio II e Leão X? Pelo que eu sei eles fizeram mais mal pra Igreja do que bem.
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0 # Sidnei 14-08-2016 11:47
Com relação aos escândalos por eles provocados, não, com relação aos ensinamentos autênticos do Evangelho que eles transmitissem, sim.
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0 # ronaldo 12-08-2016 15:29
sou catófilo,admiro muito a igreja católica pelo que ela tem feito pela civilização e embora não seja praticante nem seja religioso me deixo a liberdade de dizer que o papa francisco só diz abobrinhas, se preocupa com a agenda politicamente correta e nunca vi ele falar em Cristo com ardor e reverência como é do seu dever. realmente este papa é muito rasteiro, boquirroto e vulgar nas suas manifestações. eu acho que vão chutar ele da cátedra de Pedro. é
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0 # Raphael 16-08-2016 12:10
Você citou "um" ponto aqui que também observo, cada Papa é essencial e preciso em seu determinado momento da igreja em seu pontificado. Mas o Papa Francisco em suas mensagens é bem universal, claro para quem frequenta a igreja e busca entender a mensagem compreende o que ele quer dizer, mas quem ataca a igreja fica aberto a interpretações (mídia), por exemplo; o perdão aos homossexuais, entendemos que devemos respeitar e amar o nosso irmão sem julgar, MAS os oportunistas aproveitam e modificam a mensagem interpretando como os convém. Bento XVI já era mais claro e doía em quem doer kk. Mas que Deus abençoe seu ministério e por meio dele nos conduza bem ao caminho da santidade.
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 12-08-2016 15:22
"Tem muito católico aí que bate no peito se dizendo “tradicional”, mas sua postura ácida contra o Papa o deixa muito mais próximo de um filho de Lutero!" Perfeito. Nada a acrescentar.
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0 # Natanael B. 16-08-2016 17:49
up
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0 # Natanael B. 12-08-2016 13:20
Já que Os Catequistas não deixam mais os protestantes virem no divertir aqui nos comentários, o jeito é me ajeitar com os radtrads mesmo. Vamos, que hoje é sexta !
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 12-08-2016 15:27
kkkkkkk. Verdade.
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0 # Adelino 12-08-2016 12:15
Acompanho o blog há alguns anos, desde minha conversão ao catolicismo, que se iniciou no movimento carismático até culminar no tradicionalismo. Minhas leituras mudaram, mas não deixei os posts aqui expostos, pela qualidade da didática que nos auxilia na evangelização dos irmãos mais novos na fé. Não obstante isto, com pesar registro minha discordância com este texto. Apontar ou listar aqui tudo o que o atual pontífice tem feito e dito, deliberadamente, como o escandaloso vídeo ecumênico que eleva deuses pagãos à mesma divindade do único e verdadeiro Deus, seria dizer mais do mesmo, já que os comentários anteriores o fizeram à saciedade. Somente a título de reforço do comentário de Augusto Paiva, foi entristecedor ler que comparam aqueles que amam a Igreja aos filhos de Lutero. Um dos pilares do papado enquanto instituição é confirmar os irmãos na fé (cf. Lucas 22, 32), não semear confusão e tornar-se amigo do mundo (cf. Tiago 4, 4), isto sim "contribui para o 'escândalo dos bons e para a ruína das almas'".
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0 # Alexandre 12-08-2016 12:05
PIO II [1458-1464] Foi um conhecido autor de literatura erótica e teve 12 filhos ilegítimos. O papa é um homem como qualquer outro, pecador!
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0 # Natanael B. 16-08-2016 17:44
Os tais escritos de Eneas Bartolomeu, seu nome de batismo, são anteriores à sua ordenação sacerdotal. Assim como seus dois filhos ilegítimos, e não doze. Alexandre, andou calado esses tempos. Andou lendo sobre a Igreja, só que em fontes podres. Mas um dia cai uma fonte boa na mão dele, aí o resto é com o Espírito Santo.
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 12-08-2016 15:25
As pessoas confundem pecador com herege. O papa é um pecador como qualquer ser humano. Alguns papas foram mais pecadores do que outros. Mas, nenhum Papa pode ser herege. Um Papa Herege seria um contrassenso, seria duvidar do fato de quem governa a Igreja no fim das contas é o Espírito Santo. E tem muita gente por aí confundindo esses dois conceitos para dizer que já tivemos papas hereges. E usam isso para atacar nefastamente o Papa Francisco.
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0 # A Catequista 12-08-2016 13:20
Alexandre, o Papa é pecador, mas não é um homem como qualquer outro, assim como Moisés era pecador, mas não era um homem como qualquer outro. Gaste dois minutos lendo o post que indicamos no primeiro parágrafo deste texto, diferenciando a humanidade do Papa da sacralidade de seu cargo: http://ocatequista.com.br/archives/16914
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0 # André 12-08-2016 11:58
Comentei.Viva o Papa Francisco.
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0 # Luiz Felipe 12-08-2016 11:29
Viviane, td bem? O texto está muito bom, parabéns!!! Só queria fazer um atento, pois não que esta parte esteja errada, mas é pq pode gerar confusões. Quando vc diz que o Papa só é infalível quando fala ex-cátedra, limita o que os teólogos ensinam sobre infalibilidade Pontifícia. - Quando o Papa expõe uma doutrina presente no MOU (Magistério Ordinário Universal), também age infalivelmente. (exemplo: quando o Papa João Paulo II falou sobre a não ordenação de mulheres) - Quando o papa promulga ou apenas aprova uma disciplina, ele é infalível, se bem que a chamamos de infalibilidade Negativa (fiz um texto recente na minha página) - Nos ensinamentos do Magistério Ordinário meramente autêntico, o Papa apesar de não ser infalível, possui um grau de segurança nos seus ensinamentos que o impede de dizer coisas nocivas a fé, ainda que possam haver erros pontuais.
