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Sexta, 01 Fevereiro 2013 08:42

Jeremias: o profeta que não era popular na escola

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Você é jovem, católico devoto, e sua popularidade anda em baixa na escola, na faculdade ou entre os amigos do bairro? Normal! Estranho seria se fosse diferente. Talvez você seja – guardadas as devidas proporções – uma espécie de “Jeremias contemporâneo”.

Não há profeta na Bíblia que melhor represente a situação de muitos jovens católicos de hoje do que Jeremias. Ele sonhava em tomar um chôpis e comer dois pastel com os amigos, sentar na birosca com a galera e falar besteira. Enfim, ele queria ser um cara “normal”. Mas os planos de Deus para a sua vida eram outros...

Ainda no ventre de sua mãe, Jeremias foi escolhido e consagrado por Deus como profeta (Jer 1,5). Ao chegar à adolescência, recebeu a missão de propagar as profecias mais agourentas de toda a história de Israel. Suas palavras duras expressavam a justa ira do Senhor. E, para o profeta, isso tinha um preço...

“Nunca me sentei numa roda alegre para me divertir. Forçado pela tua mão, sentava-me sozinho, pois encheste-me de cólera. Porque será que a minha dor não tem fim e a minha ferida é tão grave e sem remédio?” (Jer 15, 17-18)

O povo tava vacilando demais, e as consequências de tanta maldade seriam nefastas. Porém, ninguém estava disposto a escutar as censuras e previsões do profeta – como a destruição de Jerusalém, do templo de Salomão e o longo exílio dos hebreus na Babilônia –, e o tratavam como um maluco fanático e inconveniente.

A Palavra de Deus, que Jeremias sempre havia “devorado”, e era motivo para “festa e alegria” no seu coração (Jer 15, 16) se tornou para ele uma pesada cruz. Jeremias foi preso, sofreu diversas tentativas de assassinato e, por onde passava, era alvo de ofensas e zombarias. Por isso, se sentiu muitas vezes tentado a abandonar sua missão. Mas manteve a fé e perseverou.

A palavra de Javé tornou-se para mim motivo de vergonha e escárnio o dia inteiro. A mim mesmo dizia: "Não pensarei mais n'Ele, não falarei mais no seu Nome!". Javé, porém, está ao meu lado como valente guerreiro. Por isso, aqueles que me perseguem tropeçarão e não conseguirão vencer...” (Jer 20, 8-11)

Como um típico adolescente em crise, Jeremias amaldiçoou por mais de uma vez o dia em que nasceu. Sua relação com Deus era dramática: os momentos de ternura e louvor se alternavam com queixas e ressentimentos. Chegou mesmo a acusar o Senhor de ser pouco confiável (Jer 15, 18).

Mas Jeremias sempre se reconciliava com Ele, se convertia novamente, reafirmando a sua esperança de que, no final de tantas dores, tudo acabaria bem. Deus estava no comando, era dEle a vitória.

Esse é um exemplo de coragem e fidelidade para os jovens católicos que, em nossos tempos, são hostilizados nas escolas, universidades e outros ambientes, por causa de sua fé e de seus valores.

É claro, poucos são aqueles cuja experiência de fé se identifica com a de Jeremias. A maioria, na verdade, prefere se adaptar aos seus amigos mundanos, a quem amam mais do que a Cristo; assim, evitam proferir qualquer palavra que possa contrariar a opinião do grupo. Suas línguas foram podadas pelo capeta.

Muitos desses católicos frouxos veem como demonstração de ódio qualquer palavra que expresse a justa ira. E se justificam com chavões batidos: “não podemos julgar ninguém"; "Cristo pregou o amor, palavras duras semeiam a divisão"; "devemos procurar viver em paz com todos...”. Segundo eles, da boca de um autêntico cristão só podem sair palavras positivas e de "paz".

Sobre esse tipo de gente, Jeremias falou: "Sem responsabilidade, querem curar a ferida do meu povo, dizendo: 'Paz! Paz!', quando não existe paz" (Jer 6,14). Eles ignoram completamente as palavras do Mestre:

“Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa." (Mt 10, 34-36)

Quanto a você que anda nos passos de Jeremias: persevere, amigo. Momentos ruins passam; em breve, você vai lembrar desta época de provações com alegria. Tenha certeza de que o Senhor te dará amigos 100 vezes mais verdadeiros do que estes que você tem perdido (lembra-se da promessa do cêntuplo?).

