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Sexta, 16 Setembro 2016 02:02

Padres que fazem Missa Sertaneja dormiram na aula de liturgia

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Um leitor nos escreveu perguntando sobre as tais “missas sertanejas”. Segundo ele, o padre de sua paróquia afirma que a encíclica Sacrossantum Concilium permite fazer adaptações na liturgia, absorvendo elementos da cultura de cada povo. Sim, é verdade – e isso faz parte do processo de inculturação. Só que missa sertaneja não é inculturação, é abuso litúrgico!

A missa sertaneja virou modinha em várias regiões do Brasil, havendo também as variantes “missa caipira” e "missa do vaqueiro". O sacerdote assume o papel de cowboy ou animador de festa caipira, em vez de fazer a única coisa que é seu dever na missa: ser o rosto visível de Jesus Cristo, Deus invisível.

No período das festas juninas, os abusos se multiplicam. Essas festas são parte importante da vida da Igreja no Brasil, e sempre tiveram o seu lugar: a praça, o pátio da igreja, o salão paroquial. Mas agora estão fazendo festa junina dentro da missa, com fantasias típicas, dança de quadrilha e tudo!

Acreditem: a foto abaixo foi tirada durante uma missa! Pra que isso, gente!!?? Andaram fumando cigarro de palha estragada?

quadrilha_missa 

No site de determinada paróquia, vemos a descrição do objetivo da missa sertaneja: “valorizar o homem do campo, que trabalha para produzir os alimentos que chegam às nossas mesas” e “exaltar a cultura sertaneja”. Note que, em vez de elevar as mentes para as coisas espirituais e divinas, a missa sertaneja exalta as coisas terrenas.

Para quem acha que esse assunto não é importante, que é coisa de fariseu, veja o que diz Bento XVI:

"Estou convencido de que a crise na Igreja, pela qual passamos hoje, é causada em grande parte pela decadência da liturgia (...). Quando, porém, na liturgia não aparece mais a comunhão da fé, a unidade mundial da Igreja, o mistério de Cristo vivo, onde, então, ainda aparece Igreja, em sua essência espiritual? Aí a comunidade ainda celebra somente a si mesma, mas isso não vale a pena.” 

- Livro "Lembranças da Minha Vida"

Tome um Engov antes de ler, a seguir, a descrição dos objetos levados ao altar no momento do Ofertório de uma missa sertaneja, publicada no site de certa paróquia:

"Um grupo de jovens trouxeram até o Altar algumas práticas e atitudes que não combinam com a preservação da natureza e da vida. O motosserra, a máquina de veneno e a espingarda simbolizaram os instrumentos e as práticas que necessitam ser combatidas e substituídas por politicas agrícolas que fortaleça a produção orgânica e de base ecológica. A sanfona, o violão, a viola e o carron embalaram os cantos em estilo e ritmo sertanejo."

As invencionices da missa sertaneja não favorecem uma liturgia voltada para Deus, mas sim para o homem. A comunidade celebra a si mesma, exaltando a vida no campo e ou “jeito caipira de ser”. Não foi para isso que Jesus tomou bofetada na cara e derramou Seu Sangue na cruz!

didi_no_ceu_tem

São João Paulo II ensinou que “A Missa torna presente o sacrifício da cruz” (saiba mais aqui). E, em um discurso aos bispos do Brasil, em 1995, falando sobre a liturgia e a inculturação, o santo advertiu que “deve-se descartar ou não assumir aquelas formas e aqueles modos rituais que não correspondam à natureza do mistério que se celebra, mormente quando relacionados à Encarnação, Paixão e Morte de Jesus Cristo, para não citar outros Mistérios da Redenção”.

Ponham a mão na consciência: será que a Missa é mesmo um momento adequado para discutir práticas agrícolas? O que a pamonha da Vó Rosinha e a sanfona do Seu Sebastião ajudam o povo a refletir sobre os mistérios da Redenção?

