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Sexta, 08 Junho 2012 11:58

Divorciados e casais em 2ª união: e agora, José?

Postado por
angelina_jolie_brad_pitt_jennifer_triangulo_amoroso
"...desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem."

De regresso a casa, de novo os discípulos o interrogaram acerca disto. Jesus disse: "Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério."

- Marcos 10,1-12

Quem poderá contestar estas palavras do Mestre? A doutrina do Evangelho sobre a indissolubilidade do matrimônio é claríssima. Por fidelidade a ela, a Igreja foi obrigada a perder um reino inteiro – a Inglaterra –, quando se recusou a declarar a nulidade do casamento do Rei Henrique VIII (que, então, chutou ou eliminou todos os católicos fiéis ao Papa do país e fundou a Igreja Anglicana).

E se engana quem pensa que os votos de um casamento “para sempre” escandalizam somente a sociedade contemporânea: quando Jesus disse essas coisas aos seus discípulos, eles ficaram bastante contrariados:

"Seus discípulos disseram-lhe: Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar!"

- Mateus 19,10

Pelos motivos mais diversos, muitos casais não são capazes de cumprir os votos que fizeram no altar. Por isso, nas nossas paróquias e comunidades de fé, há muitas pessoas que carregam a ferida de um divórcio, e se sentem excluídas por terem se casado novamente e estarem impedidas de comungar.

Pontualmente, estes são os fatos:

  • O plano de Deus é que, uma vez unidos pelo Sacramento do Matrimônio, os casais fiquem juntos até que a morte os separe;
  • Em alguns casos muito específicos, a Igreja pode reconhecer, por meio do Tribunal Eclesiástico, que a união jamais existiu de fato, sendo o matrimônio nulo. Obviamente, a maioria das separações não se enquadra nestes casos específicos, e os casais não podem obter o reconhecimento de nulidade;
  • Pessoas divorciadas podem, sim, comungar, desde que vivam em absoluta castidade (sim, FOREVER ALONE, por amor a Jesus!);
  • Uma vez tendo casado na Igreja, as pessoas divorciadas que tenham se unido a outra pessoa (seja por meio de namoro, casamento no civil ou ajuntamento) NÃO podem comungar, pois estão em pecado mortal.
Esse é um problema pastoral extremamente delicado. Por exemplo: certa pessoa, que acabou de se converter ou de se reaproximar da Igreja, está unida pela segunda vez há anos, tendo até mesmo gerado filhos na nova união. Não dá pra simplesmente virar pra ela e dizer: “Separe-se de quem você está agora e volte para quem você se casou primeiro". A princípio, este será o melhor caminho, mas não se trata de uma fórmula matermática exata, capaz de solucionar todos os casos.

Que drama! O que fazer? Como orientar estas pessoas? Multiplicam-se os dilemas, as mágoas, cresce o sentimento de exclusão, e muitos não sabem o que dizer aos casais nessa situação. Como o próprio Papa disse recentemente, NÃO HÁ RECEITAS SIMPLES.

divorcio_bolo_bonequinhosEm junho de 2012, Bento XVI abriu a possibilidade de pessoas em segunda união poderem viver a comunhão espiritual com Jesus, ainda que não possam receber a Eucaristia.

Como assim, papitcho? Pessoas em estado de pecado mortal não podem estar unidas a Cristo e à Igreja de modo algum! Sim, é verdade! Daí a importância de alertar os fiéis - especialmente os namorados, noivos e casados - sobre a grande responsabilidade do matrimônio e a gravidade do divórcio, acompanhando-os também de forma preventiva. Entretanto, Bento XVI parece indicar que só Deus pode avaliar a fundo determinadas situações.

É impossível julgar todas as família de segunda união aplicando a lei de modo farisaico. A princípio, estas pessoas estão, sim, em pecado mortal; porém, estas relações são tão complexas que pode haver aí "atenuantes" que só Deus conhece. Daí a possibilidade da comunhão espiritual, apontada pelo pontífice.

Confiram, a seguir, a pergunta feita pela família brasileira e a resposta do Papa.

Diálogo com as Famílias

Festa dos Testemunhos no Parque Bresso de Milão, Itália

Encontro Mundial das Famílias 2012

2 de junho de 2012

MANOEL ANGELO: Alguns desses casais que se casam novamente gostariam de se reaproximar da Igreja, mas vêem negados os Sacramentos a eles e a desilusão é grande. Se sentem excluídos, marcados por uma sentença definitiva (...).

Santo Padre, sabemos que estas situações e que estas pessoas estão muito no coração da Igreja: quais palavras e quais sinais de esperança podemos dar a eles?

frase_bento_xvi_namoroSANTO PADRE: (...) Em realidade, este problema dos casais em segunda união é um dos grandes sofrimentos da Igreja hoje. E não temos receitas simples.

O sofrimento é grande e podem somente ajudar as paróquias, os indivíduos, ajudando estas pessoas a suportar o sofrimento deste divórcio. Eu diria que é muito importante saber, naturalmente, a prevenção, isto é, aprofundar desde o início, no namoro, numa decisão profunda, madura. Além disso, o acompanhamento durante o matrimônio, afim que as famílias não estejam nunca sozinhas, mas realmente acompanhadas em seu caminho.

E depois, quanto a essas pessoas, devemos dizer (...) que a Igreja as ama, mas eles devem ver e sentir este amor. Parece-me um grande desafio para uma paróquia, uma comunidade católica, fazer realmente o possível para que eles se sintam amados, aceitos, que não se sintam “fora”, mesmo que não possam receber a absolvição e a Eucaristia. Eles devem ver que mesmo assim vivem plenamente na Igreja. Talvez, se não é possível a absolvição na Confissão, todavia, um contato permanente com um sacerdote, com um guia espiritual, é muito importante para que possam ver que estão sendo acompanhados, guiados.

frase_bento_xvi_comunhao_espiritualDepois, é também muito importante que sintam que a Eucaristia é verdadeira e participada se realmente entram em comunhão com o Corpo de Cristo. Mesmo sem o recebimento “corporal” do Sacramento, podemos estar espiritualmente unidos a Cristo no Seu Corpo. E fazer entender isso é importante, que realmente encontrem a possibilidade de viver uma vida de fé, com a Palavra de Deus, com a comunhão da Igreja e podem ver que o sofrimento deles é um dom para a Igreja, porque serve, assim, para defender também a estabilidade do amor, do Matrimônio; e que este sofrimento não é somente um tormento físico e psíquico, mas é também um sofrimento na comunidade da Igreja, para os grandes valores da nossa fé.

Penso que o sofrimento deles, se realmente interiormente aceito, pode ser um dom para a Igreja. Devem sabê-lo, que justamente assim servem a Igreja, estão no coração da Igreja. Obrigado pelo vosso empenho.

4878 Segunda, 01 Agosto 2016 14:28

Comentários   

0 # Alessandra 06-12-2017 21:31
Morei junto com uma pessoa durante dez anos e dessa relação houve dois filhos. Me separei dessa pessoa, depois de um tempo conheci alguém e me casei no cartório e igreja e tivemos um filho.

As dúvidas é se sou considerada uma adúltera e quando vivi junta com o primeiro independente de ter sido conforme a lei sou considerada ainda mulher do primeiro mesmo só morando junto, no segundo casamento isso me faz estar no pecado e ser adúltera?
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0 # A Catequista 07-12-2017 22:12
Alessandra, não, você não está em situação de adultério. A Igreja não considera concubinato como uma união matrimonial sacramental. Então o seu verdadeiro marido é o atual, com quem você se casou na Igreja.
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0 # Marcelo 05-12-2017 15:39
Olá. Penso que ficou faltando apreciar a possibilidade de os "recasados" retornarem aos sacramentos uma vez que assumam o compromisso de se absterem dos atos próprios dos conjuges, ou seja, viverem celibatariamente.
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-2 # maria nena gadelha 26-08-2017 13:09
Vivo essa situação, mas não quero e nem vou me separar de minha fé nem da e minha igreja, sou catequista de duas turmas de crianças, tenho vocação pra isso, tenho disponibilidade e amo o que faço. Não vai ser o pecado que me afastar, porque acredito num Deus pai, que acolhe, que perdoa...

Meus catequizandos são meus filhos da fé e tenho certeza que estou educando-os e orientando-os muito bem jamais irei induzi-los ao pecado ou ao mesmo pecado.
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+2 # Rubens 31-05-2017 05:54
Eu fui casado por 12 anos e desde o começo da relação foi complicado por causa dos ciumes dela, ela chegou a falar para mim em uma briga que jamais teria filhos com uma pessoa nojenta igual a mim, isso nunca mais saiu da minha cabeça pois meu sonho sempre foi ter filhos mas nunca aconteceu.

No final de nosso relacionamento ela chegou a me machucar varias vezes e pegava faca ameaçando se matar pra eu levar a culpa mas eu sempre me controlei para não fazer nada pra ela.