15806 Quinta, 11 Janeiro 2018 19:10

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Comentários   

+1 # Pe. Dirceu 12-01-2018 16:13
Excelente artigo. O Papa Bento XVI e o Papa Francisco já falaram algumas vezes disso. A chacota e a perseguição como um tipo de "martírio" dos nossos dias. Porém, é preciso discernimento. Pois entre estar no caminho certo e ir contra a corrente e ser um fanático de fato a linha é muito tênue. Por isso, sempre orar, procurar meditar a Palavra de Deus, a palavra do Magistério e os textos dos Padre da Igreja. A assistência do Espírito, então, vem em nosso auxílio.
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+2 # Valeria Zanela 17-02-2017 17:58
Excelente texto. Junto com dois jovens vamos fazer a reflexão de encerramento do retiro em nossa Paróquia e nosso tema é exatamente esse da dificuldade de ser jovem cristão e boca de Deus nesse mundo.
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0 # Francine 27-01-2016 21:50
Poxa, ótimo texto para quem está entrando na faculdade (meu caso). Vi um cara da Canção Nova falando que não devemos ter vergonha de rezar em público... Mas, por exemplo, se ficamos rezando e fazendo o sinal da cruz enquanto um professor fala ou em todos os inícios de aula, não vão pensar que somos loucos? Não estaremos afastando mais ainda as pessoas da Igreja? Admito que sou um pouco envergonhada e tímida sim (já sofri bullying, e não teve nada a ver com religião), mas tem esse lado tb...
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+2 # Sidnei. 28-01-2016 07:54
Francine, penso eu que nossas orações devem ser particulares, não precisa ser na frente de todo mundo, a ponto de estamos fazendo o sinal da cruz a todo momento, a qualquer hora e local. O que mais testemunha nosso cristianismo perante o mundo são nosso exemplos, não adianta eu fazer o sinal da cruz a todo instante se eu não me comporto bem perante as pessoas, por isto, antes de fazer qualquer oração em público, que não recomendo, faça em particular, dê bom exemplo de comportamento, isto trairá mais pessoas a CRISTO e a Igreja, do que fazer orações e sinais da cruz em público. Por fim recomendo que leia Mateus 6, 5-6 para ver como JESUS quer que façamos nossas orações, se em público ou de forma particular, aí esta a resposta a sua questão.
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+1 # A Catequista 28-01-2016 19:04
Obrigada pela ajuda na resposta, Sidnei. Francine, quando eu era universitária, e não ficava fazendo o sinal da cruz em sala de aula. Mas eu convidava a única menina católica da sala e outros três amigos católicos de outras faculdades para rezarmos o Angelus todos os dias, em um dos intervalos de aula. A gente se reunia discretamente, em alguma sala de aula vazia. Quando alguém perguntava o que a gente ia fazer, eu falava muito tranquilamente que íamos nos reunir para rezar. Infelizmente, só a amiga da minha sala perseverou. Os demais ficaram com vergonha de Jesus, e desistiram do nosso momento de oração.
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0 # Peeu 26-01-2016 08:56
Meu Deus sou o Jeremias, sempre fui o rejeitado, incompreendido e sozinho em todos os lugares, na minha família, escola , faculdade. Sempre sofri com essas coisas. Mas Deus é maior.
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+2 # Ailton Eduardo 25-01-2016 18:55
tapão na minha cara rs. Desde que minha mãe morreu , familiares se afastaram de mim e me criticam. Pensei várias vezes o quanto era amaldiçoado o dia do eu nascimento e a minha vida. Eu ME SENTIA COMO UM LEPROSO . Já pensei até em suicídio ,mas percebi que perto de Jeremias isto não é nada e Deus sempre está no comando.
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+2 # Luiz Antônio Pereira 31-12-2014 03:08
Na minha faculdade era hostilizado o tempo todo pela professora de história... porém com réplica. Às vezes eu sentia compaixão, mas quando relembrava as palavras infames contra a Igreja, não me continha e a resposta era pública e escrita para que que permanecesse a quem quisesse reler (página da disciplina no site da faculdade). Enquanto o embate era verbal, a professora astutamente fazia um emaranhado para driblar a compreensão oposta apresentada e acho que saía vitoriosa na mente dos colegas, mas quando passei a replicar no site, cessaram os ataques de imediato e o semblante abatido da professora perdurou até o final do semestre. Passaram a pisar em ovos comigo quando o assunto era religião, e não era isso que eu queria, não essa frouxidão, queria apenas que fossem mais críticos e não aceitassem de cabeça baixa tudo que um professor diz só porque supostamente está em um nível mais elevado (de conhecimento). Ao menos de tudo se calou a boca arrogante, glória a Deus!