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0 # Sidnei 12-08-2016 09:06
“Acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado.” Com todo respeito a Santo Inácio de Loyola, mas discordo em parte desta frase dita por ele. Então quer dizer que se um bispo e até um Papa que disser ou ordenar uma coisa, que será contraria a tudo que a Igreja ensinou até os dias de hoje, devemos ajuntar as mãozinhas e como vaquinhas de presépio dizer todos um alto e sonoro AMÉMMMMMM!!!!?.
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0 # A Catequista 12-08-2016 14:10
Sidnei, é uma hipérbole. A intenção de Santo Inácio era deixar claro seu espírito de profunda submissão ao Papa, e de abraçar as ordens do Papa, ainda que elas venham a contrariar sua opinião. Obviamente, o santo não era louco, e jamais iria acatar se um Papa surtado lhe mandasse fazer ou acreditar em alguma aberração contra a verdade.
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0 # JB 12-08-2016 19:19
Você não vê que "obedecer ao Papa em todas as coisas" é logicamente incompatível com "jamais iria acatar se um Papa surtado lhe mandasse fazer ou acreditar em alguma aberração contra a verdade"?
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0 # A Catequista 14-08-2016 12:31
Não é. Assim como "Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam EM TUDO as mulheres a seus maridos" (Ef 5,24) não é incompatível com o ensinamento do Magistério de que as mulheres não têm obrigação de obedecer a qualquer capricho do marido. E nem tampouco o mandamento que obriga os filhos a serem obedientes aos pais exclui a lógica de que isso não obriga os filhos a se tacarem de uma ponte, se o pai pedir.
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0 # JB 15-08-2016 09:24
"Tudo" e "Tudo menos X e Y" não são obviamente a mesma coisa. A) "Obedeça-me sempre em tudo". B) "Obedeça-me sempre que eu lhe pedir algo que não seja contra sua reta consciência". Será possível que você não veja a diferença que há entre A e B? O Magistério da Igreja elencou os campos e os graus em que a autoridade do Pontífice deve ser obedecida. Dizer que devemos obedecer ao Pontífice em tudo é um argumento que tem apenas valor retórico pois, se tomado literalmente, é insustentável.
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0 # Geraldo 12-08-2016 11:03
Se fosse no nosso momento, S Inacio ele não teria dito assim, pois no tempo dele não existia ainda o politicamente correto da forma como hoje, até dentro da Igreja. A Ditadura do Relativismo globalista ainda estava apenas no projeto!
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0 # JB 12-08-2016 13:06
A frase de Santo Inácio é obviamente uma hipérbole. Se tomada literalmente, redunda na heresia conhecida por fideísmo.
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0 # Augusto Paiva 11-08-2016 22:07
''Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir.'' (Lucas 12,48) O modernista Leonardo Boff disse que o Papa Bento XVI é ''difícil de ser amado, porque ele cria divisões, que é muito rígido em termo da doutrina e não tem uma abertura boa para o mundo moderno, onde ele vê mais decadência''[1]. Já o mesmo herege aclama o Papa Francisco, que inclusive o acolheu. Ninguém esculhamba com o Papa Francisco, mas ele próprio gosta de esculhambar com a Igreja dando as suas declarações ambíguas, e o pior, chamando de hereges e não-católicos os católicos rígidos de estilo “isso ou nada”. Por causa disso, tornamo-nos, para nossos vizinhos, objetos de desprezo, de escárnio e zombaria para os povos que nos cercam (Sl 78,4). Então quer dizer que os católicos fiéis à Sã Doutrina são hereges e não-católicos? Como se manifestar diante desse erro descarado do Papa? E como fica o ''sim, sim, não, não'' (cf. Mt 5,37) ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo? Não existe um sim e depois um não (cf. 2 Cor 1,17-18). Agora comparar a atitude de um tradicional com as dos filhos de Lutero, com os quais o Papa gosta de rezar, e cujo heresiarca blasfemo e sanguinário é celebrado e tido como bem intencionado pelo Papa[2], é uma falsa equivalência, porque os filhos de Lutero assistem com gosto a derrocada da Igreja, enquanto nós tradicionais choramos por esse humanismo inimigo da cruz de Cristo (Fp 3,18-19). P.S.: O Papa disse que os judeus não necessitam de conversão. Isso é um sinal de apostasia. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus (João 3,18). Que Vos digneis humilhar os inimigos da Santa Igreja, nós te rogamos, ó Senhor! ___ NOTAS: [1] https://www.youtube.com/watch?v=Kd78upL_XYo [2] https://fratresinunum.com/2016/06/27/papa-a-igreja-deve-pedir-perdao-aos-gays-e-sobre-lutero-ele-foi-um-reformador-tinha-boas-intencoes/
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0 # Pequetita Johannpeter 12-08-2016 10:37
Prezado Augusto, Que sábios dizeres!! Realmente, citar São Pio X pra defender as falas imponderadas (pra dizer o mínimo) do cura Francisco seria algo aterrador!! Certo é que tais dizeres se aplicam aos que emprestam DIGNIDADE, ALTIVEZ, MAJESTADE DE CRISTO à função tão elevada, tão acima do mundano. Confiemos, pois, na sabedoria de Deus e na intercessão da Santa Virgem, pois os homens passam e a Sé aeterna vivit!!
