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Quarta, 22 Março 2017 00:20

O mito da mudança de sexo

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“Você pode ser o que você quiser”: essa frase está muito na moda. Mas não se engane: enquanto o mundo diz que podemos moldar a nós mesmos de acordo com nossos desejos e pensamentos, Cristo diz que devemos renunciar a nós mesmos para segui-lo.

A ideia de que basta pensar e desejar para tornar algo real se expandiu para incluir a transformação de si em um homem ou uma mulher – o fenômeno do transexualismo. Se um homem deseja ser mulher e diz que é mulher, então ele é mulher? Sim, de acordo com a surreal ideologia de gênero.

É uma nova versão do pecado de Adão e Eva: os homens acreditam na serpente, que garante que eles podem ser um deus. Pois só um deus pode tornar seus desejos realidade, bastando usar a força do pensamento!

Sobre isso, confira o vídeo abaixo, em que uma defensora da ideologia de gênero debate com Ben Shapiro, brilhante analista político americano.

ENTENDENDO O PROBLEMA

Pessoas que alegam ser transexuais, na verdade, sofrem de disforia de gênero, também chamada de transtorno de identidade de gênero.

Segundo a NHS Choices (entidade ligada ao governo do Reino Unido), estudos recentes sugerem que a disforia de gênero pode ter origem em um distúrbio biológico causado por desequilíbrios hormonais durante a gestação. Pode ser.

Entretanto, muitos especialistas garantem que traumas infanto-juvenis, o ambiente e as relações familiares são os principais fatores que levam a desenvolver disforia de gênero.

Num artigo chamado “A ideologia de gênero é danosa para as crianças” (Gender Ideology Harms Children), a associação americana de pediatras The American College of Pediatricians explica que não se deve permitir que as escolas e a mídia ensinem às crianças que a transexualidade é algo normal:

“A crença pessoal de que se é algo que na verdade não é, na melhor das hipóteses, é sinal de um pensamento confuso. Quando uma criança biologicamente masculina e saudável acredita que é uma menina, ou quando uma criança biologicamente feminina e saudável acredita que é um menino, há um problema psicológico objetivo que está na mente, não no corpo, e que deveria ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero”.

A instituição diz que encorajar crianças a tentar mudar de sexo por meio de medicamentos e cirurgias "é um abuso infantil”.

MUDAR DE SEXO É IMPOSSÍVEL

Muitos pensam que, após a chamada cirurgia de mudança de sexo, a pessoa operada realmente troca de sexo. Que viagem! Isso é o mesmo que pensar que, se um cirurgião implantar um chifre no meio da testa de um cavalo, ele se torna um unicórnio!

Quem diz que mudou de sexo, na verdade, só mudou de nome e de sexo no documento. No corpo, não virou uma pessoa do outro sexo.

A cirurgia da mudança do sexo é somente um procedimento estético. Quer a prova? Basta fazer um teste de DNA. Nenhuma quantidade de cirurgia, injeção de hormônio ou qualquer outra coisa pode alterar no DNA a informação sobre o sexo de nascimento. É algo imutável!

DECEPÇÃO E SUICÍDIO

Confirmar as pessoas com disforia de gênero na ilusão de que nasceram com o sexo errado não alivia a sua dor: só piora o problema. As taxas de suicídio entre pessoas que realizaram a cirurgia de “troca de sexo” são altíssimas!

“Ain, mas isso acontece por causa do preconceito da sociedade...”. Será?

Essa teoria cai por terra quando vemos vários casos de pessoas bem-sucedidas e festejadas pela sociedade após “mudarem de sexo”. Podemos citar Mike Penner, que “virou” Christine Daniels, “escritora” do Los Angeles Times. Ele se suicidou em 2009, um ano após a tal cirurgia.

Também vale lembrar o caso de Nathan Verhelst, que se suicidou (via eutanásia) em 2013. Ela nasceu menina e tentou virar um homem, passando por diversas cirurgias. Continuou infeliz depois do processo, apesar de viver na Bélgica, um país em que o transexualismo é visto como normal e saudável.  