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+1 # A Catequista 31-12-2014 10:13
Obrigada pelo testemunho. Glória a Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo!
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0 # Luiz Antônio Pereira 31-12-2014 19:06
Amém! Para sempre seja louvado e respeitado!
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+2 # Milene 26-06-2014 17:33
Ótimo post, serviu para abrir meus olhos... Paz a todos!
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+2 # Marjory 26-06-2014 15:14
Ótimo post! Me sinto meio Jeremias até dentro da própria Igreja! Não consigo fazer parte de alguns grupos, pois sou "bitolada" e não concordo com diversos abusos cometidos até pelos próprios sacerdotes. Meu marido vive se estranhando com os amigos, na faculdade e no trabalho porque não fica calado diante de todas as injúrias proferidas contra a Igreja. Sempre frequentamos a Igreja Católica, mas desde a nossa verdadeira conversão ao catolicismo, entendemos que não podíamos viver em dois mundos, sem nos posicionar, para não desagradar ninguém. Graças a Deus, tivemos este discernimento! Só me arrependo de não ter feito tudo isso antes! Paz e bem!
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0 # Nilton 26-06-2014 11:24
Lendo a publicação que diga-se de passagem tá muito boa, pude perceber o quanto minha vida foi e é parecida com com a de Jeremias. Muito bom o blog.
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0 # Anna Varela 07-01-2014 17:11
Estava precisando ler isso, me identifiquei com Jeremias. Vivo uma situação em que me sinto muito ruim, constrangida(nao sei definir)... a coordenadora do Grupo de Jovens que frequento é uma coisa na frente da igreja e outra fora dela, nao me sinto bem com isso. Porém meu bairro é meio afastado e nao tenho condições de frequentar outro grupo. não sei o que fazer, onde ir, frequentar, quero viver mais a vida religiosa mas nao sei o que fazer, me ajudem. Apesar de tudo tenho comigo a Perseverança, eu quero viver com Deus e para Deus e vou perseverar porque sei que no fim tudo vai dar certo!
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+1 # A Catequista 07-01-2014 17:43
Anna, Deus vê a sua situação, e tenha certeza de que Ele não está indiferente. Jesus disse: até os maus sabem dar coisas boas a seus filhos, quanto mais não lhes atenderá o Senhor, quando Seus filhos lhe pedirem algo! Então, insista na oração. Não sei como, mas você será respondida em sua súplica. Grande abraço!
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0 # Fernando 07-01-2014 11:49
Gostei muito do texto. Vale ressaltar que Jeremias não era popular principalmente no povo escolhido de Deus e não só com os não religiosos. Muitas vezes o que desanima mais o cristão são as ofensas recebidas dentro da própria Igreja (pelos "católicos jujuba"), isso é muito mais destrutivo do que as ofensas recebidas fora dela. O que magoava profundamente Jeremias era o fato de que ele era mal quisto pelo povo de Deus. Mas achei o texto excelente e esclarecedor! Obrigado!
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0 # Jéssica 07-01-2014 11:15
Gostaria de falar ao Gabriel. Querido, todos dentro da igreja passam por essa mesma situação, quando digo todos, me refiro desde Cardeais, Bispos, Padres etc... É que as vezes o plano do Senhor passa por momentos que nós não conseguimos compreender, e tudo dentro dessa maravilhosa instituição chamada Igreja é muito lento, lento porque é assim que ela sobreviveu e sobrevivi por mais de dois mil anos, pensava assim como você ate conhecer uma das muitas histórias que existem de nossos santos que também se questionavam, recomendo que você procure conhecer um pouco a História da Irmã Faustina, creio que tem muito a lhe acrescentar.
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0 # Augusto Palanca 07-01-2014 10:32
