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Terça, 21 Fevereiro 2017 17:49

Freis dominicanos evangelizaram feministas na fila do banheiro

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Elas estavam lá, na entrada do convento, apertadas para fazer xixi. Inicialmente, eram dez mulheres... Mas logo se formou uma fila com centenas delas! E muitas traziam estampadas em suas camisetas e cartazes frases de ataque ao cristianismo e de apoio ao aborto.

Era 21 de janeiro, dia em que milhares de mulheres marcharam em Washington D.C., em protesto contra o recém-empossado presidente Trump. Não havia banheiros químicos suficientes para as manifestantes, e o resultado é que uma multidão ficou no maior aperto.

O convento dominicano (Dominican House of Studies) fica ao sul do parque National Mall, onde ocorreu a marcha. Vendo a agonia das mulheres, alguns freis deixaram que uma dúzia delas usasse o banheiro do convento. O que eles não esperavam é que a fila aumentaria exponencialmente!

O Frei Martin Davis, um dos que estavam presentes, conta que ficou um tanto constrangido e aflito naquele momento, pois muitas daquelas mulheres estavam exibindo mensagens vulgares e anticristãs em suas camisetas, bonés e cartazes, algumas até mesmo pornográficas.

Mas a ansiedade do frei logo foi embora, quando viu que as mulheres que portavam esse tipo de mensagens tinham o cuidado de cobri-las, assim que entravam no convento. Então, a partir de um gesto de misericórdia tão pequeno por parte dos freis, o grupo de mulheres que parecia tão hostil à Igreja mostrou ser capaz de gentileza e respeito.

Os freis poderiam ter escolhido, em nome da prudência, ver naquele grupo somente uma massa de mulheres vulgares e agressivas. Mas a misericórdia falou mais alto, e eles puderam enxergar o coração das pessoas de carne e osso por trás da feiúra de toda aquela capa anticristã.

A fila para o uso do banheiro durou cerca de duas horas. Durante esse tempo, os freis honraram o nome de sua comunidade – a Ordem dos Pregadores –, e se puderam a pregar. Debateram sobre o que a Igreja ensina a respeito da dignidade da mulher, dos operários e dos pobres, assim como sobre a importância do meio ambiente.

Mas pregar não é só saber falar, como muitos pensam: é fundamental ouvir o outro com coração aberto e sincero. Conversando com as mulheres, notaram que a maioria defendia ideias do feminismo radical; mas algumas delas tinham reflexões interessantes e queriam simplesmente lutar para que suas filhas não crescessem em um mundo onde seriam tratadas como objetos.

Vejam como Deus é bom: muitas mulheres tinham em suas camisetas o slogan “Tire seus rosários de meus ovários”, agora estavam justamente ao lado de homens que traziam o rosário em seus cintos! E elas se mostraram curiosas e fascinadas com a rotina de uma vida dedicada a Jesus Cristo.

Mais uma grande maravilha dos planos de Deus foi o fato de aquele dia ser, incrivelmente, o dia de Santa Inês, martirizada aos 12 anos por se recusar a se casar (ela dizia estar comprometida espiritualmente com Jesus). O Frei Martin Davis contou a história da santa a muitas mulheres, e algumas delas se mostraram comovidas.

Os freis ficaram surpresos quando viram que as mulheres começaram a recolher dinheiro para o convento. Em nenhum momento os freis pediram nada, mas elas, espontaneamente, quiseram mostrar gratidão pela acolhida que receberam, e doaram centenas de dólares.

“Essa experiência, embora tenha sido muito estranha e, em alguns momentos, embaraçosa, me deixou com a impressão de que, apesar das diferenças, muitas pessoas têm um senso de cortesia e de generosidade que vai além do que as notícias mostram. Além disso, podemos encontrar um terreno comum em muitas questões, se dedicamos tempos a dialogar com os outros”, diz Frei Martin (Fonte: Aleteia).

Os freis correram risco? Sim! Tudo poderia ter terminado muito mal, com o convento vandalizado? Sim! Mas milagres acontecem, quando saímos de nossas trincheiras e damos espaço para Deus agir.

Muitos estão surdos para as palavras do Papa Francisco, que declarou: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, do que uma Igreja enferma pela oclusão e pela comodidade de se agarrar às próprias seguranças” (Ex. Evangelii Gaudium).

Quem não está disposto a correr riscos, não pode ser missionário. Viva São Domingos de Gusmão!