E uma moça fantasiada de caipira coar cafézinho no presbitério, no momento que antecede a procissão de entrada do sacerdote? Isso leva o povo a rezar melhor? Não vou postar vídeo aqui, por consideração às gestantes e pessoas com problemas cardíacos.

O QUE ENSINA A SACROSSANCTUM CONCILIUM

A Sacrosanctum Concilium diz que nenhum padre tem direito de inventar, de acrescentar NADA na liturgia da Missa. A única autoridade competente para isso é a Santa Sé, por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O bispo de cada diocese também pode atuar como regulador, mas de forma limitada, ou seja, DENTRO DOS LIMITES ESTABELECIDOS PELA IGREJA.

As alterações mais profundas no rito – e isso inclui, por exemplo, inserção ou subtração de paramentos do sacerdote – devem ser sujeitas à Santa Sé. Como chapéu de boiadeiro não é nem nunca foi paramento sacerdotal, nem foi aprovado por Roma, é óbvio que se trata de um abuso.

CADÊ O BOM SENSO? MORREU?

bom_senso

Cadê o bom senso? Os particularismos culturais de cada região precisam passar por um filtro, pois muitas vezes distraem o povo das coisas espirituais, não cabendo em um rito sagrado.

Partindo do mesmo espírito que sustenta a existência das missas sertanejas, um padre ou bispo de uma diocese litorânea pode resolver fazer uma “missa surfista” - com direito a altar em forma de prancha de surfe, padre usando pé de pato, cocos verdes e barracas de sol enfeitando o presbitério etc.

“Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa!” 

- Discurso do Papa Bento XVI aos Prelados da CNBB, em visita Ad Limina Apostolorum. 15/04/2010

Tudo o que foi dito aqui vale para as chamadas “missas afro”, “missas gaúchas”, “missa das crianças” e quaisquer outras liturgias piratas.

Fica a dica do Pe. Orlando Henriques, da Diocese de Coimbra: “Na Missa (e na liturgia em geral) não basta cumprir as rubricas (isso é ritualismo, cumprir só por cumprir não interessa muito), mas há que estar concentrado naquilo que é realmente importante: que Jesus está a tornar-Se realmente presente sobre o altar; e tudo o que nos possa distrair disso não interessa”.