Olá A Catequista...em relação a resposta dada a querida Lara(A Catequista fevereiro 2, 2013 at 10:40 pm · Reply Oi, Lara,) eu só posso afirmar que soou como um comentário do evangelho, uma homilia. Ou seja, enriqueceu mais ainda o artigo. Muito obrigado! Augusto Palanca Niterói-RJ
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+2 # Daiane 08-04-2013 13:26
Nossa.. Estou intimamente tocada com o post, pois ontem mesmo eu tive uma crise de choro entalada rs Pois quanto mais eu me aproximo de Deus mais distante meus amigos ficam, pois eu não frequento mais os lugares que eles gostam, não bebo, nem apoio elas ficarem com vários caras. E esse afastamento está me deixando muito triste, fico pensando o que há de errado comigo, me sinto muito sozinha. Já que estou desabafando quero pedir um conselho. Além desses amigos estou me sentindo inútil na igreja, pois ja passei por grupos mas não me senti realmente integrada e acolhida sabe..Tenho o grande desejo de servir a Deus, de meter a mão na massa sabe. Mas não sei onde atuar, os grupos são muito fechados, com círculos de amigos sabe, não quero sair entrando de intrometida e nem parecer carente..Mas isso está me angustiando pois vejo o tempo passar e eu tenho o mínimo de fé.. mas não tenho as obras. Queria saber oq fazer, se devo esperar que Deus vai providenciar, ou continuo pulando de grupo em grupo tentando me encontrar :/
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0 # A Catequista 08-04-2013 21:44
Daiane, de que cidade você é? Quem sabe eu conheço algum grupo para indicar por aí... De fato, é incrível como boa parte dos grupos (inclusive o meu) têm esse grave problema: a acolhida. As pessoas que estão lá há algum tempo, já se sentem "em casa", já têm seus amigos, e quando veem algum rosto novo na reunião do grupo nem se coçam. Aí a pessoa nova fica lá com cara de tacho, ninguém vem falar com ela... e ela acaba indo embora para não mais voltar. Em vez de ser grupos voltados para Cristo, acabam se tornando clubinhos, locais de fazer uma sôci... Mas vamos caminhando ainda assim, nem por isso os grupos são de se jogar fora. Bem, eu sou muito carente, rs. Nós todos somos seres relacionais, precisamos criar laços onde quer que estejamos, do contrário não nos sentimos bem. Gostaria de poder te ajudar, mas sinceramente não sei como. De qualquer forma, lembre-se de que, a quem bate, a porta se abre. Acaso o Senhor dará pedra a um filho que lhe pede pão? Está na Bíblia. E seu pedido é tão justo, tão puro! Sim, Deus proverá. Peça com insistência. Abraço!
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0 # Fernanda Silva Rieger 04-04-2013 21:10
Nossa tava precisando ler isso! Como Deus é boom comigo!!! Obrigado senhor pelas coisas q me ensina, e muitas é graças a seus artigos! Com certeza vc é instrumento de Deus! Gosto muito do jeito q escreve, lembro q uma vez disse q havia senso de humor em suas palavras e eu vejo isso e rio kkk. Parabéns que Deus te abençoe e te dê longos dias na terra para q possa escrever e ser instrumento de Deus para nós!
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0 # Niciléia 01-03-2013 11:57
obrigadaaaa, então gil vicente é uma autor católico, e nessa obra ele expressa toda a moral cristã, que não adianta ir na missa e depois vc roubar, ou vender um produto mais caro do que deveria, só q quando ela chegou no Judeu, ela disse q ele foi sem motivo para o inferno alias, nem o diabo queria. mas muitissimo obrigadaaa vou estudar um pouco nesses sites q vc passou. Paz e Bem
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0 # A Catequista 01-03-2013 12:00
Niciléia, Eu sei que ele é um autor católico, mas isso não significa que ele falava em nome da Igreja. Esse é um discernimento básico.
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0 # Niciléia 01-03-2013 02:10
Ontem no cursinho a professora de literatura estava explicando sobre humanismo, e ela falou sobre Gil vicente e seu livro o auto da barca do inferno, até q no começa ela estava falando bem da Igreja, e estava comentando sobre todos os personagens e o final de cada um deles, pq uns iam para o inferno e outros para o céu, quando chegou no personagem do Judeu ela disse q o judeu n foi nem para inferno nem para p céu ficou enfocado em um das barcas. me explique sobre esse fato por favor. Para terminar ela disse q nem o diabo queria o judeu nem o anjo só pelo fato de ele ser Judeu, e o pior foi quando ela disse e o papa tb era da juventude nazista, nossa quase morri mas n tinha mts argumentos preferi me calar o q ela disse deu a entender q já q a igreja odiava os nazistas pq o papa era da junventude naxista? me ajudem.