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0 # Augusto Paiva 13-08-2016 07:45
O Papa Francisco, com o seu ecumenismo, acredita que ''as intenções de Lutero não tenham sido erradas, [e que] era um reformador''. Isso é escandaloso vindo de um Papa! É, acima de tudo, anti-católico! Bento XVI também chegou a fazer tais concessões ao heresiarca. O Sacrossanto Concílio de Trento sobre o antinomianismo e o seu pai ''Sola Fide'': “Cân. IX – Se alguém disser, que o pecador se salva somente com a fé entendendo que não é requerida qualquer outra coisa que coopere para conseguir a graça da salvação, e que de nenhum modo é necessário que se prepare e previna com o impulso de sua vontade, seja excomungado.” O Concílio de Trento também anatematiza a doutrina da salvação somente pelas obras (pelagianismo): “811. Cân. 1. Se alguém disser que o homem pode ser justificado perante Deus pelas suas obras, feitas ou segundo as forças da natureza, ou segundo a doutrina da Lei, sem a graça divina [merecida] por Jesus Cristo — seja excomungado. [cfr. n° 793 s].” Já o Papa São Pio X disse: ''O Protestantismo ou religião reformada, como orgulhosamente a chamam seus fundadores, é o compêndio de todas as heresias que houve antes dele, que houve depois dele e que podem ainda nascer para ruína das almas.'' E o Papa Leão X: “Pela autoridade do Deus Todo-Poderoso, dos santos apóstolos Pedro e Paulo, e de nossa própria autoridade, nós condenamos, reprovamos, e rejeitamos completamente cada uma dessas teses ou erros como heréticos, escandalosos, falsos, ofensivos aos ouvidos piedosos ou sedutores das mentes simples, e contra a verdade católica. Listando-os, nós decretamos e declaramos que todos os fiéis de ambos os sexos devem considerá-los como condenados, reprovados e rejeitados [...] Nós os proibimos a todos em nome da santa obediência e sob as penas de uma automática excomunhão...'' Um Viva o Concílio de Trento! Mas o mesmo eu não posso dizer do Concílio Vaticano II. ☩ ☩ ☩ O Papa deve ter uma linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário seja confundido, não tendo a dizer de nós mal algum (Tt 2,8). Mas, infelizmente, não é o que vem acontecendo com Francisco. O Papa, diante dos secularistas que esperam que a Igreja se abra para o mundo - enquanto o correto é que o mundo entre pela porta estreita (Mt 7,13) -, tem dado declarações ambíguas e nada ortodoxas, rejeitando, assim, até a apologética católica. Tudo por causa do ecumenismo. Parece que não no-lo-é inspirado o que há de dizer (Mt 10,19). São Paulo Apóstolo disse que prouvera a Deus que, por pouco e por muito, não somente Agripas, senão também quantos o ouvem, se fizessem tal qual ele é (cf. At 26,29): isto é, um cristão! Mas o Papa Francisco, com o seu ecumenismo, dirá que aqueles não tem o Filho podem ir ao Pai, o que não nos é ratificado (Jo 3,15-18/ Jo 14,6-11/ 1 Jo 2,22-26/ 1 Jo 5,1-13), e que cada um deve rezar segundo o seu credo, como ele declarou num vídeo ecumenista. Ora, o nome disso é apostasia! São Gregório Magno disse: "Ainda que a verdade dos fatos resplandeça, os homens sempre se baterão na trincheira sutil das interpretações." Pois as coisas que apontam para os erros do Papa Francisco são por demais manifestadas. Por que, então, negá-las ou ficar colocando panos quentes? Como bem escreveu o Frei Clemente Rojão, ''cleaners - "limpadores" - são os católicos com uma concepção errada de Igreja, que julgam que se deve defender tudo o que o papa diz, mesmo quando agride o senso da fé dos fiéis e o próprio magistério da Igreja, mesmo que fale de improviso e num ambiente hostil da imprensa mundana.'' Christo nihil praeponere.
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0 # João Pedro Strabelli 13-08-2016 12:40
Isso daí, em linguagem figurada, quer dizer que Francisco prega descalço? — lembrando que descalço pode tanto significar falta de recursos financeiros quanto uma base sólida de conhecimento e, às vezes e em menor grau, atitude.
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0 # Monick 11-08-2016 21:34
Para continuar o que tenho percebido no Papa Francisco. Alguém que ama a Jesus e que tem a missão de evangelizar aproveitaria todas as oportunidades para falar de Jesus. No entanto nos vídeos do dia de oração ele não cita o nome de Jesus, nem mesmo os valores do Evangelho. Parece que não tem nada a ver com a Igreja Católica. Como pode um Sumo Pontífice falar publicamente sem em nenhum momento aproveitar a ocasião de fortalecer os católicos na fé. Não comento isto com ninguém, até pela minha responsabilidade como catequista, mas que está estranho tudo isto, está.
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0 # João Pedro Strabelli 13-08-2016 12:48
Monick Eu nem ia comentar mas, enfim, lá vai. Quando o papa falou para esperar a fidelidade se estabelecer em vez de casar logo: ele estava contra o casamento ou a favor da prudência? Quando ele disse que a maioria dos casamentos era nulo: ele ele chamou a atenção ou estava querendo esculhambar com o casamento? A sua amiga que só é casada no civil: ela não se casou por causa da declaração do papa ou aproveitou uma fala para justificar uma escolha (que aliás, se em 11 anos não resolveu…)?