Ate que uma noite depois de varias que ela não me deixava dormir acabamos brigando feio e eu rasguei a roupa dela, foi aonde ela me colocou pra fora de casa ficando com tudo que era meu mas eu aceitei na boa para evitar mais brigas e ate achando que poderia ter volta mas não aconteceu e pelo contrario ela só me humilhou ate que se mudou de cidade. Mesmo passando por tudo que passei com ela e me senti muito ignorado por parte das pessoas da igreja a qual frequento jamais deixei de ir nas missas e rezo muito por ela.
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-1 # Geórgia 23-03-2017 13:20
Uma pessoa que vive com um homem casado, pode ou não ser catequista de Crisma?
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+2 # A Catequista 23-03-2017 14:58
Isso fica a critério do pároco. Eu penso que nenhuma pessoa que viva em pecado mortal, de forma pública, deveria assumir posições de liderança nas pastorais e grupos de espiritualidade da Igreja.
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0 # Nara Flavia 27-12-2016 07:59
Se meu esposo me traiu, eu tenho provas, e possivelmente vive até com a outra mulher neste momento. Eu posso apresentar isso a igreja para desfazer a união, ou algo do tipo? me comunguei várias vezes enquanto sofria muito com a situação. nao sabia que nao podia até que uma prima comentou a gravidade da situação dos separados perante a igreja.Por isso sei que nao pequei devido a ignorancia. Fazia isso pq o corpo de Cristo estava me curando de dentro para fora.Quando recebia a hóstia era como se Jesus fosse curando a ferida.Estou muito triste agora. Não queria que fosse assim, nao escolhi ter um lar destruido.
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0 # A Catequista 28-12-2016 11:51
Nara, que situação triste! Respondendo às suas perguntas: adultério não torna o casamento nulo diante de Deus. Os laços sagrados do matrimônio são indissolúveis. Como Jesus disse, "o que Deus uniu, o homem não separe". Se seu marido vive com outra mulher, não é culpa sua, e você pode comungar, desde que você não se envolva amorosamente com outra pessoa. Porque o fato delete trair não te dá, diante de Deus, o direito de trair seu marido, pois os laços do casamento continuam válidos, ainda que ele viva com outra. Então, você pode continuar comungando, desde que viva castamente.
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-2 # Catolico 25-06-2016 23:49
Boa noite! Conheci uma mulher, divorciada no civil mas casada na Igreja... Nós ficamos, beijos, somente beijos sem compromisso... É adultério? Ou so se houver um namoro é considerado adultério?
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0 # A Catequista 26-06-2016 15:10
Oi, católico! Pense comigo: se essa mulher é casada na Igreja, isso significa que ela , apesar de estar separada do marido, permanece casada diante de Deus. Se é casada, qualquer tipo de relação amorosa que tenha com outro homem, obviamente, será adultério. Se uma pessoa casada flerta ou beija outra pessoa que não seja seu marido/esposa, comete adultério.
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+2 # Tiziana 16-04-2016 15:11
Meu casamento foi anulado e estou esperando o visto do Bispo para me casar e voltar a minha fé, porém nesse processo todo eu confessei e sempre obtive o perdão dos pecados confessados, lógico que confissão sem comunhão.
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-2 # Maria 01-10-2015 10:12
Tanta gente comungando e pior de espirito do quem vive em uma situação irregular perante a igreja.;
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+1 # cid utsch jorge 05-09-2015 14:12
Cheguei aqui por acaso. Que acaso oportuno e feliz!
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0 # A Catequista 05-09-2015 15:44
Seja bem-vindo ao blog!
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0 # Juliana 09-03-2015 11:38
E o que podemos fazer quando o nosso pároco autoriza a comunhão para as pessoas em segunda união, ferindo esse princípio da Igreja?
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0 # A Catequista 09-03-2015 15:53
Você pode denunciar o caso ao bispo local.
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+1 # Graciano Brandão 28-02-2015 16:43
Olá, faço parte do grande número de casais de segunda união. Os recasados como citam os documentos da Igreja. Bem, eu e minha esposa estamos com processos tramitando na tão demorada sentença no Tribunal Eclesiástico, pois em nossas histas tem fundamentos claros, provando que tivemos o Sacramento do Matrimônio, pois o SIM teve ressalvas. Não se sintam afastados da Santa Igreja, e pensem, se a Ugreja permite a comunhão para nós, veja quanta confusão criaria sobre a indiaaolubidade. Nós comungamos sim, quando o sacerdote comunga do Corpo e Sangue de Cristo, ali nos unimos em comunhão espiritual, explica Santo Tomás de Aquino. E durante a fila da comunhão, e a dor no nosso coração for aumentando, unimos este sofrimento ao sofrimento da Cruz de nosso Salvador. Somos Igreja!!!
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0 # Lilian Ferreira da Silva 12-11-2014 10:52
Graça e Paz! Gostei muito dessa matéria e gostaria de saber como trabalhar com esses casais na minha comunidade. Quero fazê-lo de forma a ferir as normas da Santa Igreja. Uma das coisas que achei bastante importante nessa matéria é a presença e papel do Sacerdote na vida dessas pessoas. Se possível gostaria que me remetessem materiais sobre o assunto, principalmente no que concerne a Comunhão Espiritual e os recursos que podem ser feitos em alguns casos ao Tribunal Eclesiástico.
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0 # Rafael Loregian da silva 22-10-2014 21:49
Um assunto como esse deve ser analisado com cuidado, porém, vendo os comentários de vocês, irmãos em Cristo, vejo que vocês tem um conhecimento profundo, continuem assim, amo O CATEQUISTA e seus posts, bem católicos. PAZ E BEM! P.S.:Não se sinta excluída da Igreja, Margarete. Viva uma vida de oração, reze o Santo Terço, faça comunhão espiritual( se não souber, peça para alguém ou peça ao O CATEQUISTA), procure participar da Igreja, mesmo impedida de receber a Comunhão,isso não te impede de estar na Igreja, corporal como espiritualmente, se o valor é alto, é sim, mas é necessário para documentos e essas coisas. Boa Noite
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0 # margarete 14-10-2014 15:30
Eu sou divorciada há 5 anos, queria muito voltar a comungar, pois vivo em união estável com outra pessoa. Fui informada da nulidade do casamento católico e me assustei com o valor pedido, é um absurdo que nossa igreja cobre um preço tão elevado pela a nulidade de um casamento que pra mim não existiu, vivo descepo nada, mas tenho fé que Deus me perdoou porque não tenho condições financeiras para pagar o valor cobrado, e me sinto excluída da igreja.
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0 # cosme 03-10-2014 19:07
Aditando o texto acima: Deus detesta o pecado, mas ama o pecador. Cosme
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0 # cosme 03-10-2014 18:54
Leilah. Gostei do seu texto onde se fala de justiça e bondade.Obrigado. Fui casado 30 anos. Deus sabe por que me divorciei. Foram 30 anos de sofrimento. Casei, há 21 anos, civilmente, estou feliz. Fiquei casado 30 anos, porque tinha 3 crianças, e pena de abandonar uma pessoa que padecia de um depressão perniciosa, hepocondríaca, reclamava de doença 24 horas. Cometi meus muitos erros. Já lhe pedi perdão pela separação. Há 30 anos oro por sua felicidade e proteção. Deixei-lhe uma boa casa e lhe pago uma boa pensão. Fiquei afastado da missa por muitos anos, voltando recentemente. Tenho comungado e acho que não peco. Lendo seu texto me confortei e me senti bem. Se Jesus perdoou os múltiplos pecados de Madalena, penso que ele também me perdoou. Cosme
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+3 # Edson Thadeu Rogério Mallmann 27-07-2014 12:56
Minha mulher me abandonou e foi morar com outro. Eu continuo em castidade total, no celibato! Então tenho a graça de receber Jesus na Sagrada Eucaristia. Nossos filhos estão sendo criados nessa consciência, pelo menos da minha parte. Sinto-me muito feliz por poder receber Jesus em corpo, alma e divindade!
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+1 # Fernando Zibora Santos 20-05-2014 16:50
Eu tenho uma dúvida. Na Igreja existem vários sacramentos, sendo que para que se receba alguns você deve ter outros, por exemplo, para uma pessoa que nunca foi católica e deseja fazer a primeira eucaristia ela deve ser batizada e se preparar (frequentar a catequese) para depois receber a primeira comunhão. Minha pergunta é a seguinte, porque para se casarem as pessoas não precisam ter os outros sacramentos?. Por exemplo, conheço uma colega que se separou recentemente e ela disse que o marido se casou com ela tendo apenas o batismo da Igreja e aquele sequer frequentava a Igreja mesmo depois de casado. Fico no aguardo.
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+1 # Valquiria 20-03-2014 12:00
Olá amigos, sou separada a 10 anos,depois de uma casamento que também durou 10 anos.o motivo da separação foi adultério por parte do meu ex-marido. Descobri que ele tinha outra mulher e que inclusive ja tinha outra casa montada com ela. Não me casei mais. Nem tenho namorado. Sempre rezo por ele, para que converta seu coração. Tentei todas as possibilidades para reatar nosso casamento, mas sem sucesso. O Pe. da minha paróquia me orientou a "deixar prá lá" e recomeçar minha vida, quem sabe em outro casamento. Que era pra eu perder a esperança e entender que isso tudo era vontade de Deus. Na época fiquei mto mal, confusa, perdida, com 1 filho de 2 anos e sozinha. Me revoltei e me afastei de Deus porque não entendi como Deus poderia permitir algo assim? Casamos na igreja, conscientes do sacramento. Até hoje não me divorciei porque disse a ele que estaremos casados para sempre. Não foi fácil pra mim. Mas sempre peço ao Senhor para me confortar e ao meu filho que também sofreu mto com o afastamento do pai. Me lembro sempre da música "Utopia" do Pe Zezinho... "Se os pais amassem , o divórcio não viria..." Agradeço ao site, por me ajudar tanto a compreender as coisas...OBrigada.
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0 # Claudinha 12-03-2014 14:59
Fui casada na igreja (eu não quis casar e só tinha 16 pra 17 anos, mas isso é uma longa história) e sou separada há quase 9 anos. Tenho duas filhas. Não há mais chance de reatar. Ele já está casado com outra pessoa há 6 anos. Não me uni a outra pessoa ainda, mas pretendo ter uma família sim. Minha maior dúvida: - Na minha condição (separada, porém não sou AINDA um casal de segunda união), como viver um "namoro" com outra pessoa que agrade a Deus? Já que, o fato de começar um namoro, já me priva de confissão e Eucaristia. Como deve ser vivida a sexualidade do casal (que será de segunda união, mas ainda não é, ou já é considerado assim?) que namora e que não mora junto? Como eles podem participar da igreja, sendo também exemplos de cristãos?
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0 # A Catequista 12-03-2014 15:04
Claudinha, Se você não queria casar e foi induzida a isso, há grandes chances de seu primeiro casamento ser nulo. Recomendo que você procure o Tribunal Eclesiástico para que seu caso seja devidamente analisado. Se as autoridades eclesiásticas chegarem à conclusão de que realmente é um caso de nulidade, você poderá se casar na Igreja com outra pessoa. Porém, se seu primeiro casamento for válido, se você quiser mesmo agradar a Deus e ser um exemplo de cristã, deve viver como celibatária.