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0 # Cadu Sindona 01-03-2013 15:42
Já este livro, mesmo tendo sido já há algum tempo, na verdade não é bem assim: o livro de Gil Vicente é uma crítica ferrenha à hipocrisia tanto do clero quanto da nobreza em Portugal, mas não é uma crítica à Igreja (tanto que os cavaleiros que lutaram nas cruzadas foram salvos). Não me lembro de nenhum judeu nessa história e acredito que sua professora tava falando asneira pra boi dormir.
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0 # A Catequista 01-03-2013 15:51
Cadu, A professora da Niciléia não disse que o auto tem qualquer crítica à Igreja. O que me parece é que a professora quer vincular o suposto antissemitismo do autor a uma teoria de que a Igreja tenha uma doutrina e uma prática antissemita. E assim a professora calunia Bento XVI, acusando-o de ter colaborado com os nazistas na juventude. Mas tem um judeu na história do Gil Vicente, sim. Acessa esse pdf que vc vai ver: http://stat.correioweb.com.br/arquivos/educacao/arquivos/GilVicente-AutodaBarcadoInferno0.pdf
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0 # A Catequista 01-03-2013 10:51
Niciléia, Nunca li esta obra de Gil Vicente, então, não posso opinar sobre algo que ele tenha escrito. De qualquer forma, trata-se somente dos escritos de um dramaturgo, e não de um padre, de um teólogo ou santo. Então, o que a Igreja Católica teria a ver com isso? Quanto ao ingresso dde Ratzinger na Juventude Hitlerista, já escrevemos um post aqui em que explicamos isso: component/k2/item/3538&fb_source=message Leia tb este outro artigo: http://logosapologetica.com/bento-nao-participava-das-reunioes-da-juventude-hitlerista-demonstra-georg-ratzinger/ Recomendo também este artigo: http://www.deuslovult.org/2010/06/12/o-hoax-da-foto-de-ratzinger-fazendo-uma-saudacao-nazista/ Quanto à acusação de a Igreja odiar os judeus, se quiser argumentar com ela ou com outra pessoa, é importante que vc se informe sobre a atuação do Papa Pio XII na Segunda Guerra: component/k2/item/8
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0 # Ana Flávia 06-02-2013 03:36
Sabem o que acho incrível, aqui não são só os posts edificantes, os comentários são incrivelmente encantadores! Rezo e agradeço a Deus pela vida de todos vocês!!! Esse post me emocionou, a ponto de querer rezar mais intensamente para que eu volte a ser verdadeiramente fiel a Deus! Digo que depois que entrei na faculdade as coisas desandaram um pouco, está difícil lidar com o menosprezo, com a indiferença... Hoje você nem precisa sair "pregando o Evangelho", só dizer que é católico e busca viver a sua fé, que parece que você se transforma num patinho feio, rsrs. Parabéns pelo post e obrigada por nos ajudar nessa caminhada!
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0 # Lara 05-02-2013 22:09
Muito obg, Viviane. Como comentaram acima, ainda bem que eu não entendi, pois o seu testemunho e a resposta edificou a todos nós. Acho até curioso a providência divina com minhas dúvidas aqui no site, ele sempre faz com que alguém explique tim-tim por tim-tim e eu entenda... às vezes a cabecinha aqui funciona a manivela xD Que Deus, que não se deixa vencer em generosidade, abençoe todos vcs!
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+1 # Gabriel 05-02-2013 11:52
Meu caso é um pouco diferente. Não tenho problema algum com meus colegas, e só "boto a boca no trombone" quando vêm com mentiras pra cima de mim. Até professor de história tem a coragem de dizer (e olha que meu colégio é católico) que a Igreja matou milhões na Inquisição. Mas com os alunos muitas vezes nem adianta argumentar, porque acabam ignorando o argumento e partem pra outro assunto "polêmico". Mas a questão é que sou coroinha há 8 anos e cerimoniário há dois. Nesses dois anos estudei muitos documentos litúrgicos. E aí que começa o problema, porque quando se sabe a verdade não dá pra ficar calado. Então começamos uma "reforma" litúrgica (que tinha sido aprovada pelo pároco e mais tarde cancelada por ele mesmo). Nesse meio tempo, é claro que o pessoal dos GOJ e catequese não gostou quando falamos que não teria mais teatrinhos, fantoche e outras coisas mais na missa. Resumindo: eles mesmos, mesmo sabendo o que é certo, preferiram continuar no erro. Como um só não consegue vencer um batalhão, acabei por desistir. Ainda bem que tem uma paróquia "mais católica" aqui por perto que me acolheu... rsrsrs
