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Sábado, 30 Dezembro 2017 20:43

Grupo jovem como berço de vocações, e não clubinho fútil

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Na semana passada, publicamos em nossa fanpage a foto abaixo, que deu o que falar. Na legenda, explicamos que aquelas belas vocações eram fruto da graça de Deus e de uma boa formação dada por um grupo jovem (no caso, um grupo ligado à Comunidade Católica Shalom).

Nos comentários, havia muita gente falando da importância do grupo jovem em sua vida. Mas nos chamou a atenção o grande número de comentários relatando experiências ruins com grupos jovens, devido à falta de conteúdo formativo sólido, falta de caridade, falta de perspectivas pastorais.

Atendendo a muitos pedidos, publicamos este artigo, como uma pequena ajuda para iluminar a formação e condução de grupos jovens católicos.

ESPIRITUALIDADE DO GRUPO

Acima de tudo, um grupo jovem precisa ter uma boa proposta para promover a espiritualidade de seus membros. Por espiritualidade, devemos entender, basicamente: conhecimento e amor pela doutrina católica, prática da caridade, vida de oração.

É FUNDAMENTAL que fique claro de qual fonte irão beber e qual metodologia de trabalho irão utilizar, ou seja, qual caminho seguirão para alcançar essa meta.

  • Farão estudos bíblicos?
  • Estudarão os discursos e homilias do papa?
  • Estudarão o Catecismo (ou o YouCat) de forma sistemática?
  • Estudarão os escritos de algum santo ou teólogo?
  • Se engajarão em alguma ação de caridade? Qual? Com que regularidade?
  • Cantarão músicas nos encontros? De que tipo?
  • Haverá retiros, passeios, festas, trilhas ecológicas, atividades culturais diferenciadas?
  • Haverá um coral?
  • Como as atividades do grupo serão financiadas?

São mil e uma possibilidades. Mas é importante seguir com fidelidade a determinada metodologia, para que o grupo possa ter foco e identidade. 

Atenção: não subestime a inteligência dos jovens, promovendo dinâmicas imbecilóides. Dinâmicas podem até ser uma boa opção, mas o que a gente vê por aí, em geral, é uma desgraça.

Após definidos, esses pontos devem ser registrados no papel, como uma espécie de estatuto. Isso ajuda o grupo a ter mais estabilidade e continuidade em suas atividades, ainda que a coordenação mude.

Os grupos jovens que pertencem a um movimento católico não precisam partir do zero para definir essas coisas, pois já possuem espiritualidade e uma forma de evangelização próprias.

ABERTURA AO OUTRO E ESPÍRITO MISSIONÁRIO

Se o grupo jovem se restringe a ser um clubinho de best friends da paróquia, então não serve para nada. As lideranças devem ajudar os jovens a compreender e colocar em ação o espírito missionário, para que possam estar atentos a convidar outros jovens para o grupo e para que não se fechem em panelinhas.

É normal que as amizades se aprofundem conforme as afinidades; porém, deve-se insistir na atitude de acolhimento, especialmente para que as pessoas novas no grupo não se sintam sós e deslocadas.

LIDERANÇA ADEQUADA

Quem lidera as reuniões e atividades deve ter um bom conhecimento teológico e uma fé madura. O ideal é que seja um leigo adulto, uma freira ou um sacerdote.

Por falta de uma liderança adequada, boa parte dos grupos jovens são espiritualmente insossos e pouco acrescentam aos seus participantes e à comunidade. São mais clubinhos de católicos amigos do que qualquer outra coisa. Não ajudam ninguém a aprofundar as razões da própria fé e nem tampouco iluminam o caminho para que o cristianismo seja vivido de forma corajosa e pública, fora das paróquias, no cotidiano.

As lideranças terão que lidar, eventualmente, com jovens que vivem dramas mais complexos, como depressão, dependência química ou atração pelo mesmo sexo. Isso é mais um motivo pelo qual frisamos: as lideranças desses grupos devem ter uma fé madura.

MOVIMENTOS ECLESIAIS

Além dos grupos jovens paroquiais, há os grupos jovens dos movimentos eclesiais. Muitos deles promovem suas atividades em local próprio, independente da paróquia. É fundamental que sejam obedientes e solícitos ao bispo local.

E QUANDO O JOVEM DEIXA DE SER JOVEM?