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-1 # fatima 13-02-2014 13:39
Acho um absurdo as pessoas casarem por livre e espontânea vontade, com testemunhas e tudo, depois vir dizer que quer o casamento Nulo. Ou mesmo quem não pede Nulidade e se casa de novo, sou radical sim, como sei que Jesus é justo misericordioso, mas não abre mão daquilo que ele instituiu. Ele permite o divorcio e deixa claro, que separou-se fique só ou volte para o esposo(a). Agora as pessoas querendo satisfazer sua carne quer separar e arrumar outro para ter sexo. Mandamentos da Lei de Deus cumprimos por inteiro ou somos pecadores. Agora os estudados, Padres e demais querem distorcer a palavra de Deus. Eles pagarão alto preço por isso. Estive vendo e não vejo em nenhum artigo do C.C citação bíblica.
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+1 # Andreza 16-06-2014 17:02
Olá, Fatima! Creio que você não esteja sendo nem um pouco misericordiosa com que teve a infelicidade de passar por uma situação de divórcio assim como eu. Só quem passa por isso, sabe o quanto que dói ver um casamento desmoronando. Realmente me casei por livre espontânea vontade com testemunhas, convidados e tudo o que tem direito. Logo após o casamento, meu marido se mostrou extremamente violento, sentindo prazer ao me ver humilhada e infeliz. Ele chegou ao ponto de dizer que preferia estar solteiro para ficar com prostitutas (isso com 1 mês de casados). Não dá nem para citar tudo o que aconteceu comigo durante os piores 7 meses da minha vida, mas, para resumir, casei com uma pessoa que fingiu ser outra ao longo dos meus 3 anos de namoro e mostrou a verdadeira face após o casamento. Portanto, não tenho a menor pretensão de voltar para ele e vejo na nulidade a possibilidade de um dia me casar com a pessoa que me ame de verdade (não pelo tamanho da minha conta bancária). Não busco isso com a finalidade de me satisfazer sexualmente, portanto ninguém além de Deus sabe o que passa dentro do meu coração.
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0 # IDA ROSA 23-01-2014 23:32
Obrigada Harun Salman...DEUS o abençoe pela resposta...Vou falar para eles falaram com o pároco da igreja em que casaram...Certamente se o casamento foi realizado, é sinal que estava de acordo com as leis católicas... Obrigada de coração...
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0 # IDA ROSA 21-01-2014 23:11
Amigo Harum, te agradeço de coração a resposta. Mas ainda tenho dúvidas...Ele se casou no civil e religioso de outra Igreja, mas sempre foi católico, era coroinha da Igreja Católica... Acabou se casando em outra Igreja porque a primeira esposa era da Igreja Prebisteriana Independente...Mas o casamento não deu certo por problemas sérios... Então houve o divórcio e ele acabou se casando com a nova esposa na Igreja Católica... Se eles receberam o sacramento do casamento na Católica, estariam os dois excluídos da comunhão? Vou ver o vídeo do Padre Paulo Ricardo para ver se entendo melhor... Mas quero agradecer de coração sua resposta...Abraços amigo.
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0 # Harun Salman 22-01-2014 10:54
Ida, aparentemente esse primeiro casamento não foi válido e o novo casal pode comungar sem problemas. Mas é preciso que isso seja confirmado com o pároco. A princípio, se eles receberam o sacramento do matrimônio validamente, não há problema nenhum mesmo. Mas consulte o pároco e, se ele não souber te informar melhor, escreva para a arquidiocese. Não desanime. Encontrar a verdade, em qualquer assunto, sempre dá trabalho. Mas é "a única coisa necessária". Um grande abraço!
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0 # IDA ROSA 19-01-2014 22:56
Amigo Harum Salman, você diz que se ele era católico, mas se casou em uma igreja que não era, mesmo tendo se divorciado e casado novamente mas na católica ele não pode receber a comunhão e nem a sua atual esposa? Eles se casaram no civil e na igreja católica...E quando um casamento não é considerado válido para a igreja católica? Obrigada por responder Harum...
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0 # Harun Salman 20-01-2014 07:24
Ida, eu me informei melhor. Tentarei ser mais claro e corrigir a minha má expressão. Alguém que já foi católico, sempre será católico. Para que o casamento de um católico seja válido, é necessário que ele siga a "forma canônica": o casal deve declarar a sua decisão diante de duas testemunhas comuns e de um sacerdote católico. Para que o casamento de um católico, em outra igreja que não a católica, seja válido, é preciso que haja uma "dispensa de forma canônica", assinada pelo bispo local. Na falta da "forma canônica" e de sua dispensa pelo bispo, se o casal já fora católico (e, portanto, continua a ser católico), então, provavelmente, esse casamento não é válido. (É indispensável consultar uma autoridade eclesiástica legítima para confirmar isso!) Casamento civil não tem valor sacramental para os católicos e só é solicitado pela Igreja Católica para proteger os conjugues de alguma inconveniência no direito civil. Se o casal nunca foi católico, então a "forma canônica" não se aplica e qualquer declaração pública desse casal de que eles são um casal tem valor sacramental. Então, é uma questão de saber se o casal é/foi católico e se foi cumprida a "forma canônica". Claro que, se um casal está sacramentalmente casado e nas disposições necessárias, pode comungar. Se algo não tiver ficado claro, torne a perguntar. Não sou nenhuma autoridade eclesiástica, ok? O que eu disse agora baseia-se num vídeo do Padre Paulo Ricardo chamado "Casamento em igreja protestante é válido?" Talvez você goste de ver o vídeo. O Padre Paulo Ricardo é respeitável e explica muito melhor do que eu. Um grande abraço!
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0 # IDA ROSA 09-01-2014 20:44
Olá especialistas...Por favor se puderem responder minha pergunta...A pergunta se encontra aí em cima...A Crhistiane não pode me ajudar...Disse que só especialistas...Tenho dúvida quanto à comunhão...É importante para mim... Agradeço de coração...
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0 # Marcelo Milozo 07-01-2014 13:28
OLá Senhores e Senhoras postadores deste site. Li depoimentos e respostas e me despertou interesse pela seriedade com que o delicadíssimo assunto é tratado aqui. Fui deixado pela minha ex. Casamos no civil e religioso. EU, mesmo não concordando com a separação e divórcio, ou seja, não aceitando a situação por causa dos consequencias posteriores também não posso participar dos sacramentos da igreja? falo da eucaristia, confissão, etc. Não tendo eu dado causa ao divórcio, ainda assim, estaria eu cometendo pecado mortal ao me unir a uma nova mulher ? O Q EU FAÇO ?
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0 # A Catequista 07-01-2014 13:51
Oi, Marcelo! Você pode participar sim dos sacramentos, desde que não se relacione com outras mulheres. Caso o seu matrimônio tenha sido válido, você peca gravemente, sim, ao se unir a outra mulher, ainda que não tenha sido o causador do divórcio. O que você pode fazer é verificar junto aos clérigos competentes se seu casamento pode ser reconhecido como nulo. Se não puder, resta a você duas santas opções: viver como celibatário ou orar pela restauração do seu casamento. Pra Deus, nada é impossível.
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0 # maria 05-01-2014 21:33
Sou divorciada,o meu ex-marido vive em segunda união e a atual esposa dele é ministra extraordinária da Eucaristia. Isto é permitido pela Igreja?
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0 # Christiane 07-01-2014 15:08
Maria, se vocês foram casados na Igreja e o seu matrimônio não foi declarado nulo... isso não pode não,porque nesse caso ela está em adultério. Ela não pode nem comungar, quanto mais ser Ministra Extraordinária da Comunhão. Se for este o caso, creio que seja necessário comunicar ao sacerdote responsável.
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0 # IDA ROSA 19-12-2013 11:19
Gostaria de saber se no caso de uma pessoa divorciada de sua primeira esposa, mas que casou em outra igreja, que não era católica, aí ela casa com outra no civil e na católica se ela está apta a receber a hóstia e não está mais em pecado mortal...E sua esposa atual que nunca foi casada anteriormente está em pecado? Ela pode tomar a hóstia sem culpa? Obrigada...
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0 # Harun Salman 09-01-2014 21:57
Ida, não sei se entendi, mas vamos ver: um homem casou-se no civil e em uma igreja que não a católica. Divorciou-se e casou-se novamente, desta vez no civil e na Igreja Católica. É isso? Se ele já era católico antes do primeiro casamento, então acho que o primeiro casamento dele é válido e o segundo, não. Se for esse o caso, ele não pode comungar, não. Nem a segunda esposa. Se esse primeiro casamento não for válido, então o segundo é e não há problema algum. Consulte um pároco para confirmar e veja se há algo que invalide o primeiro casamento. Tudo depende do status desse primeiro casamento. Um abraço!
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0 # Christiane 07-01-2014 15:12
Essa questão eu deixo para os especialistas.
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0 # Christiane 12-12-2013 14:15
Creio que não, minha querida. Pois o sacramento do Crisma não perdoa os pecados, como foi explicado lá em cima. Para recebê-lo, você precisaria se confessar antes e, como você vive maritalmente, mesmo tendo saído sua nulidade... a não ser que você e seu marido decidam viver a castidade, mas creio que esta opção não seja viável para vocês.
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0 # Rosemary 11-12-2013 20:05
Casal de segunda união pode receber o Crisma? Eu vivo no relacionamento de segunda união, a minha nulidade já saiu, a do meu companheiro não foi aceita, vai entrar novamente, eu participo na Liturgia Cântico e fui convidada pela irmã da minha Igreja para fazer o crisma, eu fiquei em duvida, e peço a ajuda de vcs se eu posso aceitar ou não, desde já agradeço.
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0 # alessandro 29-11-2013 09:21
Quem puder nos ajudar? Eu sou separado e minha atual esposa também... ambos sempre trabalhamos para servir a igreja, eu no cursilho ela na liturgia da musica e catequese... todo na comunidades nos conhecem damos testemunhos de nossa vida fiel... e não separamos assim por acaso. O próprio padre acompanhou nossos casos por um bom tempo... até que ele mesmo achou melhor que separassem pois não dava mais mesmo... Mas atualmente o próprio padre vem querendo nos barrar dos serviços da igreja... fomos até mesmo atrás do senhor Bispo e ele nos esclareceu tudo sobre comunhão espiritual, ficamos felizes por isso... mas essa semana minha esposa seria madrinha de crisma de sua irmã que ela que cuida e sempre faz papel mais de que madrinha... e o padre disse que não, pois ela não confessa e não pode comungar, e se ele deixar daqui a pouco vira bagunça... e ainda disse que a comunhão espiritual... é outros meio mais o importante para a igreja católica é a confissão e a comunhão... então finalizando nos seremos pecadores até morrer... e por isso não vamos para o céu por isso? Fico triste, mais jamais trocarei de Igreja como muitos fazem por ai... sou católico e morrerei assim...
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0 # Christiane 12-12-2013 14:06