12830 Sexta, 19 Maio 2017 19:07

Comentários   

+3 # helena 13-10-2016 10:59
“Haverá um concílio ecumênico no próximo século, após o qual haverá o caos na Igreja.” Profecias de São João Bosco. Predição de 1862.
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+1 # helena 30-09-2016 13:58
já falei e repito assim como a rcc e diga-se cançao nova são frutos do cvII. helena
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0 # Augusto Paiva 29-09-2016 04:01
''Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome.'' (João 2,15-17) Esse trecho do Evangelho parece até mesmo um esboço das ''missas show'' sertanejas na TV Canção Nova (que mais parecem um rodeio) e por esses Brasis afora, como inclusive, para a minha máxima tristeza, na minha cidade. O ortodoxo é aquele que não deixa nada fora do lugar, é aquele que tem para com as coisas sacras um zelo ardente. Infelizmente, a Congregação para a Doutrina da Fé faz vista grossa para esses sacrilégios ou simplesmente nada faz. A casa do Nosso Senhor tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos. Mas não foi por falta de aviso. Os sacerdotes violam a lei de Deus, profanam seu santuário, tratam indiferentemente o sagrado e o profano e não ensinam a distinguir o que é puro do que é impuro (Ez 22,26). O sacrilégio é intolerável! Jesus está no chão! ''Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem'' (Mt 7,6). Dignai-vos humilhar os inimigos da Santa Igreja. Nós Vos suplicamos, escutai-nos Senhor!
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+1 # João M. 29-09-2016 00:20
ler esse post me lembrou muito de uma pregação de Dom Henrique Soares!! eita Bispo!! Ouçam e disponibilizem para seus amigos, seminaristas, padres, é pra todo mundo ouvir!! Explicação sensacional sobre o sacerdócio! https://www.youtube.com/watch?v=FSLlVkPHUNA
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0 # Rosemary 18-09-2016 13:15
Mais uma vez parabéns Catequista pelo maravilhoso serviço de evangelização do povo católico. Como esses padres, há muitos que não só dormiram, mas faltaram nas aulas de Liturgia. A conseqüência disto são abusos de toda espécie: as missas de cura e libertação e outras mais. Como bem disse o Geraldo muitas mais parecem programas de auditório. E realmente são os padres é que tem que se conscientizar que a missa não é entretenimento e orientar as equipes de Liturgia para celebrarem de acordo o que orienta a Igreja. Tem cantores e músicos que parecem estar no "The Voice", incitam o povo a bater palmas e a dançar como um show; inventam teatros, coreografias e outras coisas. Sem falar no momento dos avisos enormes que os padres ou comentaristas fazem, aí entra campanhas inclusive política, indiretas para os membros das pastorais e etc, tirando totalmente o foco do centro da Liturgia; Homilias muito extensas...aqui na minha Paróquia vêm muitas pessoas da Paróquia vizinha reclamando que o padre de lá chega a levar quase 03 horas celebrando uma missa! Nos dias festivos piorou! E a lástima é que já reclamaram com ele e ele nem aí. Muitas vezes avisa que tem hora pra começar, mas não tem hora pra acabar...Outra coisa que é errada e que muitos cometem é comungar e sentar-se enquanto os ministros distribuem a Comunhão. Isto acontece em várias Paróquias e em dias normais quando não há muita gente. É cada coisa que só Deus pra ter misericórdia.
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+1 # Renato Melo 19-05-2017 15:06
Pe. Tula sinal que comete o mesmo erro durante trinta anos e sente orgulho? Confesso que pesquisando sobre o senhor no Youtube, percebi em todos os vídeos, que pude assistir, uma humildade do campo e muita experiência de vida. Não seria justo vir aqui e criticá-lo sem ter argumentos. Mas o senhor está errado, porque a Igreja é maior que sua vontade e ela possui a verdade.

Faz sentido o senhor usar de suas ideias para mudar a missa? É correto induzir pessoas sem conhecimento a participarem do erro? O senhor, durante trinta anos fez da Missa um show, quando na verdade, é um momento de sacrifício e oração. Jesus repartiu o Pão e Vinho de maneira tão sublime, que a Igreja, na sua intenção de preservar a verdade do Cristo, procurou manter a essência para ser seguida.