O CONSELHO DE UM CRISTÃO QUE FEZ CIRURGIA DE MUDANÇA DE SEXO

Walt Heyer é um cristão americano que, por muito tempo, achou que eram uma mulher presa em um corpo de homem. Tudo começou aos quatro anos de idade, quando sua avó começou a vesti-lo de menina – exatamente o que as escolas e pais moderninhos estão fazendo com as crianças hoje, na Europa!

Heyer se tornou adulto, ficou rico, se casou, teve filhos. Mas a confusão com sua identidade sexual o levou a mergulhar na depressão, no álcool e nas drogas. Ele pensou, então, que a salvação estaria em se divorciar e fazer a cirurgia de mudança de sexo. E foi o que ele fez, aos 42 anos.

Depois da operação, passado o período de euforia inicial, a decepção foi grande. Implantar seios, mudar a genitália e tomar hormônios femininos não o tinham transformado em uma mulher. Desesperado, Heyer tentou suicídio. Mas um grupo de amigos cristãos protestantes o ajudou a se reencontrar a sua identidade e a paz.

Um psicólogo ajudou Heyer a entender a raiz de seu desejo de ser mulher – a origem estava em sua baixa auto-estima na infância.

Aos 50 anos, Heyer fez novamente uma cirurgia, dessa vez, para reverter a operação de mudança de sexo. Hoje, ele tem um site que fala sobre mudança de sexo (veja aqui). Centenas de pessoas o procuram pedindo conselho, antes de se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo. Ele orienta cada um deles a rastrear, em alguma questão ligada à infância, a raiz de seu desejo de mudar o corpo.

Uma boa avaliação psicológica pode ajudar a economizar muito dinheiro e a evitar muitas mágoas!

O DEPOIMENTO DA BRASILEIRA LÉA T.

A experiência da modelo brasileira Léa T. parece confirmar o que Walt Heyer diz. Em 2013, um ano após ter feito a “troca de sexo”, em entrevista ao programa Fantástico, ela disse que não aconselha essa cirurgia para ninguém.

Lea: Eu achava que a minha felicidade era embasada na cirurgia. Mas, não foi. Não é isso.

Ceribelli: Você não ficou mais feliz depois da cirurgia?

Lea: Eu fiquei mais à vontade. É diferente. A felicidade não é não é um pênis, uma vagina que traz felicidade a ninguém.

Ceribelli: Me lembro da nossa entrevista, bem antes de você fazer a cirurgia, você dizia que não se sentia uma mulher completa sendo uma mulher no corpo de homem. Depois da cirurgia, hoje você já diz: eu sou uma mulher completa?

Lea : Não, não!

Ceribelli: Você hoje é 100% mulher?

Lea: Não. Eu nunca vou ser 100% mulher.

A entrevista completa pode ser vista no G1 (clique aqui).

8386 Quarta, 22 Março 2017 19:02

Comentários   

0 # Bárbara 18-07-2017 13:49
Me interesso muito pelo assunto, principalmente por ser agente pastoral jovem e ver tantos homossexuais (ou homoafetivos, como quiserem) se aproximar da Igreja para serem aceitos como são. Como no outro post que fizeram, acho complicado virar as costas, mas, ao mesmo tempo, me sinto negligenciando a evangelização de que Deus pensou algo para a vida deles e que a frustração vai muito além da genitália ou opção sexual, afinal tantos se fazem eunucos pra anunciar o Reino do Céu.
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+1 # Vinicius 11-05-2017 23:21
O vídeo com Ben Shapiro não está mais disponível. Poderiam consertar, por favor?

Ademais, parabéns por tratar com tanta delicadeza um tema espinhoso como esse. Sou biólogo e canso de defender, sob pauladas, o aspecto patológico do transexualismo. É incrível as pessoas não enxergarem isso.
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+3 # Vinícius Menezes 23-03-2017 01:45
Verdade, temos que acolher essas pessoas e mostra-las que pode existir paz, conforta-las. Digo isso porque eu me vestia de mulher e assumo isso. quando passei a estudar a bíblia, o catolicismo, passei a ver que o que me faltava era Deus, que eu precisava dele.

Existe muitos olhares de maldade para quem passa por isso, muitas vezes eu pensava em tomar hormônios, em me matar porque realmente você passa a acreditar que não está no corpo que deveria.