Alessandro, deixa eu te perguntar: Vocês já procuraram o tribunal eclesiástico para verificarem a sua situação? Não há possibilidade de voc~es obterem a declaração de nulidade? Mas, deixa eu te contar um fato: por acaso meu irmão de caminhada e ministro de música do grupo que eu participo passou pela mesma situação: foi convidado a ser padrinho de Crisma e foi "barrado" pelo nosso pároco, por ser de segunda união. Veja bem, Deus nos ama infinitamente, mas nós precisamos entender que nossas atitudes, que vieram das nossas infelizes (porém livres)escolhas aos nos casarmos e separarmos, nos tirou da total comunhão com Deus e nos deixou uma comunhão parcial, que muitas vezes nos frustra. Estamos em pecado quando nos separamos do primeiro cônjuge e nos unimos a outro e não podemos mesmo participar plenamente da vida eclesial e sacramental, por mais que nossa segunda união seja cheia de amor, companheirismo, tenha sido abençoada com filhos, etc. Dói? Claro, e muito! Mas é, a meu ver, uma excelente chance de nos redimirmos de alguma forma, unindo as nossas dores às dores do Cristo crucificado! é muito difícil sermos humildes e admitirmos nossos erros, mas é na nossa dor e humilhação que o Senhor nos consola. Meu amigo ficou muito revoltado a princípio, quis largar tudo, chorou demais, mas ao ler a Palavra de Deus, veio um trecho (não me lembro qual) que falava de obediência, de poda. Isso o consolou e ele decidiu acatar e até pedir desculpas ao sacerdote por ter se revoltado. E hoje ele está bem, continuando a servir à Igreja do jeito que lhe é possível! Comunguei espiritualmente por anos e fui muito consolada por Jesus nesse período(sou divorciada também). Hoje vivo a castidade para poder receber Jesus Eucarístico. É a única maneira de comungar em espécie na nossa situação e, como eu não tinha nenhum relacionamento duradouro, foi uma decisão relativamente fácil de se tomar. O que o padre falou não deixa de ser verdade, mas a comunhão em espécie é o principal meio de salvação para quem pode participar da Eucaristia. Como você não pode, seu principal meio é a comunhão espiritual e a vida de retidão sim! Não se deixe abater pelas palavras mal colocadas do seu sacerdote, vocês não estão na Igreja Católica por causa de um padre e sim por causa de Nosso Senhor Jesus Cristo que, tenho absoluta certeza, já manifestou de muitas maneiras o seu infinito amor por vocês, pela sua família. Nosso querido papa emérito Bento XVI já nos falava que é uma questão muito difícil e delicada, não tem como ele ser taxativo no que diz respeito a nossa alma imortal, pois essa é uma realidade de muitas famílias católicas e somente Deus conhece nossos corações! Enfim, eu acho que é por aí, a obediência humilde, dolorosa e amorosa nos santifica de alguma forma. Confie acima de tudo no amor e na misericórdia de Deus, meu irmão!
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0 # Christiane 19-11-2013 18:16
Esse post é bênção de Deus! Estou vendo muitos aflitos serem consolados por Jesus através das palavras da Igreja e dos Catequistas. Sou divorciada há nove anos, tentei perdoar meu marido pela traição sofrida, mas não consegui na época, doeu demais. Hoje, ele tem sua nova família com a mulher em questão e é bem feliz. Hoje posso dizer que o perdoei, de coração, pela traição. Minha vida depois disso teve altos e baixos, há 3 anos atrás decidi que tinha o "direito de ser feliz, namorar, ter um outro companheiro..." E resolvi procurar alguém. Gente, vivi um período de inferno na minha vida, que não vale a pena entrar em detalhes. Só digo que o que começou como busca de amor se tornou busca de prazer, espiritualmente eu fedia, era podre, morta. Mas graças à misericórdia infinita de Deus fui "puxada" de volta, e hoje voltei a viver em castidade. Mil vezes prefiro receber Jesus na Eucaristia, me fortalecer espiritualmente, poder acompanhar meu filho na fila da comunhão... gente, isso não tem preço! Mas que fique bem claro: meu divórcio até hoje é uma chaga em minha família. Não me casei para separar, como disse a irmã aí em cima, mas às vezes acontecem coisas que nossa humanidade falha não consegue lidar, e temos que conviver com isso. Mas ofereço meu sofrimento a Jesus, e Ele me consola e aos meus filhos sempre, não nos abandona nunca!
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0 # A Catequista 19-11-2013 18:24
Obrigada pelo seu testemunho, Christiane. É sempre comovente e lindo quando vemos um cristão unindo a sua cruz à cruz de Cristo.
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0 # Juliano A.R.P 19-11-2013 16:52
Obrigado pelas palavras!!! Gostei muito deste blog sou de Curitiba e sempre acompanho vocês desde que o Henrique Sebastião (o fiel católico) mencionou vocês num post dele!!! Parabéns
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0 # Juliano A.R.P 19-11-2013 16:26
Sim.. inclusive todas as missas nós fazemos a oração da comunhão espiritual enquanto o corpo de Cristo é distribuído, mas não tenho medo de dizer... Antes de conhecer ela eu levava uma m... de vida, vivia nas baladas, ia quando convinha na Igreja e muitas vezes bebia de cair e pagava todas.. Depois que ela e a filha dela entraram na minha vida tudo mudou, agradeço à Deus por ela ser católica e agora levamos uma vida junto à Jesus e Nossa Senhora..
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0 # Juliano A.R.P 19-11-2013 16:02
Li agora esse artigo mas digo à vocês que estou com a minha companheira à três anos e ela foi casada na igreja por pressão dos pais porque estava grávida e aproveitou um casamento comunitário mas sem discernimento haja vista que o ex dela tinha apenas o sacramento do batismo. Acontece que eu não era tão católico assim nessa época e então me deparei com essa situação poucos meses atrás e fui procurar alguns sacerdotes, inclusive um deles me responde por e-mail, mas ressalto que nenhum dos padres me acusa de estar em pecado mortal, veja o link abaixo: "Sua situação não é pecado mortal, fique tranquilo. Desde que exista em seu coração o firme propósito de uma vida exemplar, seus pecados já foram perdoados. Caso venha sair a nulidade e vc possa regularizar sua situação, vc poderá tb confessar. Mas se isso não vier a ocorrer, busque levar uma vida digna e não repetir mais os erros que Deus os perdoa. at. Pe José Carlos Pereira, CP - Contato Via Internet". A situação é de doer mesmo gente!!! Eu a amo a minha companheira e ela se culpa muito por casar sem discernimento mas não tem como eu largar ela e a filha, acredito que se eu abandoná-las cometerei um pecado ainda maior. Frequentamos a missa todos os domingos inclusive toco na banda da Igreja, ela já entrou com o processo de anulação mas ambos choramos no momento da comunhão.
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0 # A Catequista 19-11-2013 16:09
Juliano, Se ela casou sob pressão dos pais, há grande possibilidade dessa união ser mesmo nula. Jesus está vendo e colhendo suas lágrimas. Se o Senhor lhes julgar dignos, será feita a comunhão espiritual, até que a questão se resolva no tribunal eclesiástico. Fique em Paz!
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0 # MAGDA SOARES 01-11-2013 07:24
MUITO OBRIGADA PELOS ESCLARECIMENTOS,DEUS OS ABENÇOE,LOUVADO SEJA O SENHOR,E A NOSSA QUERIDA E AMADA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA!
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0 # MAGDA SOARES 18-10-2013 06:33
BOM DIA!GOSTARIA DE SABER DE VCS,SE UM CASAL,QUE SÃO CASADOS, À 32 ANOS SÓ NO CIVIL,E NUNCA FORAM CASADOS ANTES NEM NO CIVIL E NEM NO RELIGIOSO,PERANTE A IGREJA ELES ESTÃO EM ADULTÉRIO,OU SE ENQUADRAM SÓ NA FORNICAÇÃO. POIS A ESPOSA ONTEM,FICOU MUITO CHATEADA,QUANDO O PADRE DISSE À ELA,QUE ERA ADULTERA.PESSO POR ESCLARECIMENTO,GRATA!
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0 # A Catequista 18-10-2013 10:40
Magda, Neste caso, nenhum dos dois é adúltero, com certeza não. Estranha a reação deste padre... Mesmo eles não estando casados no religioso, o padre deveria valorizar o fato de estarem juntos por 32 anos - uma raridade nos dias de hoje - e assim motivá-los a coroar essa forte união com o sacramento do matrimônio. Sim, eles estão em pecado por não estarem casados no religioso, mas me parece que isso é de fácil resolução. Não devemos aqui nos preocupar em enquadrar esse pecado em um nome específico, acho - dessa vez só acho, não tenho certeza - que o termo "fornicação" não cabe, seria uma injustiça com eles. Afinal, não são pessoas que saem por aí transando com um e outro - fornicadores -, mas sim um casal que está junto há décadas (como não ver a graça de Deus nisso?) precisando somente sacramentar a união.
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0 # Cadu Sindona 18-10-2013 12:05
Vivi e Magda, seguinte: o Matrimônio, antes de Nosso Senhor elevá-lo à dignidade de sacramento (sinal e ação direta do divino na história), ele já existia desde Adão e Eva como realidade natural e VÁLIDA. Na época da Reforma, com as heresias anti-sacramentais, o Concílio de Trento reafirmou a doutrina da Igreja concernente a todos os Sacramentos, dispondo legislações para que eles fossem validamente celebrados. O CT, então, decidiu que todos os casos de irregularidade podem ser resolvidos mediante o poder do Bispo diocesano, que como Pastor de Almas pode sim regularizar as situações indevidas. Neste caso concreto, podemos dizer sim que eles estão em pecado, se eles já eram católicos (ou seja, se já professavam a fé católica) no tempo da coabitação, se não, o sacramento é validamente celebrado desde a coabitação. Caso seja o caso de estado de pecado, o Bispo pode, mediante o desejo explícito de uma das partes, usar o meio da sanação radical para validar o matrimônio mediante o voto proferido a tantos anos no civil, se, e somente se, uma das partes se recusa a realizar a cerimônia no religioso. Se ambos querem a regulamentação, então é necessária a cerimônia. O caso é bem simples de fato, e não é de forma alguma adultério, a pesar de se estar (na situação atual) violando o 6º Mandamento que manda não pecar contra a castidade. Creio que o padre fez esta confusão porque a redação original do 6º Mand. em Êxodo, Levítico e Deuteronômio dizia: "Não adulterarás".
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0 # A Catequista 18-10-2013 12:51
Obrigada, Cadu!
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0 # JC 02-09-2013 12:38
Preciso confessar que essa é uma questão que muito me deprime. Estou me divorciando do meu marido, não foi algo que desejei. Eu não casei para me separar, mas aconteceu e não de minha parte. Hoje ele já vive em segunda união com uma outra pessoa, aparentemente bem e feliz e eu vivo as turras no deserto do meu vazio vocacional. Porque essa é uma certeza na minha vida: sou vocacionada ao matrimônio! Muitos me incentivam a entrar com o processo de nulidade, inclusive o Pe, mas não tenho certeza se esse é o melhor caminho, porque tinha muita certeza, apesar do medo e da insegurança - e acho que não fui a única noiva a se sentir assim - do que estava fazendo. Conhecia o temperamento e assumi o risco da união, mas assumi para a eternidade, nunca quis me separar. Sou membro atuante da minha Igreja, vivo os sacramentos se possível diariamente e não consigo me ver a afastadas deles. Mas também não posso negar o grande vazio vocacional que vivo e a falta que um pai presente faz a minha filha. Não penso em anular, mas também não estou fechada a uma segunda união, só acho que não teria mais a mesma decisão imatura e sei que não tenho mais a chance de errar. Vivo um conflito muito grande, e oro a Deus para que esteja comigo na melhor escolha. Mas preciso confessar o quanto é doído ouvir a opinião de alguns irmãos como se fossemos marginalizados. Queridos ninguém sonha em casar e não fazer o outro feliz. No meu caso por exemplo, não sonhei em sofrer as violências que sofri e digo mais, tenho certeza que Deus jamais me abandonou e está reservando uma nova história com bem menos sofrimentos do que essa que enfrentei. Eu errei sim, mas Ele me ama e tenho certeza que me quer feliz. Não olha para meu erros e sim para o meu coração que O ama muito. E independente de qual seja a minha nova história, sei que Ele estará comigo. Ele Deus e não homem! Paz e bem a todos!