Com todo respeito Pe. Tula, mas se eu fosse convidado a assistir uma missa, onde o sacerdote não seja um sacerdote... Me levanto e vou procurar outra Igreja.
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0 # geraldo 22-09-2016 15:41
Ah Rosemary...Você lembrou dos cantores que parecem estar no "The Voice". Que tristeza minha irmã, ver a casa de Deus se transformar num palco para a exibição individualista de alguns. Na paróquia onde eu nasci, o povo em peso cantava (e para facilitar isso as músicas não eram mudadas à cada domingo, como ocorre nas paradas de sucesso do rádio). Era mesmo bonito aquilo. Havia um coral, cuja maior função (além de sustentar o canto) era fazer o povo cantar, o povo todo. Agora, a gente vê o canto "litúrgico", assumido por uma banda, um grupelho de 4 ou 5 pessoas e seus instrumentos ensurdecedores. E o excesso de músicas melosas? É óbvio que a fé nos toma por inteiro, inteligência, sentimentos e emoções. Mas ir à igreja para sentir emoções (às vezes, uma overdose emocional) não pode ser jamais um objetivo, de quem vai e de quem prepara a missa, isso seria uma produção nossa e não um encontro autêntico com Cristo. Sempre a melhor resposta está na sabedoria e na experiência da nossa multissecular tradição litúrgica. Assim como a melhor resposta para a sede, é a água pura e impoluta da fonte. Nossa liturgia é rica, bela e completa e não precisa ser reinventada, e sim descoberta e encontrada por nós, como o tesouro que é. Que pena eu senti do padre Tula que comentou mais acima. Com todo o respeito que sua condição sacerdotal merece, tudo o que ele tem feito perder é exatamente o Mistério Pascal que ele afirma preservar. É de dar pena, ver alguém cujo quintal é rico em hortaliças e frutas, correndo pressuroso para o supermercado atrás de legumes e frutas cheios de química e veneno... Cristo é alguém que encontramos (ou, melhor ainda: que nos encontrou e amou) e não alguém que se inventa, que se fabrica. Fabricar um cristo ao nosso gosto, é ser como o cachorro que vive a perseguir a própria cauda, dando voltas e mais voltas em torno de si mesmo. É uma egolatria. Buscando-se fugir de suposto tédio cai-se num tédio ainda maior. Quando nossa conversão é autêntica a valorização da liturgia da igreja, tal como ela é, em toda a sua beleza e simplicidade, aparece naturalmente. O problema todo dos chamados abusos litúrgicos, é bem mais que uma questão litúrgica: é sintoma de uma profunda falta de conversão. E falo da conversão aqui não como uma questão moral, de mudança moral (que também faz parte dela) mas como o fato de sermos surpreendidos pela novidade de Cristo, que enche a vida de sentido e alegria verdadeira. A atitude natural de quem é assim encontrado por Cristo, é uma profunda identificação com as palavras, os ritos e os modos de celebrar do povo de Deus, exatamente porque eles fazem memória do acontecimento de Cristo,que também foi e tem sido acontecimento para a pessoa convertida. Se brota essa "necessidade" de reinventar a liturgia, temos aí um triste e grave sintoma de algo mais preocupante: simplesmente não aconteceu o cristianismo naquele lugar. Se ele precisa ser fabricado, é sinal de que não foi encontrado, não ocorreu como graça e dom que se recebe e não se inventa. Todos os sacramentos ali celebrados são válidos, certamente (essa questão aparece em vários comentários aqui) por causa da válida ordenação daquele ministro por um sucessor legítimo dos apóstolos e do cuidado de Cristo por seu rebanho (é no seu povo que o Senhor pensa quando opera com poder divino nos sacramentos, mesmo que celebrados por um ministro indigno). Mas são infrutíferos (e isso é preciso ser dito) na vida de todo aquele (ministro e fiel) que os celebram/ministram ou os recebem sem as devidas disposições. Todo o poder de Cristo está ali, vivo e atuante nos sacramentos (independentemente da santidade e dignidade do celebrante), mas este poder salvador, só vai ser efetivo (na vida de quem recebe o sacramento e de quem o ministra) se a pessoa se abrir à graça do Senhor. E querer inventar o Cristo, de acordo com minhas pobres concepções, é um supremo modo de estar simplesmente fechado à graça , ao dom de Deus. É achar que minhas ideias valem mais do que Ele. E se alguém acha que isso é dar demasiado valor à igreja , lembro daquilo que foi dito pela grande Santa Joana D'arc: “Quanto a Jesus Cristo e à Igreja, parece-me que são uma só coisa, e que não há questionamento sobre isto." O encontro com Cristo é o encontro com seu corpo que é a igreja: "Saulo! Porque me persegues!" - dizia Cristo a Paulo na estrada de Damasco. E ele, São Paulo, concretamente perseguia a igreja de Deus, feita de gente de carne e osso. Por isso a palavra abuso litúrgico sempre me pareceu um eufemismo, como se quisesse dizer que tudo vai bem, mas há excessos. Para mim, tudo vai muito mal, quando o cristianismo é tido como uma coisa a ser inventada, e não como um mistério que nos encontra e surpreende.