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0 # Ligia 05-02-2013 09:25
Sensacional o post, ultra-mega-plus-power a resposta para a Lara. Ainda bem que ela NÃO ENTENDEU NADA DO QUE FOI ESCRITO ... isso gerou uma resposta que edificou a todos nós! Há males que chegam para o bem... eu já estava me irritando com a resposta e vcs deram um show. Como diz a música: "se perseguido aqui eu não for, sinceramente um cristão não sou..." Bora lá ser forte, coerente na fé e feliz....
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0 # Gabriella Alves 04-02-2013 09:58
Poxa, quantas vezes já me vi chorando e lamentando o fato das pessoas se afastarem de mim tipo do nada, sempre arranjando um motivo para brigar comigo. Esse texto me fez lembrar algo que minha mãe sempre me falava: "Se Jesus, que veio ao mundo para nos salvar, n agradou a todos. Porque você, uma simples pessoa iria agradar.", esse texto me fez refletir sobre como devo enfrentar todos esses problemas que tive com colegas de turma e me ajudou a entender também que mesmo que eu esteja me sentindo sozinha, eu nunca vou estar sozinha, Jesus sempre vai estar comigo :)
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0 # Lara 02-02-2013 18:33
Um católico deve deixar de conversar e passear com amigos que não são católicos nem vivem de forma cristã? Ok, entendo que não devem partilhar dos locais e filosofias de vida e explicar o porquê de não se comportarem assim, mas se eu me afastar de todos os meus amigos que não vivem de forma cristã e ficar sempre corrigindo, vou espantá-los não é? Considero alguns jovens que vivem assim como meus amigos porque conhecem o meu melhor e o meu pior e continuam do meu lado, mas nunca deixei de explicar o porquê da minha fé e comportamento. Mas também não gostaria de deixar de conviver com eles por causa disso. Se um católico fugir de todas as pessoas que tem conversas que não condizem com os bons costumes, vai ficar sozinha e não vai evangelizar ninguém! Resumindo: devo deixar de conversar, passear com eles e viver corrigindo-os?
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0 # A Catequista 02-02-2013 22:40
Oi, Lara, Você não compreendeu bem a questão que colocamos aqui. Em nenhum momento dissemos que católicos não devem ter amigos não-católicos. Uma de minhas melhores amigas é atéia, uma de minhas irmãs (com que me dou muito bem) é evangélica e tenho diversos amigos não-católicos (judeus, espíritas, sem religião, esotéricos etc.). E também não dissemos em nenhum momento que devemos viver corrigindo os nossos amigos não-católicos por suas ideias e atitudes que não estão de acordo com o cristianismo. Se há uma coisa que aprendi muito bem nesta vida é que "não há coisa mais idiota do que uma resposta a uma pergunta que não foi feita" (não me lembro quem é o autor da frase). Então, não jogo pérolas aos porcos, como Jesus ensinou. Não falo de cristianismo nem de Igreja com quem não se mostra minimamente interessado. O meu amigo é espírita? Que pena. Mas não serei eu, a princípio, que vou jogar na cara dele a grande furada que é a doutrina kardecista. Agora, se esse meu amigo vier falar besteiras sobre o catolicismo e os valores cristãos, eu não poderei me calar, e meu amigo não ficará sem resposta. Você também não comprendeu, Lara, que Jeremias não se afastava das pessoas: as pessoas é que o hostilizavam, que se afastavam dele. E é bem assim que acontece com muitos jovens católicos nas escolas e universidades: fazem amigos, certamente, mas não tanto quanto os demais, que se adaptam convenientemente aos hábitos e pensamentos predominantes no meio. Te dou o meu testemunho, no tempo da faculdade. Nunca emiti nenhum julgamento sobre a vida e o comportamento de nenhum colega de turma, e olha que via e ouvia muita barbaridade. Entretanto, não podia ficar calada quando ouvia algum aluno ou professor falar alguma