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0 # Amanda 01-11-2013 14:35
Cara JC, coloque-se aos pés de Nosso Senhor, Ele com certeza te perdoará, aliás, ele já te perdoou. faço minhas as palavras do colega Renato, deixe que a misericórdia de Deus devolva seu ânimo, abandone-se aos pés da cruz de Cristo e una esse sofrimento ao Dele. Isso não é em vão, mas com certeza terás muitas vitórias. Reze sempre e nunca desista, minha irmã! os julgamentos dos outros não devem te abalar, mas antes te fortalecer na fé e na confiança Naquele que tudo pode! Abraços.
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0 # Renato Pinheiro 03-09-2013 00:54
Bom JC vendo vc literalmente rasgar seu coração, eu gostaria de apenas te empurrar pros braços de Jesus! Sua filha precisa de um pai. Mas a figura paterna não precisa ser o pai que você gostaria que fosse. Todo pai precisa seguir o exemplo de Deus Pai para ser verdadeiro pai. O Pai em primeiro lugar é Deus.. e em segundo, as pessoas (homens) que você conhece que são de Deus. Precisamos acreditar na presença real de Deus em todas as coisas que estão para além das nossas forças. "Ele é Deus e não homem!" Sua nova história começa a cada dia. Tenha fé que você jamais está sozinha.. e que seus erros serão todos lavados no sangue de Jesus. Ele quer te ver com um ânimo renovado, para interceder por todos que você ama, e para se desapegar das suas expectativas.. ser livre para amar! "que eu procure mais amar que ser amado"... Se deixa amar por Deus, se deixa preencher por Deus inteiramente. Ele te ama e deseja ser a fonte do seu Amor. Às vezes você deseja que a fonte do seu amor seja aquele que está longe... mas não deixe jamais esse desejo abafar a oferta de Jesus te diz "Este é o Meu Corpo entregue por Ti." Esta é sua Cruz pela salvação de muitos. Encha o sofrimento de sentido. Você tem suportado tudo muito bravamente com a graça de Deus. Estou feliz por você.
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0 # JC 03-09-2013 11:46
Muito obrigada Renato, por se deixar fazer voz de Deus em meu coração. Sei que muitos enfrentam a mesma luta que eu e espero que suas palavras confortem o coração que todos que a lerem. "Eu sou do meu amado e meu amado é meu" (Cânticos 6,3). Mais uma vez obrigada, Paz e bem!
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0 # Monica 20-07-2013 10:08
Muito obrigada pela ajuda, vou procurar o padre da minha paroquia, obrigada mesmo...abraços
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0 # Monica 19-07-2013 22:02
Oi obrigada pela resposta, o unico impedimento é que meu companheiro é evangelico..
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0 # A Catequista 19-07-2013 22:11
Mônica, Se ele é evangélico, basta que o padre da sua paróquia solicite a autorização do bispo para o casamento, e isso quase sempre é concedido. O que é necessário é que seu marido não se oponha a casar na Igreja Católica e se comprometa seriamente diante do padre a não impedir você de viver a sua fé católica. Ele também deve se comprometer a permitir que os filhos que vocês tiverem sejam criados na fé católica, e jamais na crença evangélica. Caso seu marido se oponha a casar na Igreja, mantenha a fé: coloque o seu caso nos pés de Nossa Senhora, persevere na oração. Se ele realmente te amar e quiser o teu bem, ele não tardará a aceitar o casamento. De qualquer forma, recomendo fortemente que você procure desde já um bom diretor espiritual (um padre) para acompanhar o seu caso.
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0 # Monica 19-07-2013 20:46
Olá, Fui casada no civil durante 1 ano e 4 meses, me divorciei no papel, e nunca fui casada na igreja, fazem sete anos tenho um relacionamento com outra pessoa, porém não sou casada nem no civil e nem na igreja, tenho um filho de 5 anos, que foi batizado na igreja católica, frequento as missas, mais desde que me separei do primeiro casamento nunca mais comunguei, queria saber, se posso ir me confessar e pra poder comungar, ou só posso comungar a partir do momento que casar na igreja, só pra esclarecer, meu marido nunca foi casado nem no civil e nem igreja, aguardo a resposta muito obrigada...Monica
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0 # A Catequista 19-07-2013 20:57
Oi, Mônica! Antes de se confessar, você precisa ter o forte propósito de se casar na Igreja com o seu companheiro, já que não há nenhum impedimento canônico para isso. Afinal, não faz sentido se confessar, se a pessoa tiver a pretensão de permanecer em estado de pecado grave. Ou seja, você só poderá comungar depois de casar. Até lá, peça a Cristo para estar em comunhão espiritual com Ele. Então, converse com seu companheiro (ele tem alguma resistência a casar na Igreja ou não?) e apresente o quanto antes a sua situação a um sacerdote ou à pastoral do casamento de sua paróquia. Só depois que você der início à papelada no civil e marcar a data do casamento na Igreja, confesse-se e mantenha-se em castidade, ou seja, não tenha relações sexuais com seu companheiro até que estejam efetivamente casados na Igreja. Não adianta confessar com a intenção de pecar em seguida; esse tipo de confissão é sacrílega e inválida. Que a Sagrada Família abençoe a você e ao seu companheiro, para que formem uma família santa. Se tiver mais dúvidas, nos escreva de novo. Espero que tudo se resolva em breve e que você possa ter a imensa alegria de comungar o quanto antes. Fique com Deus!
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0 # MINO NETO 03-07-2013 04:50
FABÃO, Concordo que falar em comunhão plena não seria o termo correto já que mesmo q fosse nulo o matrimônio o casal estaria numa união não sacramentada (não 2ª união caso o matrimônio fosse nulo). Nesse aspecto, está correto. Porém, dos argumento que ventilei acima - em relação a matrimônio nulos, embora não declarados legalmente pela Igreja - podemos excluir, como você mesmo lembrou, o peso do adultério.
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0 # MINO NETO 01-07-2013 15:24
Muito bom esse texto. Há um argumento nele que eu já utilizava. Quando vocês falaram sobre a possível comunhão espiritual desses casais de 2ª união, argumentaram que não podíamos avaliar os reais motivos da separação anterior. É isso mesmo! Sempre defendi uma linha de raciocínio de que se é possível a nulidade do matrimônio pela Igreja e, ATENÇÃO!, se essa nulidade se dá na forma de uma decisão DECLARATÓRIA pela Igreja, ora, não há como negar que existam por aí casais em 2ª união vivendo em plena comunhão com Deus. Porque afirmo isso, meus caros? Simples. A decisão da Igreja quanto a nulidade é de cunho DECLARATÓRIO e não CONSTITUTIVO. Notem: só se DECLARA o que já existe! Se a decisão da Igreja fosse de natureza CONSTITUTIVA o fato da nulidade só passaria a existir após essa manifestação da Igreja. Mas não é isso que a Igreja faz; ela DECLARA A NULIDADE, portanto, quando ela se manifesta sobre essa nulidade ela indica que essa NULIDADE EXISTIU DESDE A ORIGEM DO SUPOSTO MATRIMÔNIO. Por isso o matrimônio é DECLARADO NULO desde a sua realização, desde a sua origem. É como se não tivesse existido nunca. Melhor: não existiu mesmo! Essa é a posição oficial da Igreja. Ora, se é assim, devemos pensar nos casos de separação que não foram submetidos ao juízo de nulidade (juízo declaratório, frise-se) da Igreja. Vamos supor que o caso real de uma separação estava entre aquelas possíveis de nulidade pela Igreja, embora o caso não tivesse sido submetido a decisão declaratória da Santa Igreja. E aí? Deixou de existir o fato a possibilitar a nulidade do matrimônio? Claro que não! Existiu, sim. APENAS não foi DECLARADO (lembrem-se: só se declara o que já existe) pela Igreja. No plano terrestre não temos esse fato declarado (no caso, pela Santa Igreja), mas no plano espiritual, Deus (onisciente que é) já o tem perfeitamente configurado. Por isso, não tenho dúvidas que diversos casais de 2ª união podem sim esta vivendo uma vida em plena comunhão com Deus. . Não sei se ajudei... Espero que sim. . Abraços a todos. Sou fã desse espaço! . Mino Neto.
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0 # Fabão 01-07-2013 18:17
Mino, Há um "detalhe técnico" que lhe escapa. Pelo seu raciocínio, como o matrimônio não aconteceu (ainda que a declaração de nulidade não tenha acontecido), os casais poderiam estar vivendo em plena comunhão com Deus. Na verdade não. Se o Matrimônio foi válido, vivem em adultério, se não foi válido, vivem em concupiscência. Claro que não podemos julgar, mas a "irregularidade" da união é clara. A diferença é que não podemos simplesmente agir como juízes e condená-los ao inferno. Certamente os casais de 2ª união de boa-fé têm alguma comunhão com Deus, mas comunhão plena neste mundo só alcançamos pelo Sacramento da Eucaristia.
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+1 # Orientações da Igreja aos Casais de Segunda União | Amor a Nossa Senhora 07-06-2013 19:52
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0 # João Portes 16-03-2013 12:02
Sou divorciado mas não dei causa ao divórcio (esposa me abandonou), vou à missa todos os domingos, mesmo assim, não posso comungar, não posso confessar e receber a hóstia? Atualmente, vivo há 18 anos em união estável com uma companheira solteira. Pode ela comungar?
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0 # Fernando 01-05-2013 17:37
Amigos... Concordo com Cadu que devemos obedecer a Mãe Igreja sempre, embora eu sinta em suas palavras um pouco de aspereza ao tratar do assunto em resposta às dúvidas de João. A Igreja deve "sempre" acolher quem se encontra em situação de pecado, pois, se verificarmos e tomarmos como exemplo as parábolas do filho pródigo e do bom pastor, confirmamos essa obrigação. Geralmente as pessoas, no momento que se divorciam, não encontram-se em comunhão com Deus ou com a Igreja, estão numa situação de desgraça espiritual, que podem ser sentimentos maus, de perda, de revolta, de vingança e muitos outros que podem afastá-los de Deus... a Igreja tem a "obrigação" de dar o alento a essas pessoas, seguindo os ensinamentos de João Paulo II quando propõe o caminho da perseverança da oração, da penitência e da caridade, com a firme confiança de que poderá obter de Deus a salvação, diz também que os caminhos e momento da reconciliação, o qual somente a Divina Providência conhece, serão preparados e sustentados por atos de piedade não sacramentais, ou seja, pelo esforço de se manter em contato com o Senhor, pela participação da Santa Missa, pela repetição dos atos de fé, de esperança, de caridade e de contrição, no modo mais perfeito possível.(cf.Familiaris Consortion.81,e Reconciliato ET Poenitentia n.34) Há inúmeros exemplos encontrados nos Evangelhos que mostram Deus sempre firme ao lado de quem erra em algum momento, sempre convidando, sempre esperando: “Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas sim, os doentes. Eu vim chamar não os justos, mas os pecadores.” (Mc 2,17). Portanto meu amigo João Portes, teu caso tem solução sim, conversão, penitência, oração e obediência poderão levá-lo a um estado de purificação muito lindo e compensador.