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0 # Sidnei 14-08-2016 12:15
Pedro, pelo que até onde eu sei, o que o Papa Francisco disse sobre aqueles que vivem juntos, como marido e mulher, mas não são unidos pelo sacramento do matrimônio, é que muitos deles se comportam como se estivessem vivendo em um verdadeiro matrimônio. Talvez a intenção do Papa não era dizer que não há necessidade do sacramento do Matrimônio para um homem e uma mulher viverem unidos como marido e mulher, mas fazer uma constatação o qual até eu vejo por aí que alguns casais que vivem nesta situação vivem melhor que muitos casais que se uniram matrimonialmente na Igreja mas vivem as turras todos os dias. Porém para mim, sem querer descer a lenha no Papa, mesmo que tenho entendido o que o Papa disse, mas foi imprudente ter dito isto, justamente porque pessoas como a amiga da Monick entenderam que não há necessidade do Sacramento do Matrimônio e do jeito que eles vivem já está tudo sacramentado. Eu sei que distorcer as falas do Papa isto não é de hoje, qualquer pronunciamento ou palavras ditas por um Papa, quer seja dos séculos: V; X; XV, de Paulo VI; João Paulo II ou Bento XVI depende quem seja serão sempre distorcidas, para o bem ou para o mau, como por exemplo, aquela vez em que o Papa Bento XVI ter dito que o segundo casamento é uma piaga, o qual teve um jornalista famoso aqui no Brasil que enchia a sua boca em um telejornal, dizendo que o Papa Bento XVI ter dito que o segundo casamento era uma praga, quando a tradução correta para esta piaga era chaga e não praga. Aí nós vemos que tal distorção das falas do Papa Bento XVI foi intencionalmente contra ele, o mesmo acontece com Francisco em que muitos distorcem o que ele diz não são muitas vezes para ir contra ele, mas justamente, para justificar a toda porcaria que o mundo quer que aceitamos. Por isto neste caso, acredito que o Papa Francisco terá que ter um cuidado redobrado a tudo que ele disser, mesmo que seja em uma entrevista dento de um avião de ida ou de volta em uma de suas viagens.
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0 # João Pedro Strabelli 15-08-2016 11:11
Sidnei, Monick, obrigado pelas respostas. Relendo meu comentário agora me ficou a impressão de ver um tom crítico nele. Mas não foi. Entendo o que vocês disseram. Eu sei o quanto é difícil a gente se esforçar para trazer as pessoas a Deus e elas usarem algo que o papa ou outro religioso disse para justificar ficar fora dos sacramentos e até da Igreja. Dá uma sensação ruim a gente trabalhar tanto e ver tudo destruído em tão pouco tempo. Mas, mesmo assim, eu ainda prefiro o que o papa disse. Sei que não sou grande coisa para minhas opiniões valerem, mas já vi muitos casos em que, depois de um longo esforço da gente, ambos se casam e depois de um tempo se separam. Ou, casais que, depois do sacramento, acabaram partindo para outras religiões, até como forma de não se separarem. Se os casais nestas condições, mesmo sem o sacramento, continuarem indo nas missas e levando os filhos na catequese, acho que é menos mal que nas hipóteses anteriores, em que abandonam a religião por completo. Mas, sim, nos casos em que as pessoas já tem um mínimo de maturidade, deveriam encarar a responsabilidade e regularizar a situação.
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0 # Monick 15-08-2016 12:45
Valeu Pedro, vejo que você tem amor pela Igreja e zela por ela, isto é louvável e os católicos também deveriam defende-la com o mesmo zelo. Sua intervenção é valiosa para nós.
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0 # Monick 13-08-2016 23:37
Olá, João, respondendo sobre minha amiga, ela começou a participar da comunidade há algum tempo e na caminhada foi conhecendo mais sobre o sacramento do matrimônio. Mas entre aconselhamentos, conversas, explicações e homilias, vai o próprio Padre dizer isto na missa. Isto não serviu apenas para ela mais para outros casais que estavam presente também. Em relação a esperar ao amadurecimento, um casal enfrenta crises diversas em vários momentos. Não dá pra dizer: "agora estamos prontos". Outro fato é que se uma união fora do matrimônio é pecado o que passa se um ou os dois morrem em situação irregular esperando a maturidade? o Papa Francisco pode estar bem intencionado com sua colocação, mas não foi isto o que os antecessores disseram.