*****

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27110 Quarta, 22 Fevereiro 2017 18:22

Comentários   

-1 # Eric 24-02-2017 00:11
Belíssimo testemunho! Como vocês d'O Catequista já disseram, os católicos não podemos nos confinar em nossos templos e sacristias, mas nos lançarmos nesse mar bravio a fim de ganharmos almas para Jesus e Sua Igreja. (A propósito, não estou conseguindo ler o primeiro capítulo do livro no site da Amazon :/)
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0 # Marcio Monteiro 23-02-2017 18:10
Lindo!!, maravilhoso!! belíssimo artigo turma afiada de O CATEQUISTA!
Naturalmente os freis dominicanos estavam trajando seu lindo hábito, e não estavam à "paisana", como alguns por aí...é verdade, o hábito não faz o monge, mas o monge faz o hábito! Quando a nossa Igreja passou a relegar os nossos símbolos para o segundo plano, ela começou a ficar enfraquecida...e isto não é bobagem!
Contrapondo as vestes de ódio e intolerância daquelas mulheres, os dominicanos com suas maravilhosas vestes e o rosário! mostravam àquelas mulheres que o amor e a misericórdia de DEUS não tem limites, não tem hora, ocasião ou lugar!
Mostraram para elas, como disse um outro leitor muito bem, que eles são sacerdotes do Altíssimo, e realmente, são especiais para DEUS, afinal, são a sua "Tropa de Elite" aqui na terra!
Parabéns pelo belo artigo e pelo incrível trabalho!
Não desanimem nunca!
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0 # Liana 23-02-2017 14:52
Olá Catequistas! Já acompanho o site de vocês a algum tempo, e tem me ajudado muito a aprender sobre a história da nossa Igreja.
Que fato maravilhoso esse! Graças a Deus esses freis tiveram discernimento para evangelizarem um grupo que muitas vezes é hostil e surdo às nossas explicações.

E com certeza comprarei esse livro de vocês. Estou super curiosa para lê-lo!!
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0 # A Catequista 23-02-2017 15:00
Oi, Liana! Agradecemos seu apoio!
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0 # Luis KIKUCHI Takey 23-02-2017 13:52
Sou formado no Colegio Dominico de Lima, Santo Tomás de Aquino. Tenho tanto orgulho da attitude dos freíres Dominicos nesta nota. Santo Domingo de Guzmán siempre ensina. ✝✝✝
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0 # Augusto 22-02-2017 22:15
Os padres foram prudentes pelo simples fato de que, mesmo que negassem a entrada das feministas, nada disso impediria que elas realizassem algum tipo de depredação (pichações, molotov, etc.). Ou seja, uma vez que isso não seria mais critério distintivo, não havia mais desculpa para "não dar a outra face".

Quando os satanistas marcharam na paulista, os católicos se uniram para proteger a igreja São Luiz Gonzaga. Fizeram isso, entre outras coisas, fechando os portões. Será que agiram erradamente?
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0 # A Catequista 23-02-2017 15:02
Me parece que agiram acertadamente. Afinal, satanismo é algo especialmente extremo, ainda mais se tratando de uma multidão.
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+1 # Gabriel Moraes 22-02-2017 18:17
Belíssima materia! Este é um testemunho muito belo e forte, diria que inspirador! Que sejamos mais misericordiosos e saibamos evangelizar a partir desses 'pontos em comum' que devemos descobrir por meio de um diálogo estratégico e essencialmente ouvinte. Deus nos abençoe
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+9 # Lp 22-02-2017 15:53
"Na necessidade todo mundo busca a Igreja".
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+7 # Alex 22-02-2017 15:05
Já tinha lido no Aleteia, muito interessante por dois motivos, o primeiro, muitas vezes boa parte do povo vai na onda e acaba fazendo coisas que em sã consciência não faria, ou seja, acaba cometendo um monte de erros pois a massa é burrificante; segundo que não tem jeito, padre tem poder sim, padre é revestido de poder de Deus, triste quando um padre tenta dizer que ele é igual o leigo coisa que jamais será, fossem leigos no lugar de monges certamente teria rolado alguma treta.
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+8 # roberta fernanda 22-02-2017 11:31
Lindo texto!!! Quando deixamos Deus agir,milagres acontecem!!!!
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+7 # João Pedro Strabelli 21-02-2017 21:41
Quando a gente aprende a olhar o outro com humildade, Deus nos mostra o caminho.
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