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0 # Cadu Sindona 02-05-2013 08:39
Não neguei o auxílio da Igreja, apenas disse a dura verdade para ajudar pois "a verdade vos libertará". A Igreja acolhe e precisa acolher quem vive nessa situação, mas não pode permitir que os sacramentos sejam dados àqueles que estão em pecado e de lá não tem pretensão de sair.
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0 # Fernando 03-05-2013 00:35
As pessoas devem ser conscientizadas e "querer" ser conscientizado de que a Igreja não é uma democracia, e que esta segue os ensinamentos de Cristo. Sendo assim, a doutrina deve ser obedecida e cumprida. Quem procura ajuda,deve ser esclarecido de que, após o mal feito é muito mais difícil seu reparo, mas devem ser mostradas estas opções, alguns aceitarão, outros não...é opcional, mas o esclarecimento pela Igreja deve ser obrigatório... A igreja deve sempre lembrar que seu princípio mor é a misericórdia e que Deus, pela Divina Providência age sobre as pessoas, então, primeiro se acolhe e ama e depois acha uma solução para aquele que precisa...
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0 # Cadu Sindona 16-03-2013 17:09
Joào, a paz! É assim: se você se casou na Igreja e sua esposa não faleceu então vocé não pode participar dos sacramentos, não porque ouve ou não houve divórcio, mas porque houve uma construção familiar fora do Matrimônio; que fique claro: toda e qualquer "união estável" ou mesmo o casamento civil não é Sacramento e portanto os "parceiros" não podem viver os sacramentos por uma questão da fidelidade de Cristo à sua Igreja. A Igreja não deixa de levar em consideração seu sofrimento meu caro, nem jamais ela irá, porém é preciso obedecer à Ela pois Ela tem o dever de viver a fé que Cristo seu Esposo deu-lhe. Sua companheira também não pode comungar pelo fato da situação de pecado em que vocês vivem; mais uma vez reitero que acolhemos sua situação porém é preciso obedecer à Mãe Igreja que é quem fala e vive as palavras de Cristo.
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0 # Rose 04-03-2013 15:48
Pessoal, tenho aprendido muito com vcs! Meu caso é o seguinte: Minha mãe é viuva do primeiro casamento e meu pai é separado.(não divorciou nem no papel) Eles vivem juntos há mais de 35 anos, e tiveram 3 filhos, uma delas sendo eu. Minha sempre reclamou de não poder comungar. Mas, meus irmãos e eu fomos batizados, crismados... No caso, meus pais estão em pecado mortal? Obrigada!
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0 # A Catequista 04-03-2013 15:56
Rose, Seu pai foi casado no religioso com a mulher anterior? Se sim, ele já buscou se informar se o casamento anterior dele é passível de ser considerado nulo pela Igreja?
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0 # Rose 04-03-2013 16:22
Ele se casou no religioso sim. Teve filhos, hoje netos e bisnetos. Ele não buscou não, muita gente falou que nao tem jeito...
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0 # A Catequista 04-03-2013 16:50
Rose, Se seus pais estão efetivamente em pecado mortal, só Deus sabe. Em tese, sim. Há uma objetividade moral que não pode ser relativizada jamais, pois saiu claramente da boca do próprio Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo: quem deixar a sua esposa e se unir a outra, comete adultério. Isso Ele disse e repetiu com todas as letras, não há como dizer algo diferente. Então, o fato é que seus pais cometeram uma falta grave, mas só Deus, que tudo vê, pode saber se eles estão em pecado mortal ou não. Só Deus conhece todas as circunstâncias relacionadas ao divórcio do seu pai, só ele sabe as razões da opção de seu pai e sua mãe de se unirem e de estarem juntos até hoje. Só Deus vê os corações. Porém, tendo cometido uma falta grave, por prudência e humildade, não devem comungar. O Senhor, vendo a reverência da Sua mãe para com o Santíssimo Sacramento e a obediência ao ensinamento da Santa Igreja (que diz que ela não deve comungar), dará a ela a sua graça, se julgar que ela merece. Então, conforme o julgamento e a bondade de Deus, a sua mãe poderá fazer a chamada comunhão espiritual. Sei que este é um tema delicado, mas digo isso com base no Catecismo da Igreja, conforme comentou o Padre Paulo Ricardo em um de seus vídeos: "Nós não julgamos pessoas, nós julgamos os atos. Ou seja, o ato é grave, agora a pessoa depende de Deus. (...) 'No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.' Então, pra você dizer se aquela falta grave foi um pecado mortal, ou seja, se com aquela falta grave a pessoa realmente cortou o seu relacionamento com Deus e virou as costas para Deus, nós não podemos dizer isso. Porque isso daí depende de Deus." ( http://www.youtube.com/watch?v=C54wvgYji60 ) Recomendo, Rose, que você leia o primeiro comentário da nossa leitora Leilah neste post, está muito esclarecedor. E também o comentário do Padre Giovane. Por fim, em relação ao desejo - e impossibilidade - de sua mãe de comungar, enfatizo as palavras de Bento XVI: "Penso que o sofrimento deles, se realmente interiormente aceito, pode ser um dom para a Igreja. Devem sabê-lo, que justamente assim servem a Igreja, estão no coração da Igreja".
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0 # Rose 04-03-2013 17:24
Obrigada Vivi. Ficou muito claro, li tbm os comentários acima e me ajudou muito. Que Deus em sua infinita misericórdia olhe por minha família. E que continue iluminando vocês do blog. Paz e bem!
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0 # Aparecida Bernal 04-03-2013 13:13
Eu gostaria de tirar algumas dúvidas...se possível me respondam? Eu nunca fui casada nem na igreja e nem no cartório civil,mas estou amigada há 16 anos (temos uma filha de 14 anos) e desde então parei de comungar. Meu marido até hoje, não se divorciou legalmente da 1ª esposa. Eles só se casaram no cartório civil. A primeira pergunta é: Eu posso comungar, já que nunca fui casada com outra pessoa? Ou no meu caso é considerado adultério. A segunda pergunta é: Se ele se divorciar, nós poderíamos nos casar na igreja, já que ele só casou com a primeira esposa no civil?
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0 # A Catequista 04-03-2013 13:35
Oi, Aparecida! Não seu caso não é de adultério, já que seu companheiro só se casou com a ex no civil, e está separado dela na prática. Mas, de fato, para poder comungar, você precisa primeiro se casar com seu companheiro na Igreja. Então, ore para que o Senhor te ajude a resolver esta questão, possibilitando que vc possa comungar o quanto antes. Sim, se seu companheiro oficializar o divórcio, você poderá se casar com ele na Igreja. Desejo que Nossa Senhora te ilumine, e que vocês possam estar unidos pelo Sacramento do Matrimônio em breve.
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0 # Maria José 15-01-2013 12:24
Há casos e casos... A própria Igreja, em certos casos, pode anular um casamento.
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0 # Cadu Sindona 15-01-2013 15:27
Anular é só constatar que o casamento jamais existiu, para isto é preciso apresentar provas, o divórcio nada tem a ver com isso.
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0 # Fernando 01-05-2013 17:06
Desculpe me intrometer, mas há uma diferença entre anular e julgar nulo, casamento religioso não se anula, pois só se anula algo que realmente existiu, e se existiu não se desfaz. Julgar nulo é verificar que tal casamento não foi válido, e consequentemente nunca existiu... é a verificação que o Tribunal Eclesiástico faz quando solicitado... Um abraço
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0 # Cadu Sindona 02-05-2013 08:42
De fato. Obrigado.
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0 # Helena 08-12-2012 22:58
E agora? Casados em segunda união, vivem plenamente no segundo casamento com as relações sexuais comuns a qualquer casal. Isto implica que, se mantiverem os preceitos católicos, filhos virão. Em vindo, estes filhos destas relações pecaminosas, visto que seus pais vivem em pecado, nao podem receber a absolvição de seu pecado e, consequentemente, nao podem participar da eucaristia, poderia este casal trazer seu filho para ser batizado?
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0 # Fabão 11-12-2012 16:27
Lembrei hoje de uma frase que se aplica ao assunto e a muitos outros, já falados neste site ou não. A frase foi proferida por um padre numa formação de Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística: "Se os leigos conhecessem o Código de Direito Canônico, nós, padres, não teríamos sossego." Claro que ele falou meio brincando mas mostrando depois por exemplos e relatos verídicos que aquilo era uma verdade, e infelizmente incômoda para muitos padres.
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0 # Cadu Sindona 11-12-2012 18:05
Nisso esse padre acertou em cheio.
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+1 # Cadu Sindona 10-12-2012 17:41
Como o Fabão bem disse Helena, os filhos nada tem a ver com o pecado dos pais e DEVEM (não podem, devem) ser batizados, receber educação católica, participar dos Sacramentos etc. Se um padre se recusar a fazê-lo, quem peca é ele pois está negando a um inocente o direito aos sacramentos e lembro-te amada que os Sacramentos são, como diz o Direito Canônico, para os homens, para a nossa santificação e salvação, não pros anjos por exemplo que não precisam dos sacramentos. Pax et ignis.
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0 # Fabão 10-12-2012 16:09
Helena, os filhos não são culpados pelo pecado dos pais, e sequer participam deles. Podem (e devem) ser batizados, frequentar a Catequese, receberem a Eucaristia e a Crisma. Em minha paróquia temos Encontro de Casais de Segunda União. Os casais participam ativamente da vida da paróquia, trabalham nas festas e eventos normalmente, e seus filhos são batizados e frequentam a Paróquia normalmente. Há até coroinhas entre esses filhos. Há pessoas, inclusive padres, que discordam disso, e eu já vi o batismo ser negado a uma criança por ser filha de mãe solteira. Graças a Deus um padre com zelo e fidelidade superiores ao preconceito batizou a criança. Mas esses são preconceitos e julgamentos das pessoas, não da Igreja.
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0 # A Catequista 10-12-2012 17:49
Obrigada pela resposta à Helena, Fabão. É isso mesmo, Helena.
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0 # Maristela 14-11-2012 14:12
O grande problema desta questão são as distorções que se pretende aplicar às estas circunstâncias, para que na prática o mandamento de Deus seja anulado em prol da tradição do nosso tempo, e que, assim, no final das contas, fica valendo o "tanto faz como tanto fez". É uma situação extremamente anti-pedagógica ao povo cristão
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0 # Luiz Gustavo 06-11-2012 15:00
E quando o casal em segunda união passa a viver "como irmãos"?
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0 # Padre Giovane 31-10-2012 00:41
Só podemos receber em pecado os sacramentos que perdoam pecados: Batismo, Penitência. A Unção dos enfermos também perdoa, mas se a pessoa tem condições de se confessar, deve fazê-lo antes de recebê-la. Mas para receber estes sacramentos e sermos perdoados temos que ter arrependimento e propósito de emenda. Se não largarmos a vida de pecado não podemos. A comunhão eucarística espiritual, pela adoração à hostia consagrada, sem tomá-la, é possível e aconselhada pela Igreja.
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0 # Padre Giovane 30-10-2012 21:23