atrocidade contra a Igreja ou contra os valores cristãos. Eu abria a boca que Deus me deu e argumentava. E isso atraiu para mim o ódio de muita gente. Pra você ter uma ideia, as aulas de Filosofia ficavam sempre vazias (eram mesmo muito chatas), mas ao ficar sabendo que eu vivia discutindo com o professor ateu, boa parte da turma passou a frequentá-las, só para ajudar o professor a ficar contra mim. Então, não me afastei de todos os não-católicos da minha faculdade, mas fui obrigada e me afastar da maioria, que era hostil ou intragável. Não dava pra frequentar as mesmas festas que a maioria da minha turma frequentava. Afinal, eu gostava de dançar, mas minhas colegas de turma iam para as festas para ficar completamente bêbadas, drogadas e para caçar homem. E eu ficava sem amigas para dançar ou conversar, pois estavam todas chapadas, largadas num canto vomitando, ou se esfregando com algum cara (ou com outra menina). Então, Lara, a amizade com os não-católicos certamente é possível, mas não com todos eles. Mas esse critério, de quais amizades convêm ou não, quais festas ou lugares convêm frequentar ou não... isso só você pode julgar, com a ajuda de Deus. Mas não podemos ser desatentos com isso, nem condescendentes. Jesus deixou bem claro que NÃO SOMOS DO MUNDO e que O MUNDO NOS ODEIA; O mundo odiou o nosso Mestre e O matou... acaso você pensa que Seus discípulos podem passar ilesos, sem serem perseguidos e odiados? Se você ainda não sentiu isso na pele, Lara, recomendo que você ore e reavalie com sinceridade a sua experiência de fé. Abraço!
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0 # João Pedro Strabelli 27-01-2016 11:44
Pra mim este é o melhor comentário que li aqui até hoje. Quando a gente começa ser católico mais a sério, lê e quer ser igual aquilo que achou da leitura. O profeta fez isso? Também quero fazer. Tal santo fez aquilo? Também quero fazer. Aquele padre não brigou com os protestantes na rua? Nossa, ele é até bonzinho mas perde uma oportunidade dessas… Tem alguém que não é religioso? Nossa, preciso urgentemente salvar essa pessoa! Há quase uns trinta anos atrás, em dúvida sobre minha vocação e achando legal que só a vida em mosteiro, fui ao Santíssimo Sacramento da minha cidade e fiquei lá quase uma hora. Vida isolada eu sempre achei legal, mas faltava alguma coisa para eu ter certeza e fui lá disposto a receber uma resposta de Deus. Lembro que até pedi, sem muito convicção, que Ele fizesse a vontade d’Ele, torcendo para que fosse a minha. Que nada! Saí de lá mais vazio do que quando entrei. Meio perdido, fui levando. Quando mudei de cidade parei uns tempos de ser catequista, por uma série de motivos. Fui levando minha vida quietinho no meu canto. Numa altura dessas me achava um cara que não fazia nada para Deus, tirando ir na missa e tentar não fazer muita burrada na vida. E não é que apareceram algumas surpresas? Uma pessoa que se aproximou da religião católica disse que eu também tinha influência nisso. Eu nunca tinha falado nada disso com ela! Como é que pode? Gastou um tempo para eu entender um tal de exemplo, o cara tinha me usado como exemplo. Eu era tranquilo, não brigava, não ficava de mal, respeitava, fazia o que tinha que fazer de boa, tentava ajudar. Enfim, eu era aquela coisa mais ou menos que tentava fazer o que dá se irritando o menos possível. Nada de muito notável. Mas acho que funcionou. Fui meditar um pouco nisso. Uma senhora de uns oitenta e muitos uma vez tinha dito para fazer o que estava fazendo o melhor que podia e respeitar. Conselho difícil para quem é jovem e quer mudar o mundo. Meu pai, uma vez, explicou que Maria, a pessoa mais santa de mundo, fazia o que? Era um dona de casa. Ela tinha a vida dela e o exemplo dela. Outro conselho difícil pra quem acha que o mundo depende de mim. Mas, hoje sou obrigado a aceitar, quando não tento ser eu consigo. Quanto tento ser, é algo que não sou e não funciona. Minha relação com as pessoas no mundo ficou dessa forma. Vou deixar de ser católico ou concordar com tudo? Não. Vou brigar com todos por causa da minha fé? Também não, só se não tiver outro jeito mesmo. Vou assumir a posição de que eu estou de posse da verdade e vocês estão errados? Isso é arrogância. Quem está de posse da verdade é humilde e sabe tratar os outros muito melhor do que quem acha que sabe. Vou ser amigo de todo mundo? Inimigo eu não vou ser, amigo… Eu não sei porque Deus coloca as pessoas no nosso caminho. Sei que são filhos dele, sei que posso fazer alguma coisa, sei que não posso fazer tudo e acostumei a pedir pra Ele não me deixar estragar demais o que pode ser feito.