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0 # Monick 11-08-2016 21:23
Olá Catequista, admiro muito o trabalho de vocês. Também sou catequista e utilizo muitos materiais de vocês com minha turma. Quero partilhar minha realidade. Sou católica de berço. minha mãe me ensinou amar a religião. Não troco minha Igreja por nada. Fui quase vítima de um aborto, na época os médicos aconselharam minha mãe a tirar minha vida por motivos de saúde, mas ela pela fé e tendo consciência que era um crime arriscou sua vida. Graças a Deus tudo correu bem. Devo minha vida também à Igreja Católica que também é minha Mãe. Sempre me doeu muito ver que membros de pastorais que conheci, diziam que não concordavam com o Papa, diziam que o Catecismo era antiquado, que a Igreja deveria se modernizar, etc. Na minha adolescência vivendo ”aventuras pecaminosas" um confessor me disse que Jesus era o mesmo ontem, hoje e sempre e o que era pecado ontem, continuará a ser sempre e que a missão da Igreja era transmitir os ensinamentos que Jesus deixou e não fazer com eles o que quisesse. Vivo uma vida de luta contra o pecado, embora seja devota, sei que não sou perfeita. Sempre acolhi os ensinamentos da Igreja e procuro transmitir a minha turma e aos meus filhos o que aprendi. Claro que o Papa Francisco é acolhedor, ama os pobres, e é uma pessoa cativante. Participei pessoalmente da JMJ em 2013 e foi uma experiência muito gratificante. Contudo, hoje vejo que algo não vai bem, e digo isto com dor no coração é que o Papa Francisco está se desviando da doutrina que sempre tive como certa. Não faltam declarações e atitudes polêmicas que jamais vi em Bento XVI ou em João Paulo II, além da questão do aborto. Dizer que a grande maioria dos matrimônios sacramentais são nulos enquanto que uniões irregulares são verdadeiros matrimônios sacramentais, foi demais. Não tem como tentar corrigir: ele declarou isto lenta e pausadamente e depois tudo o que disse depois confirmou seu raciocínio. Como católica não tem como concordar com isto. Minha amiga, casada no civil há 11 anos hoje se recusa a se casar na Igreja porque o Papa falou que sua união é válida. Olha por onde vamos. Esta é apenas uma das várias questões que o Papa Francisco está deixando a desejar e não é uma questão de gostar ou concordar, é fato: ele não está seguindo a mesma linha dos Papas antecessores. Basta ver as muitas discussões que suas atitudes suscitam. Papa Bento XVI também foi muito criticado, mas seu ensinamento era claro, nunca ouvi alguém achar que seu ensinamento não estava de acordo com a Tradição e neste ponto digo que realmente é lamentável, pois o meu pároco já está dizendo coisas controversas seguindo os dizeres do Papa Francisco.
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0 # JB 11-08-2016 19:29
Você primeiro afirma que é permissível discutir se não teria sido melhor que o Papa tivesse dito isso ou aquilo. Em seguida, você diz que devemos obedecer ao Papa sem discutir. Ora, obedecer sem discutir implica em não questionar se teria sido melhor isso ou aquilo.
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0 # JB 11-08-2016 19:19
O caso mais conhecido deu-se durante o Grande Cisma do Ocidente, quando a cristandade viu-se dividida entre Urbano VI e Clemente VII. Para Santa Catarina de Siena, Urbano VI era papa e Clemente VII era anti-papa. Já para São Vicente Ferrer, dava-se exatamente o oposto. "The saints themselves were divided: St Catherine of Siena, St. Catherine of Sweden, Bl. Peter of Aragon, Bl. Ursulina of Parma, Philippe d'Alencon, and Gerard de Groote were in the camp of Urban; St. Vincent Ferrer, Bl. Peter of Luxemburg, and St. Colette belonged to the party of Clement." http://www.newadvent.org/cathen/13539a.htm
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0 # Pequetita Johannpeter 11-08-2016 18:32
Concordo com a essência do texto, de que do bom católico não se espera menos do que reverência e obediência ao Sumo Pontífice (como, aliás, prometeu ao sucessor SS. o Papa "Emérito" Bento XVI). Contudo, sobreleva-se a postura do dignatário ao exercer tão elevado múnus. Como portava-se São Pio X enquanto investido da autoridade pontifícia? Como contribuía para reforçar junto ao povo de Deus o caráter DIVINO, a SACRALIDADE da magna função que então desempenhava?! Sem dúvida, da melhor forma possível, pelo prestígio que conferia aos SACROS SÍMBOLOS do papado, à LITURGIA. Os símbolos foram sendo relegados, a missa de sempre aviltada, a prudência do pastor mitigada. O Papa não é um cura de aldeia. O papa não é tão-somente o bispo de Roma. O colegiado dos bispos não supera a autoridade do sucessor de Pedro, pelo bem das almas!!!! Ou será que sim?!! O altar de Cristo NÃO É ceia luterana. Ou terá sido relativizado?! Respeito e obediência o ocupante da Sé conquista pelas obras, tal como fez São Pio X. Mas a lucidez do papa Francisco é impressionante ao solicitar reiteradamente que se reze em sua intenção. De fato, precisa de muita inspiração do Espírito. Roguemos à Virgem, porque uma nova Lepanto se aproxima!!
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0 # Sillas 11-08-2016 17:37
Muito bom este post para dar um toque na moçada porque ultimamente tenho ouvido uma verdadeira enxurrada de críticas, contra o Papa, muitas inclusive beirando a agressividade. Não bastasse os inimigos da Igreja, mas o pior é que "católicos" estão se achando no direito de corrigir o Papa dizendo coisas horríveis. Isso já virou uma obsessão. Esculhambavam o Papa João Paulo II, depois Bento XVI, agora o Francisco. Realmente é um desserviço o que muitos sites e grupos andam fazendo causando uma imagem irreal e mentirosa dos nossos pontífices. Uma vez uma moça viu que eu tinha um escrito do Papa Bento e ela falou: "não gosto deste Papa." "Porque?"-perguntei. Ela me disse com ar de desprezo: "Acho ele sem graça." Fiquei com tanta raiva dela naquele momento que quase fiz ela engolir o livro, mas me segurei. Veja só como a pessoa esculhamba na frente de todo mundo achando ainda a boladona sem noção. Digo para os justiceiros da plantão que deveríamos fazer um sério exame de consciência e vermos o quanto ofendemos a Deus com atitudes assim. E também pelas vezes que não defendemos nossa Igreja e ficamos calados. Penso que se há algum problema, fazer estardalhaço e escândalo não adianta. Esse pessoal que se acha no dever de julgar severamente o Papa saiba que quando Jesus vier receberão a medida que merece. Sim, toda a verdade será posta em descoberto e os humilhados serão elevados para vergonha e confusão dos "justiceiros". Rezemos por nossa Igreja tão ameaçada e desprezada!