A comunhão com Cristo se dá não somente na recepção da Sagrada Eucaristia, a qual deve ser recebida somente em estado de graça, nunca em pecado. Se a pessoa está em pecado, mas não está excomungada nem pelo cisma, nem pela heresia, ela está em comunhão com a Igreja pelo batismo e pode entrar em comunhão com Cristo pelo ouvir, refletir e meditar a Palavra de Deus proclamada, pode entrar em Comunhão com Cristo na obediência aos legítimos pastores da Igreja, que agem in persona Christi, podem entrar em comunhão com Cristo na Assembléia reunida em nome de Cristo. Na Palavra, no sacerdote e na Assembléia Cristo também está presente espiritualmente. A diferença é que a presença dele na Eucaristia, além de real é SUBSTANCIAL. Ele não só está presente, mas Ele é a Eucaristia, por isso é a forma de comunhão mais excelente e maior que existe na Igreja. A pessoa em pecado pode receber graças atuais para determinados momentos e ações, embora não possa receber a graça santificante. Nos sacramentos recebemos a graça santificante, por isso, é necessário estar sem pecado para recebê-los.
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0 # Carolina 02-09-2013 18:13
Podem participar da adoração ao Santíssimo Sacramento também, né?
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0 # A Catequista 02-09-2013 18:16
Claro que podem! Podem participar de tudo. Apenas não devem comungar, receber o Crisma e a primeira comunhão.
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0 # A Catequista 30-10-2012 21:40
Muito obrigada pela explicação, Padre Giovane! Muito clara e objetiva.
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0 # Orientações da Igreja aos casais de segunda união | Debates Culturais – Liberdade de Idéias e Opiniões 21-06-2012 00:09
[...] Depois, é também muito importante que sintam que a Eucaristia é verdadeira e participada se realmente entram em comunhão com o Corpo de Cristo. Mesmo sem o recebimento “corporal” do Sacramento, podemos estar espiritualmente unidos a Cristo no Seu Corpo. E fazer entender isso é importante, que realmente encontrem a possibilidade de viver uma vida de fé, com a Palavra de Deus, com a comunhão da Igreja e podem ver que o sofrimento deles é um dom para a Igreja, porque serve, assim, para defender também a estabilidade do amor, do Matrimônio; e que este sofrimento não é somente um tormento físico e psíquico, mas é também um sofrimento na comunidade da Igreja, para os grandes valores da nossa fé. Penso que o sofrimento deles, se realmente interiormente aceito, pode ser um dom para a Igreja. Devem sabê-lo, que justamente assim servem a Igreja, estão no coração da Igreja. Obrigado pelo vosso empenho”. component/k2/item/5893 [...]
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0 # Sérgio Meneses 12-06-2012 23:08
Muito bom o artigo. Só achei imprecisa a frase "Pessoas em estado de pecado mortal não podem estar unidas a Cristo e à Igreja de modo algum!". Ela não é inteiramente verdadeira. A união pela graça santificante é a união mais perfeita com Nosso Senhor, mas os pecados contra a caridade não excluem os fiéis da Igreja. Então, quem vive em pecado mortal é um membro morto da Igreja, mas é um membro, e está unido a Nosso Senhor pela fé.
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0 # Dênis Costa 11-06-2012 19:30
O seu xará não é um "pobre mortal", é um Sacerdote assim como o Papa, separados por um grau da ordem apenas!
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0 # Natália 12-06-2012 19:43
''apenas'', apenas o que ? Um é o Santo Padre e o outro(nem sei se é mesmo) é um padre(?).É isso que você estava tentando dizer?
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0 # Carlos 11-06-2012 09:44
Escandaliza a opinião de certos "católicos" contestando o que o Papa fala, como comentou o meu xará. Enfim, somos nós pobres mortais querendo saber mais que a Igreja, que o nosso maior pastor, um dos teólogos mais brilhantes, o papa mais lido da história, com uma catequese puramente à base das Sagradas Escrituras. Vida longa ao Papa! Que Deus o abençoe e dê forças contra todos os que querem derrubá-lo, principalmente os cristãos!
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0 # Divorciados e casais em 2ª união: e agora, José? « Sacrifício Vivo e Santo 09-06-2012 09:32
[...] O Catequista Publique isto:TwitterFacebookEmailPrintGostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. [...]
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0 # Carlos Eduardo de Abreu e Lima 08-06-2012 19:41
Eu, particularmente, acho que, em primeiro lugar, a Igreja deve exortar, sim, o homem e/ou mulher a voltarem para a primeira união. Sei que é difícil e delicado. Mas uma tentativa neste sentido não ofenderia ninguém, acho. Poderia-se, por exemplo, citar o drama dos filhos, caso eles existam. Se tal intento se frustrar, então - e só então - se partiria para uma outra atitude pastoral.
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0 # CARLOS VALERIO BATISTA DE AGUIAR 08-06-2012 17:51
Acho inacreditável o que o Papa disse, pois o estado de pecado mortal impede a comunicação da graça santificante, a qual favorece a comunhão espiritual com Nosso Senhor Jesus Cristo. Não há como estar em pecado mortal e estar em comunhão com O Senhor. É totalmente contraditório! Isso joga por terra dois mil anos de Doutrina Católica! Acho que há um equívoco aí...
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0 # mattos 12-12-2013 12:56
se pensarmos somente no mandamento do Senhor, teremos a impressao que o papa se contradiz, mas não, precisamos unir o mandamento à misericordia divina. Um exemplo da pecadora que deveria ser apedrejada, mas não foi por que a misericordia divina sobrepoe qualquer mandamento. Ai mais uma vez comprovamos que o papa fala na unçaõ do espirito santo e por isso em questoes de fé a Igreja Catolica nunca errou. Amor e misericordia a todos.
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0 # Cadu Sindona 09-06-2012 16:47
Carlos o Santo Padre não se equivocou. Quem está em segunda união não está totalmente excomungado. Um herege por exemplo não pode comungar nem espiritualmente com certeza mas quem está em 2a união pode haver desagravantes sem contar que a 2a união não é caso de excomunhão latae sententae. Se existe alguém nesse mundo que realmente é zeloso com a Sã Doutrina Apostólica esse alguém é o Santo Padre, Sucessor de Pedro e Vigário de Cristo: Bento XVI.
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0 # Leilah 14-06-2012 08:58
Olá, tô pegando uma carona aqui no quadro do Cadu, para dialogar com os outros (Pe.Carlos, a catequista, Dênis, etc.) sobre essa interessante e rica questão. Concordo com Cadu em que, mesmo sendo uma fala papal "à paisana" como foi dito aqui, ela em nada peca contra a ortodoxia. Até porque o papa, que escolhe minuciosamente cada palavra dita, não disse que os casais de segunda união, estão em comunhão espiritual com Cristo, mas disse: "PODEM ESTAR...", hipótese, possibilidade... Creio que com isso, Bento 16 disse uma coisa muito simples e óbvia (e antiga no ensino da igreja, desde Santo Agostinho) que é a distinção entre o caráter objetivo do pecado, do erro como tal e o caráter subjetivo da culpa pessoal. Muitas são as situações pessoais concretas, os níveis e graus de consciência moral, de maturidade psicólogica, etc. A orientação moral objetiva da igreja é clara e sem ambiguidades e nesse ponto a igreja não tegiversa: o que é erro, o é para todos sem exceção e todos são convidados ao caminho da conversão trazendo todas as áreas da própria vida à luz salvadora de Cristo. Mas julgar o que vai dentro das pessoas a igreja não faz, pois como diz o ditado "coração do outro é terra que só Deus conhece." A não ser em caso de confissão, onde o fiel efetivamente está ali para isso mesmo: para buscar o juízo do Senhor sobre sua situação concreta. Cada caso é um caso. Com isso, a igreja não está dizendo que o que pode ser pecado para um, pode não ser para o outro, porque isso seria relativisno moral. Não só em relação à segunda união (mas a vários outros pecados) os documentos da igreja (o catecismo, o direito canônico, etc) estão cheios de orientações e critérios de juízo que exortam os bispos e padres a esse equilibrio pastoral de, por um lado, jamais perder a objetividade moral (o que é pecado é mesmo e ponto final) e por outro lado, de exercer o discernimento caso a caso. Mesmo os padres mais tradicionais (que se assumem como tal) demonstram esse equilibrio e prudência. O próprio Pe.Paulo Ricardo, falando sobre masturbação e outros vícios (e citando Santo Afonso de Ligório, moralista maior de referência na tradição católica) diz que há "habitudinários (= viciados) que podem ser santos. Em suma: o julgamento moral da igreja é claro e sem qualquer ambiguidade e tegiversação, já o julgamento de pessoas, do interior delas, pertence a Deus, pois há uma série de fatores e circunstâncias que interferem nas opções das pessoas e por isso, a atitude pastoral da acolhida, da escuta paciente, do discernimento espiritual de caso a caso, de modo a que cada pessoa possa ser ajudada no caminho da conversão. Por exemplo: todos numa classe escolar devem dominar o conteúdo X ou Y. Mas na hora de avaliar quem dominou ou não aquele conteúdo, o bom e sábio professor, saberá também avaliar as circunstâncias e condições concretas de cada estudante e isso não modifica em nada a consciencia da obrigação que todos tem de chegar ao domínio do conteúdo. Muito pelo contrário, facilita o caminho para esse dominio da matéria por todos. Assim, a fala do santo padre não pode jamais ser entendida como flexibilização, facilitação da regra moral e menos ainda como mudança do ensino da igreja. Muito ao contrário, é justamente a atitude de prudência e sabedoria pastoral que permite ajudar a um número maior de pessoas chegar ao que é pedido pela moral cristã, pois conhecendo as circunstâncias concretas de cada um, é mais provável ajudar as pessoas a buscar caminhos para corrigir a própria vida. Quando o Senhor disse que "as prostitutas vos precederão no Reino do Céu", ele não estava aprovando o pecado da prostituição, mas estava justamente se referindo à condição essencial da comunhão com Ele: a humilde transparência. E é nessa condição de coração, que o Senhor julga os atos de cada um, do que é casado segundo o sacramento e do que está em segunda união. E é por isso que Ele recusou e censurou a punição que queriam dar à prostituta, sem contudo aprovar o erro dela, pois disse: VAI E NÃO PEQUE MAIS. Mas desde então ele marcou para sempre qual deveria ser a atitude da igreja: o juízo objetivo e sem equívocos acerca do que é mal, mas a misericórdia na acolhida de cada um, que traz sua história e suas circunstancias de vida que muitas vezes só Deus conhece. Quando o grande escritor católico Ariano Suassuna, no famoso "Auto da Compadecida" coloca na boca de Nossa Senhora aquelas palavras maternais de entranhada compreensão e intuição acerca dos pecadores (o padeiro, a esposa, o cangaçeiro, etc. lá na cena do juízo) e suas circunstâncias de vida, ele exprime algo que é constante na nossa tradição cristã: a clareza objetiva acerca do mal e a sabedoria e misericórdia diante de cada pecador. O papa se coloca dentro dessa tradição de dois mil anos.
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0 # Amanda 01-11-2013 14:20