Um grupo jovem pode ser, na paróquia, um centro inicial de atração, para acolhida e evangelização de jovens, que, com o tempo, fluirão para outros movimentos e pastorais da Igreja.

Essa transitoriedade não diminui em nada a sua importância, já que, sem esses grupos, muitos jovens ficariam sem referências e não teriam oportunidade de criar vínculos dentro da paróquia, deixando logo de frequentá-la.

Nos movimentos da Igreja, a transição acontece de forma mais natural, pois eles integram vários grupos: grupos de colegiais, de universitários, de adultos etc. Assim, dentro do mesmo movimento, a pessoa sai do grupo jovem e vai para o grupo de adultos, onde encontrará a mesma espiritualidade que já experimentava antes, mas adaptada à sua nova realidade.

O que vou dizer agora pode parecer óbvio, mas, acreditem, é importante ressaltar: GRUPO JOVEM É PARA JOVENS!!! Se você já tá passou dos 25 anos há alguns carnavais, esse tipo de grupo não é pra você. Por que será que o grupo se chama "jovem"? Para reunir um monte de gente de 30 e poucos anos é que não deve ser! Se você é adulto, não se deixe vencer pela Síndrome de Peter Pan e busque um grupo mais adequado à sua realidade.

CUIDADO COM AS IDEOLOGIAS INFILTRADAS

A Igreja não é de esquerda nem de direita, mas possui sua própria Doutrina Social. Por isso, muito cuidado! Tem um monte de grupos jovens por aí que nada mais são do que criadouros de militantes marxistas. São infiltrados por lideranças do MST, da CUT, de partidos de esquerda. Ensinam heresias, promovem a ideologia de gênero e relativizam a moral católica. Já falamos sobre esse problema aqui (clique e confira). 

*****

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7729 Terça, 02 Janeiro 2018 14:50

Comentários   

# Robson Barbosa 14-01-2018 20:01
Muito importante essas informaçoes sobre grupo de jovem
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# João Nunes 05-01-2018 13:00
Olá a todos! Artigo maravilhoso, sobretudo por lembrar que grupo de jovem não é Clubinho de amigos e sim um grupo de cristãos jovens que procuram amadurecer sua fé teórica e prática. Curiosidade só de saber quem são as pessoas da sequência de fotos. Gostei muito da ideia de união e amizade que a sequência cronológica de fotos traz.
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+1 # geraldo 03-01-2018 02:09
Esse lembrete de vocês acerca da presença de um ADULTO é muito essencial, pois um grupo de jovens católicos deve ser um DISCIPULADO, antes de tudo.
E como sempre lembra o grande Olavo de Carvalho, de algumas décadas para cá, há um enorme endeusamento do jovem como fonte de sabedoria (eu mesmo fui muito incensado desde os quinze anos e isso me fez muito mal).

Há uma tendência ao aplauso fácil a tudo o que parta do jovem e do adolescente. No entanto, é crucial que ele se comporte como aprendiz e discípulo sob pena de se tornar pueril e boboca, pretensioso e metido à besta, custando muito a sair desse estado mesmo depois de mais velho. E se os grupos e movimentos jovens são discipulado é indispensável que haja um MESTRE da fé com eles. Se não há, o pároco ou o bispo tem que providenciar um.
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+2 # José Ayres 02-01-2018 14:07
Excelente artigo. Parabéns! Por favor, produzam mais neste tema.
A única correção que sugiro é quanto ao nome da Shalom, que não é um movimento, mas uma Nova Comunidade, a Comunidade Católica Shalom.
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+4 # Yago Moreira 02-01-2018 12:45
O Catequista, parabéns pelo post... aqui em Bela Vista de Goiás há um grupo de jovens à qual eu participo, chamado Filhos da Santa Fé (iniciado pela Congregação das Irmãs de Santa Doroteia). O grupo foi criado com a expectativa de nós jovens sermos missionários e missionárias pregando o evangelho nas casas da nossa cidade. Também ajudamos na paróquia. O problema que no meio do caminho apareceu a PJ. E que nem você disse no post, são como militantes marxistas infiltrados. No grupo tem jovens que são mais tradicionais, outros que partipam da RCC e outros que gostam mais dos encontros da Cebs. Isso está gerando conflitos no grupo. Como resolver isso? Desde já obrigado!
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