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0 # João Pedro Strabelli 11-08-2016 17:47
Silas O papa Francisco conseguiu a “façanha” de ser criticado pelos inimigos da Igreja e pelos católicos (não todos, obviamente). Pelo que me lembro antes, era muitos mais ou católicos ou inimigos. Os dois juntos com essa intensidade eu ainda não tinha visto. Já Bento XVI vai ser um dos papas mais incompreendidos da história. Uma me disse que não gostava dele porque tinha a “cara ruim”. Pelo contrário, ele é de uma timidez e afabilidade tão grande que era difícil para ele advertir os outros. E tudo que teologicamente for feito nos próximos séculos se deve em grande parte a ele.
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0 # JB 11-08-2016 17:36
De acordo com o artigo, o bom Cristão: 1) obedece o Papa e todas as coisas, não somente nas questões dogmáticas; 2) não fica discutindo de forma desrespeitosa as vontades do Papa; 3) não fica contrapondo a opinião do Papa à opinião de outras pessoas; 4) não se atreve a limitar o campo onde o Papa pode e deve exercer sua autoridade. Essa lista de "deveres do bom cristão" é de um absurdo tão grande que dispensa comentários.
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0 # A Catequista 12-08-2016 13:31
Corrigindo: "DE ACORDO COM O PAPA SÃO PIO X, o bom cristão..." Esses tópicos que fizemos resumem o que São Pio X ensinou no citado discurso. O pronunciamento é infalível? Não, não é. Mas está bem de acordo com a Tradição, ao que me parece. Então eu - EU - não me atrevo a dizer que tal discurso seja absurdo. Não tô no nível de contestar um São Pio X, não tô podendo.
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0 # JB 12-08-2016 19:19
Minha cara, O discurso era dirigido especificamente a sacerdotes e foi proferido no contexto da luta anti-modernista de Pio X. Ele tem um alvo bem definido (o clero modernista infiltrado) e de modo algum destina-se a fazer parte dos ensinamentos para todos, em qualquer lugar e em toda a época. Você fez uma extrapolação indevida para defender uma posição que nem você mesma adotaria. Ou você obedeceria a Alexandre VI Bórgia em tudo, mas tudo mesmo, que ele lhe mandasse? Segundo a Tradição Católica, o Papa deve ser sempre respeitado, mas existe sim um campo bem definido onde ele exerce sua autoridade (Dai a César o que é de César...) e jamais teólogo algum ensinou que se deve obedecer ao Papa em todas as coisas. É o Vigário de Cristo e não um sátrapa persa. Quando Noé embriagou-se seus filhos, Seth e Sem, não o ridicularizaram. Mas também não tamparam o sol com peneira. Como bons filhos, sentiram a vergonha de seu pai, saíram da suas tendas e cobriram sua nudez.
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0 # João Pedro Strabelli 11-08-2016 17:22
Posso estar errado, não sou nenhum expert na história dos papas, mas sempre penso que vivemos nestes tempos uma sequência incrível de papas. Analisando os fatos, vivemos duas guerras mundiais, uma guerra fria, o comunismo na Europa, vivemos praticamente uma terceira guerra feita à prestação, Satanás deve estar solto pelo que vemos de dissolução familiar e pessoal, uma quantidade de heresias tão grande que precisaríamos juntas vários séculos para chegar perto desta última década. E a Igreja está sobrevivendo. De João Paulo II eu tenho certeza, o fim do comunismo só não desencadeou uma guerra europeia com armas atômicas na pauta pela ação dele, que conhecia os dois lados daquilo. Como também tenho certeza agora, não fosse o papa Francisco a Europa já estaria convivendo com tiroteios diários. Agora, o que não dá pra discutir que Francisco é o rei da crítica. Basta pegar um microfone nas mãos para fazer um monte de corações levar susto e a gente ter milhares de postagens logo após corrigindo o que ele disse ou tentando provar que ele nunca deveria ter dito. E por isso vou sugerir a quem tem tempo e capacidade para pesquisar dados: me fica a impressão que toda vez que ele é mais criticado, a fala ou ação dele ou é sobre o acolhimento ou sobre a misericórdia. É a impressão que tenho.
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0 # JB 11-08-2016 17:17
O artigo é bem intencionado, mas é auto-contraditório. Como conciliar esta frase abaixo "Podemos até usar de uma fraNqueza respeitosa, pontuando que talvez fosse melhor ele falar isso ou aquilo, que teria sido mais frutífero agir assim ou assado…" Com esta outra? "quando se ama o Papa, não se fica a discutir sobre o que ele manda ou exige" Parece-me que a segunda metade do artigo é um exercício de perigosa papolatria. Veja-se por exemplo: "Por outra parte, seja qual for sua ciência, falta-lhes santidade, pois não poderia haver santidade onde há dissentimento com o Papa." Ora, há exemplos de vários santos que dissentiram com os papas reinantes em sua época por este ou aquele motivo. Há inclusive santos que apoiaram anti-papas.