Belo comentário! Louvado seja Deus. Nenhum de nós tem a dimensão do amor e da misericórdia de Jesus, que não rejeita nenhum de nós. Que bom saber que o pensamento da Igreja é acolhedor com relação a estas pessoas, rezemos para que as paróquias das nossas cidades estejam sempre de portas abertas para compreender e acolher os divorciados e todos aqueles que de alguma forma estejam se sentindo excluídos. Esse é o sentido do Evangelho, que busquemos sempre o amor e a união.
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0 # Fernando 01-05-2013 17:53
parabéns pelo comentário, Jesus veio nos mostrar como devemos agir, ele sempre esteve no meio dos pobres, rejeitados e pecadores e assim a igreja pensa, porém alguns "membros" da igreja não fazem o mesmo, é onde começam os problemas... somos uma igreja com leigos "muito" leigos, sem estudo, deveriam existir mais pessoas que pensassem assim como você... um abraço!
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0 # A Catequista 14-06-2012 16:07
Leilah, se eu fosse rica, depositava uns 30 mil na sua conta só por este comentário. Valeu!
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0 # Leilah 15-06-2012 09:04
Olha que eu aceito em prestações hein? rs..rs..rs...! Sabe que um dia perguntaram ao bem aventurado papa João 23 (quando ele era ainda cardeal) o que ele pensava ser mais importante, a justiça ou a bondade. Ele respondeu sem hesitar: com certeza é a bondade, pois é a bondade que possibilita a justiça. E assim, creio eu, ele sintetizou toda a nossa experiência cristã. Ainda ontem eu lia uma bela reflexão do sucessor do nosso querido Giussani (Julian Cárron) nas quais ele enfatizava exatamente isso: só percebemos quem é Jesus e o que é o cristianismo, quando evitamos reduzi-lo e reduzir seu caminho a um êxito moral (pessoal ou sócio-político) a uma regra, esquecendo o essencial que é estar diante dEle e perceber como o olhar misericordioso dEle me vê a partir daquilo que sou: um desejo ferido, uma inquietude em busca de plenitude que só se satisfaz na pessoa dEle. Sem cessar de lembrar aos cristãos as exigências morais (pessoais e sócio-políticas) do encontro salvador com o Senhor, Bento 16 já explicitou várias vezes, que faz questão de insistir no anúncio do cristianismo como presença viva que envolve a pessoa humana num abraço de misericórdia e bondade. O que vem antes de tudo, na conversão, não é a regra moral, não é o êxito moral, "pois ninguém pode ser bom se não é amado" já dizia, com agudeza psicológica, o grande Dostoiévski. O que vem antes de tudo é exatamente o AMOR que me amou primeiro, a bondade misericordiosa que me envolveu primeiro e a partir dela (como lembrava o bom papa João) é possível a justiça, a moralidade do comportamento, porque a BONDADE do Senhor me justificou. A clareza da regra moral, nunca deve nos fazer esquecer isso: somos, cada um de nós, uma miséria acolhida pelo olhar misericordioso de Cristo e cada progresso moral que fazemos é porque estamos presos a este olhar, é dentro de sua bondade que somos capacitados a ser justos e bons. O "mundo" na sua superficialidade e medo de Deus e de si, costuma encarar o cristianismo hoje, como regra moral, como um conjunto de prescrições morais (para a vida pessoal ou para o empenho sócio-político, pois certas formas de TDL nada mais são que expressões do moralismo, transposto para a esfera sócio-política). E esse costuma ser o critério de julgamento do cristianismo em nossa sociedade, para censurá-lo ou como muito permissivo e liberal ou como excessivamente rigoroso. Só que o Cristianismo, nos leva para muito mais além de posturas morais demarcadas. Ele nos leva para uma existência onde ser flexível ou rigoroso, conservador ou liberal, moralmente falando, tornam-se distinções pobres e empobrecedoras que nem de longe tocam a essência da verdade do nosso encontro com Jesus. Os santos, grandes apaixonados pelo Cristo (embora tivessem claro, sob a guia da igreja, a objetividade das regras morais) não viviam seu relacionamento com Ele a partir dessas pobres medidas, mas mergulharam de cabeça e coração na dinâmica de um relacionamento amoroso que até os levou para além da regra (sem desprezá-la). Na dinâmica de um relacionamento amoroso realmente humano e pleno, quantas mudanças ocorrem em nós, por causa de uma forte amizade, ou do amor de um homem (ou mulher). E isso ainda é mera e pálida sombra da experiência cristã, onde somos amados pelo próprio AMOR feito carne. Desde sempre, na experiência cristã, a raiz profunda de toda moralidade é a afeição do Senhor que nos alcança e envolve. E por isso, mais que observâncias de justas e salutares regras morais, existe em abundância na história da fé cristã, o fenômeno único da santidade. E ele começa por gestos como o da mulher adúltera do evangelho, que cheia de afeição, lava os pés do Senhor com perfume, contrariando e ultrapassando toda medida e preceito. "Ela muito amou e por isso tem a minha paz, ela sabe quem EUSOU (Javé)” assim a elogiou Jesus, diante dos fariseus chocados. Ela a mulher do perfume, não olhou para o Cristo, como uma lembrança de regras e posturas morais ( o "Jesus Ético" dos espíritas, dos ditos "cristãos" anônimos de Karl.Rhaner, de alguns TDLs, enfim de todos aqueles que apreciam Jesus apenas como mera referência ética e não como Deus Conosco). Ela olhou para Jesus captando a essência do seu ser e missão: a misericórdia do Deus Conosco que nos envolve e acolhe e por isso, ela foi capaz de dar conta não só de regras e posturas morais, mas foi muito além disso, entrou na dinâmica viva de um relacionamento amoroso que justamente se chama SANTIDADE. Assim, creio eu, em toda a nossa pastoral, catequese, orientação espiritual, é essencial partirmos do mesmo ponto e permanecermos sempre dentro do horizonte desse ponto de partida: a nossa afeição que responde à uma afeição que nos alcançou e alcança primeiro. Isso não torna menos exigente o caminho (pois afinal até nos leva além das mínimas exigências), mas o torna mais correspondente e consoante com nossa verdadeira estatura humana, que é um desejo aberto para o INFINITO. Grande abraço minha irmã.
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0 # Dênis Costa 11-06-2012 19:17
Cadu se eu fosse você não tentaria discutir o Padre Carlos Valério, ele está certo (não que o Papa esteja errado, mas foi uma afirmação "à paisana", nada de "ex cathedra) tem um grande conhecimento teológico, muito mais que eu e você leigos! Se o Papa errou num pronunciamento, oremos por ele para que discirna melhor da próxima vez. Lembra quando a Vivi deu um "puxão de orelha póstumo" no Papa Sorriso por ter dito que Deus é mais Mãe que Pai? ;)
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0 # Cadu Sindona 12-06-2012 00:56
Dênis meu irmão, o Padre Carlos é sem dúvida zeloso sim e agradeço a Deus por um sacerdote combativo, mas também nós leigos fazemos parte do único sacerdórcio de Cristo cabeça, a diferença está na missão que dos Ordenados é governar, zelar, santificar e reger o povo de Deus. Perto do Pe Carlos sim sou apenas um leigo, mas como jovem leigo também me cabe o zelo da Sã Doutrina e não creio que o Santo Padre se equivocou. O Vigário de Cristo não fala nonsenses à paisana. Já quanto àquele post da imagem masculina de Deus, também devemos lembrar que a Igreja vê o amor de Deus como Pai mas também como Mãe pois Deus não tem sexo como nós seres humanos. É certeza e bem Verdade que o Verbo se revelou como o Menino da Manjedoura mas ali o foco de Bento XVI é separar lá na Antiga Aliança a imagem do Deus Verdadeiro dos deuses pagãos. Padre Carlos sua benção e tenho certeza que o senhor ouvirá com amor a opinião de um jovem que só deseja o zelo da Sã Doutrina. Annuciat Verbum per saecula seculorum!
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0 # Bruno Linhares 08-06-2012 17:11
Ah sim! Deixa eu fazer minha propaganda: abordei um pouco deste aspecto da formação que a Igreja dá para o casamento, aproveitei para focar no prisma sexual do casamento, razão direta ou indireta de tantas separações: http://oandarilho01.wordpress.com/2012/05/05/comercio-casal/
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0 # Bruno Linhares 08-06-2012 17:05
Acho que a dificuldade das pessoas em compreenderem essa proibição de receber a comunhão quando em situação de divórcio é que, uma vez que o casamento não foi anulado e portanto continua válido, é obrigação do casal - de ambas as partes - buscar a reconciliação. Este assunto talvez seja importante porque põe em xeque o nosso entendimento sobre o perdão de Deus. Queremos que Ele nos perdoe ou queremos DEIXAR DE FAZER A COISA ERRADA? Entende? Vemos que muitas pessoas pensam estar assumindo o compromisso com o padre e não com Deus. É o já velho problema da perda da noção do sagrado. A solução deve mesmo ser a prevenção. Precisamos ser mais rígidos, mais firmes em nossos cursos de noivos.
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0 # Philipe Lucas 08-06-2012 14:34
Vivi, muito bom. Não tinha lido este texto do Papa. Tenho um casal amigo nesta situação e nas nossas conversas surgiu a seguinte duvida: quanto a confissão da pessoa em segunda união, a princípio ela não poderia ser absolvida pois não estaria "disposta" a deixar tal situação de pecado. Mas e quanto aos demais pecados, eles podem ser confessados? Beijos fiquem com Deus
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0 # A Catequista 11-06-2012 23:23
Philipe, Repassei a sua pergunta para um diácono, amigo meu, e ele me disse exatamente o que o Cadu Sindona afirmou nos comentários. Se uma pessoa está em estado de pecado grave, não há sentido em confessar os demais pecados e não se dispor a se redimir daquele outro, também grave. Por exemplo: vc tem um amigo que lhe roubou e lhe difamou. Aí, imagine que ele te peça perdão, mas só por ter lhe roubado, e não por ter lhe difamado. Você reataria a amizade? Assim fica tudo bem? Não, né... Tem que zerar todas as pedências graves entre vocês. Então, com Deus é a mesma coisa. Isso não impede, entretanto, que o casal que vc citou possa ter o acompanhamento constante de um diretor espiritual (sacerdote), com quem possam falar de suas dificuldades, de seus tropeços etc. Aliás, isso é muito recomendável para qualquer cristão. Abração, e fique com Deus também!
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0 # Cadu Sindona 09-06-2012 16:40
Não Philipe. Não é possível porque a absolvição para ser válida é preciso que haja uma confissão e uma proposta de mudança para todos os pecados graves, caso contrário só por não confessar e desejar a mudança de qualquer pecado grave, o "penitente" na verdade peca gravemente. Se na Confissão não confessamos todos os pecados graves que temos ciência de termos cometido, nós pecamos gravemente. Pax et ignis!
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0 # TEKA LOURO 18-07-2017 19:24
ACHO UMA TRISTEZA TÃO GRANDE, POIS TODOS TEM O DIREITO DE SEREM FELIZES. AS VEZES O NAMORO É UMA COISA E QDO SE CASAM É OUTRA COISA. EU CONHEÇO INÚMERAS PESSOAS QUE FORAM TOTALMENTE INFELIZES NA PRIMEIRA UNIÃO E AGORA SÃO PLENOS NA 2 UNIÃO COM FILHOS. ACHO SIM QUE DEVERIA EXISTIR UM PROCESSO, UM MEIO DESTAS PESSOAS SE SENTIREM ACOLHIDAS PELA IGREJA DE VOLTAR A RECEBER A EUCARISTIA, EU PARTICULARMENTE NÃO ACHO QUE VIVAM NO PECADO MORTAL PELA 2 UNIÃO. DENTRO DA IGREJA SABEMOS QUE EXISTEM TANTOS CASAMENTOS DE APARENCIAS ESTE SIM ACREDITO QUE SEJA UM PECADO PQ SÃO PESSOAS INFELIZES MANTENDO AS APARENCIAS, SOU CASADA HÁ 37 ANOS GRAÇAS A DEUS, MAS FICO MT TRISTE PELOS AMIGOS QUE TENHO QUE TEM A NECESSIDADE DE RECEBER A EUCARISTIA E NÃO PODEM, TENHO ESPERANÇA QUE DOM SERGIO DE DEUS POSSA FAZER ALGUMA COISA POR ESTAS PESSOAS QUE SÃO AMADAS POR DEUS COMO TODOS NÓS!!!
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