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0 # Gustavo 04-02-2013 18:54
Aplaudi de pé o testemunho.
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0 # Thiago Puccini 04-02-2013 16:13
É isso aí Catequista! Tenho aprendido com o tempo a não jogar pérolas aos porcos, como já conversamos em posts anteriores. Hoje tento evitar tal tipo de erro. Falar sobre o que acredito aos interessados e respeitar aqueles de crença diferente. Mas nunca me calar quando for necessário falar a Verdade. Beijão e continue firme neste trabalho!
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+2 # Glória 01-02-2013 21:52
Muiiiito bom mesmo. Trabalho com um grupo de jovens e por diversas vezes ouvi casos semelhantes aos de Jeremias. Eu mesmo em alguns momentos me sinto como tal. Acredito que todos estamos acostumados a dizer que hoje é diferente, mais difícil de seguir com Cristo, de falar de Cristo, porém não pensamos o quão foi difícil para este jovem profeta propagar a palavra de Cristo naquela época também. Se formos pensar bem, os tempos não mudaram tanto assim.
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0 # Rafael 01-02-2013 21:06
Muito interessante que esse post se encaixou perfeitamente na situação que eu vivo atualmente, entre a cruz e a espada. Às vezes me sinto completamente ignorado (principalmente quando o assunto é a Igreja) e como o inferno se utiliza desses ataques para nos separar da Vontade de Deus. Me identificava muito com os profetas Isaías e Daniel, agora porei Jeremias também. Viva Cristo Rei!
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0 # Janislei 01-02-2013 19:57
Queridos mais um excelente post! Jovens que aceitam seguir o caminho da santidade, não tenham medo do mundo, temam o Senhor.
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0 # Bianca Melo 01-02-2013 19:08
Tapa na minha cara!! ótimo texto! hehe
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0 # Patricia Anielly 01-02-2013 19:05
Gente, vocês falaram a realidade dos jovens de minha paróquia, quantas e quantas vezes nos reunimos e acabamos desabafando coisas que acontecem na escola/faculdade. Adorei essa postagem, vou mostrar ao bando de Jeremias que conheço! xD
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0 # Gustavo 01-02-2013 13:42
"dois pastel" - óia as gírias paulistanas no Catequista :D Excelente post. Pensando nele, acho que sei porque tenho um "pavio curto".
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0 # Cristiano Estolano 01-02-2013 12:42
Mais uma vez excelente post! Só a lamentar que muitas lideranças da nossa Igreja, a pretexto de "diálogo" com outras "fezes" :) tomem atitudes que derrubam os possíveis Jeremias dos dias de hoje... Creio que o nosso testemunho e as nossas orações - com a interveniência do Espírito Santo - é que poderão suscitar novos Jeremias, Isaías, Daniel - porque se depender do testemunho de certos bispos, padres e comunidades (inclusive em minha paróquia, que adotou o horrendo "Salve Jorge" na sua fachada) estaríamos lascados... Abs
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0 # J. Everton 01-02-2013 12:21
Lá pelos meus 16 anos, dei os meus primeiros passos na fé (no caso, comecei na IASD), sozinho, sem apoio de pais ou qualquer outro familiar. E pelo contrário: tive uma certa resistência por parte da família, mas bati de frente e segui, o que fez com que depois de um tempo eu ganhasse o respeito e admiração dos mesmos. Inclusive me tornei como que uma referência e auxílio: quando algo acontecia, vinham buscar aconselhamento comigo. E até mesmo entre os vizinhos ganhei respeito e alguns vinham me procurar para ouvir alguma palavra de fé. Hoje estou com 26 anos, portanto se passaram uns 10 anos, e, apesar de tudo, valeu não só a pena: valeu o frango inteiro! rs Graça e paz
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0 # João 01-02-2013 10:22
Quem ri com Cristo - ri melhor!!! Que saibamos amar e rir com o Cristo! Belo texto pessoal!
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