Percebi que eu estava apenas querendo ser a mulher dos meus sonhos, e jamais pensava em "e depois de possuir o corpo de uma gostosa, o que farei da minha vida? minha vida será apenas acreditar que concertei um erro e agora sou eu verdadeiramente?". Sabe, não tinha anseios, era só aquilo.
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+8 # Joao 22-03-2017 18:13
Gênero psicológico é igual riqueza psicológica. Experimente viver como rico, gastando como rico, porque "se sente rico".
:)
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0 # MARCOS 16-08-2017 14:05
Só pode dar um like??? Eu queria dar 15...
Seu comentário tinha que ser publicado aos 4 ventos, "de cima dos telhados" nas redes sociais
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+3 # Matheus Cajaíba 22-03-2017 18:02
Parabéns pela coragem em abordar esse assunto tão espinhoso! Preparam-se para as pauladas...... Mas eu tô com vocês e não abro, hein!
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+7 # A Catequista 22-03-2017 19:04
Obrigada, amigo!
Estamos tomando pauladas especialmente na fanpage, tanto por parte de certos "católicos de direita" (que estão nos difamando e dizendo que nos bandeamos para o lado dos ativistas LGBT), quando por parte dos defensores da ideologia de gênero, que nos chamam de retrógrados e promotores de ódio.
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0 # João Pedro Strabelli 23-03-2017 18:58
Sobre porradas à direita e à esquerda:

Para a direita, uma vez ditada uma norma, toda e qualquer coisinha fora daquilo você é um degenerado. Ou seja, não ajuda em nada, no máximo manda prender ou excomungar. A esquerda tem certeza de que tudo fora das regras é normal e uma questão pessoal. Ou seja, também não ajuda, no máximo manda esquecer a consciência e continuar.

Como vocês tiveram o dom de abordar o problema de uma forma real, não do jeito que o conforto deles quer, é óbvio que ambas vão ficar mais incomodadas que vespeiro depois de algumas pedradas. Se na quaresma eu não ficasse longe das redes sociais, ia lá mexer com eles um pouco. Mas, primeiro a penitência, depois a diversão.

Ah, uma leitura cuidadosa da Bíblia mostra que na época de Cristo também tinham os equivalentes de direita e esquerda: uma que seguiam a letra da lei de forma cega e outros achavam tudo aquilo uma bobeira.
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0 # Natália 23-03-2017 10:50
Viu?! Era isso que eu estava falando... As pessoas não têm a coragem que vocês tiveram para abordar o assunto, muitas se omitem, outras xingam... Precisamos de muita preparação. Ainda bem que temos vocês (site O Catequista) :)
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+5 # A Catequista 22-03-2017 14:54
Achei relevante colar aqui o equivocado comentário que um leitor chamado Cleyton fez em nossa fanpage:

"O sexo de uma pessoa é determinado pelo sexo genetico (XX, XY ou os moisacismos XXXY , X0 etc), pelas gonadas (ovários ou testículo ou ovotesticulo), pelo somatica (genitalia externa masculina, feminina, ambigua, ou sem caracteristica) e pelo sexo psicológico( se identificar com coisas feminina ou masculinas, ou coisas sem genero). Nao podemos desprezar nenhuma dessas dimensões e sermos reducionistas ao considerar apenas ao binarismo XX, XY. Cada vez mais temos comprovado o papel das diversas conjunturas sociais no processo de evolução da espécie humana, influenciado até questões biológicas. (...) Desse modo, deixemos o reducionismo biologico."

NOSSA RESPOSTA:
"Sexo psicológico" não existe. É a mesma coisa que dizer que há uma "idade psicológica". Com base nesse tipo de ideologia - que não tem lógica nem embasamento científico - já tem marmanjo dizendo que é "trans-idade", ou seja, que não é adulto, é menininha! E já tem gente dizendo que é cachorro.

‘Transidade’? Pai abandona esposa e 7 filhos para viver como uma menina de 6 anos:
http://notifam.com/pt/2015/transidade-pai-abandona-esposa-e-7-filhos-para-viver-como-uma-menina-de-6-anos/

O curioso universo dos homens que vivem como cães:
http://www.bbc.com/portuguese/geral-36411724
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