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0 # A Catequista 11-08-2016 18:51
JB, não há contradição. "Discutir o que o Papa manda ou exige", nesse caso, indica espírito de confronto e desobediência - isso está claro no texto de São Pio X. Mas quando dissemos que é possível usar e fraqueza respeitosa, nem por isso abrimos brecha para a desobediência. Por exemplo, com franqueza respeitosa, digo que, se eu fosse o Papa (mil risos!!!) eu teria condenado o aborto de forma explícita em algum discurso meu, durante a JMJ do Rio de Janeiro. A expectativa sobre isso era grande, dado o momento político que o Brasil estava vivendo. Mas o Papa Francisco considerou que as imagens tinham uma força maior do que as palavras; nada falou sobre aborto, mas recebeu no palco uma família cujo bebê era anencéfalo, e os pais usavam uma camiseta com uma estampa dizendo não ao aborto. Eu entendo o raciocínio do Papa, mas ainda assim, acho que suas palavras nesse sentido fizeram falta. Fiquei um tanto frustrada na época? Fiquei. Saí reclamando disso publicamente por aí, cuspindo marimbondos? Não Deus me livre! Tal contrariedade não fez adotar um espírito de insolente contestação contra as atitudes do Papa. De modo geral, a regra é essa: não há santidade onde há dissentimento com o Papa. E 99,9% os santos seguiram à risca essa frase de Santo Inácio de Loyola: “Acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado.” Exceções existem, e são raríssimas, convenhamos. Vários santos? Pode citar quais? Até onde sei, pouquíssimos ousaram criticar o Papa. Os casos de santos que dissentiram com o Papa denotam momentos extremamente críticos, e os santos envolvidos na treta eram simplesmente gigantes da fé. Eu tô querendo chegar nesse nível, mas por enquanto, me pesa tanto a consciência de minha mediocridade, que não ouso uma coisa dessas. Já me bastam meus pecados, pra ainda me somar mais esse...
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0 # Geraldo 12-08-2016 21:33
A igreja de Cristo é uma família. Uma família muito mais determinante para a nossa salvação do que a nossa família carnal. Meu pai tinha diversos defeitos e graves. Como um filho que ama o pai deveria abordar isso? Tenho perfeita lembrança das vezes em que precisei falar com meu pai sobre suas atitudes incorretas: "Peço desculpas, meu pai, se pareço atrevido em lhe dizer isso. Mas é que minha consciência me aponta esse dever e também o grande amor que lhe tenho, como filho..etc." Esse era o tom. E não me importava se o meu alerta fosse acolhido ou não. Minha obrigação era falar daquele modo. A franqueza ali estava, intacta, o que eu precisei falar, sempre foi falado, sem tirar uma vírgula. Mas o respeito também estava, inteiro. Parece-me que São João Bosco deixou um belo testemunho nesse sentido. Parece que ele tinha certa objeção ao cardeal que se tornou depois, o papa Pio IX. E quando a sua rapaziada gritava "viva Pio IX!", ele os corrigia, dizendo: "Viva o papa!". Ele queria com isso, dizer que acatava o papa, independentemente de ser quem fosse. A gente gosta de citar a franqueza paulina frente a Pedro, como exemplo. Mas o agir geral de São Paulo, é muito mais de reforçar a autoridade papal de Pedro que de miná-la. Comparando aquilo que São Paulo diz nas cartas, acerca dos costumes judaicos que muitos cristãos ainda conservavam (e às vezes impunham sobre neófitos vindos do paganismo) com aquilo que foi decidido no concílio de Jerusalém, legitimado por São Pedro, dá para ver claramente que o concílio não coincidiu inteiramente com a mentalidade paulina. Sabemos da posição dele sobre as carnes sacrificadas aos ídolos...que o concílio, sob a influência de São Tiago, proibiu. No entanto, os Atos dos Apóstolos claramente nos dizem que ele e São Barnabé, foram fiéis em transmitir ponto por ponto, as decisões do primeiro concílio, em suas viagens apostólicas, sem jogar qualquer farofa no ventilador de Pedro, embora intimamente , São Paulo certamente tivesse outra convicção. E o vemos em certas cartas, a dizer: "olhem irmãos, para não chocar os outros, é melhor não comer essa carne oferecida aos ídolos..." Vê-se aqui claramente, um grande senso eclesial, um senso da unidade do Corpo de Cristo, que renuncia inclusive a um modo pessoal de ver as coisas (aliás muito acertado) e se atém ao essencial. Alguns chamam esse site de "gandula", que se esforçar por agarrar as "bolas fora" do papa. Mas é isso que um filho faz com o pai. Não se trata de esconder os podres da família, mas de um autêntico senso de caridade e de unidade da família. São Paulo também agiu como "gandula" em relação à tendência judaizante de João, Tiago e Pedro, apesar de toda a sua franqueza em relação a São Pedro por causa da postura ambígua desse em relação à famosa polêmica (devem os neófitos de fora do judaísmo, aderir ou não às tradições judaicas?) do tempo. Vemos essa franqueza dele, nesse assunto, mas vemos também uma grande compreensão, um grande bom senso e, sobretudo, um grande amor à unidade do Corpo de Cristo. Eu tenho enorme admiração e amor pelo papa atual e algumas reticências (sobre sua postura frente ao Islã, frente aos ditos "movimentos populares", à questão dos "recasados"), mas me sinto muito pequenino e incompetente para questioná-lo sobre tudo isso. Sei de pessoas grandes que o fazem - como o admirável Cardeal Carlo Caffarra, e o fazem da maneira correta: franca, mas filial, respeitosa. Nossa fala, quando faz objeções ao papa, deve estar visivelmente perpassada de amor pela igreja, e especialmente de senso do mistério divino e sobrenatural que ela é. Se não, parece que estamos falando de um partido político qualquer, de um troço leviano e vulgar. É pelo precioso tesouro que carregamos - o Cristo Vivo - e não pelo vaso de barro que o carrega, nós, o povo de Deus, que devemos usar uma linguagem muito digna, mesmo ao falar dos nossos erros e dos erros dos nossos pastores.
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0 # JB 15-08-2016 09:38
Estou em pleno acordo. No entanto, é preciso uma ressalva. Aquilo que se chamou de "bolas fora", os lapsos e gafes de Francisco, não necessariamente são vistos assim por ele próprio. Tanto quanto sei, Francisco orgulha-se do que disse e fez a favor da migração islâmica, dos homossexuais, da comunhão para os recasados, dos movimentos sociais etc. Percebo a boa intenção, mas não me parece condizente com a verdade, nem respeitoso com o Santo Padre, pinta-lo como um conservador bobocas que está sempre chutando para fora. São os "gândulas" conservadores deste blog que confundem os chutes a gol de Francisco com bolas fora.
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0 # João Pedro Strabelli 11-08-2016 19:09
Já que você tocou no assunto, vou arriscar um palpite sobre o modo do papa Francisco agir. Já vou avisando que se fosse bom de análise tinha estava em algum grande jornal, não numa escola pública mas, lá vai. Pio XII, chamado de papa de Hitler por ignorância ou maldade, muito mais maldade, foi um que usou meias palavras, linguagem figurada e ordens dadas às escondidas contra Hitler. Já li em algum lugar de um gênio a pergunta de porque ele não fez um pronunciamento contra o nazismo. É aquele tipo de pergunta estúpida que dá vontade de, ironicamente, sugerir ao cidadão que vá a algum acampamento terrorista dizer que eles estão errados. Só não falo porque, pelo grau de raciocínio, é bem capaz do maluco ir. Pio XII fez o que pode. Se abrisse a boca claramente, Hitler teria mandado alguns tanques para lá, já que Mussolinni era coleguinha dele, e dado um fim no Vaticano. Depois de tudo, descobrimos o quanto ele agiu e o quanto fez. Na hora, ninguém podia ficar sabendo disso. Se o papa der agora uma declaração claríssima sobre o aborto, o que vai acontecer? Os católicos e a maioria dos cristãos que já aceitam isso vão aceitar, os demais vão continuar na mesma. Afinal, já se sabe a posição da Igreja e muda quem quer e quem não quer não considera o que o papa ou a Igreja diz. Sobre esse e sobre milhares de assuntos. Penso que ele trabalha pela acolhida pois isso deixa um caminho aberto para o diálogo. Tem horas que é meio difícil conter o ímpeto de falar umas verdades, mas já vi isso muitas vezes espantar a pessoa. Pouquíssima gente ia gostar de ouvir um “Você vai para o inferno!” na cara. Penso, e sei o quanto isso vai gerar de discussões, que ele trabalha por esta acolhida.
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0 # Victor Viana 13-08-2016 20:20
João Pedro Strabelli, em algum momento do ano passado comentei neste blog sobre as críticas a Pio XII. As críticas que se fazem a ele não ter criticado abertamente o nazismo para além da encíclica Mit Brennender Sorge são ingênuas. Mas as críticas passam a ter fundamento quando se considera o que aconteceu pouco antes de Hitler tornar-se chanceler. Uma concordata estabelecida entre o Vaticano e o Estado alemão em 1933 (o Vaticano foi o primeiro Estado a fazê-la) eliminou a maior oposição existente ao NSDAP, que era o Partido Católico (de centro, mas com um naco de esquerda) e fez calar também o clero que se posicionava contra o projeto de Hitler. Pio XII articulava na Alemanha ainda enquanto era cardeal. A interpretação dada a isto costuma ser que para a Sé, a Alemanha era capaz de fazer frente à Rússia comunista, que era o pior inimigo (ainda somente ideológico). Mas como entender uma aliança com um partido chamado "nacional", "socialista", "dos trabalhadores"? Pode não ter sido um erro humanitário, realmente por baixo dos panos Pio XII salvou muita gente e não podia mais que isto, mas certamente um erro político e histórico nos seus antecedentes.
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0 # Sidnei 14-08-2016 12:24
Victo, de fato parece que o apoio de Pio XII quando era cardeal a Hitler para o assinado da concordata entre o Vaticano e a Alemanha, fora um erro que depois o próprio Pio XII como Papa haveria de ter percebido. Porém temos que ver que não somente Pio XII via Hitler como alguém que poderia fazer frente aos comunistas da União Soviética, governos como dos E.U.A e da Inglaterra também tinham esta mesma visão, porém, ninguém imaginava que Hitler iria fazer o que fez, e aí quando tudo já estava encaminhado para uma tragédia, já era tarde de mais. Porém alguns utilizarem isto para denegrir ao Papa Pio XII é de uma safadeza sem tamanho, erros políticos acontecem, hoje podemos apoiar um partido que é contra o aborto, mas amanhã se revelará que é pior que muitos partidos por aí que se declaram a favor do aborto, embora neste caso, não apoiarei tal partido é nuca, neste caso preferirei a neutralidade ou apoio a um outro partido menos expressivo mas que vai a favor dos princípios que eu creio. Mas sua última questão de como entender uma aliança com um partido chamado “nacional”, “socialista”, “dos trabalhadores”?, bem vejo que para Pio XII talvez ele pensasse que tal partido não era não socialista como era o socialismo na Russia, aí só um bom historiador para responder mais a fundo sobre isto.
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0 # Victor Viana 13-08-2016 20:32
Obs: corrigindo. A concordata e a encíclica são sob Pio XI. Enquanto cardeal, Eugenio Pacelli (futuro Pio XII) foi o articulador junto ao Estado Alemão para a concordata que retirou a oposição política católica; e ele mesmo e atuou silenciando o clero.
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