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-1 # Pe Tula 17-09-2016 16:19
Faço há 30 anos a Missa do vaqueiro. E procura fazer a ligação da fé e a vida. A fé é a cultura. A liturgia dentro da realidade sem perder de vista o mistério pascal. Muito longo a explicação mas não me abate de forma alguma. Já fiz até um CD todo retratando está realidade. Liturgia em versos e aboios toadas dentro da liturgia. Um abraço PÉ Tula .
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+6 # A Catequista 18-09-2016 23:49
Pe. Tula, com todo o respeito que lhe devo, é preciso dizer: nunca é tarde para reconhecer o certo, para reconhecer a verdade e aderir a ela. Muito me estranha o fato de o senhor não ter refutado nenhum dos pontos que apresentamos aqui a respeito das orientações da Igreja em matéria de Liturgia. Pareceu, antes, muito mais preocupado em fazer propaganda de seu CD. Nosso texto não lhe abateu? Ótimo, nosso objetivo não era mesmo abater ninguém, mas sim trazer à luz o que a Igreja ensina. O senhor realmente nao sente nada em seu peito, a consciência não lhe acusa quando lê aquele trecho da Sacrossantum Concilium, que diz: § 3. Por isso, ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica. O senhor fala em "liturgia dentro da realidade sem perder de vista o mistério pascal". Lindo. Aí eu lhe pergunto: tocar um forró bem animado no momento em que o sacrifício de Jesus no Calvário se faz presente sobre o altar, não leva a perder de vista o mistério pascal? Padre Tula, ao cantar em ritmo de forró a sagrada fórmula da Consagração (vídeo no link abaixo, a partir dos 5 min.), o senhor está mesmo ajudando o povo a fazer memória da dolorosa Paixão de Cristo, que nos deu a salvação? Seja sincero. https://www.youtube.com/watch?v=3pXxNar-G08 Por fim, deixo o senhor com as palavras de um santo, São João Paulo II, na encíclica Ecclesia de Eucharistia: 52. De quanto fica dito, compreende-se a grande responsabilidade que têm sobretudo os sacerdotes na celebração eucarística, à qual presidem in persona Christi, assegurando um testemunho e um serviço de comunhão não só à comunidade que participa directamente na celebração, mas também à Igreja universal, sempre mencionada na Eucaristia. Temos a lamentar, infelizmente, que sobretudo a partir dos anos da reforma litúrgica pós-conciliar, por um ambíguo sentido de criatividade e adaptação, não faltaram abusos, que foram motivo de sofrimento para muitos. Uma certa reacção contra o « formalismo » levou alguns, especialmente em determinadas regiões, a considerarem não obrigatórias as « formas » escolhidas pela grande tradição litúrgica da Igreja e do seu magistério e a introduzirem inovações não autorizadas e muitas vezes completamente impróprias. Por isso, sinto o dever de fazer um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística. Constituem uma expressão concreta da autêntica eclesialidade da Eucaristia; tal é o seu sentido mais profundo. A liturgia nunca é propriedade privada de alguém, nem do celebrante, nem da comunidade onde são celebrados os santos mistérios. O apóstolo Paulo teve de dirigir palavras àsperas à comunidade de Corinto pelas falhas graves na sua celebração eucarística, que tinham dado origem a divisões (skísmata) e à formação de facções ('airéseis) (cf. 1 Cor 11, 17-34). Actualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, una e universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso mas expressivo o seu amor à Igreja. 52. De quanto fica dito, compreende-se a grande responsabilidade que têm sobretudo os sacerdotes na celebração eucarística, à qual presidem in persona Christi, assegurando um testemunho e um serviço de comunhão não só à comunidade que participa directamente na celebração, mas também à Igreja universal, sempre mencionada na Eucaristia. Temos a lamentar, infelizmente, que sobretudo a partir dos anos da reforma litúrgica pós-conciliar, por um ambíguo sentido de criatividade e adaptação, não faltaram abusos, que foram motivo de sofrimento para muitos. Uma certa reacção contra o «formalismo» levou alguns, especialmente em determinadas regiões, a considerarem não obrigatórias as «formas» escolhidas pela grande tradição litúrgica da Igreja e do seu magistério e a introduzirem inovações não autorizadas e muitas vezes completamente impróprias. Por isso, sinto o dever de fazer um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística. Constituem uma expressão concreta da autêntica eclesialidade da Eucaristia; tal é o seu sentido mais profundo. A liturgia nunca é propriedade privada de alguém, nem do celebrante, nem da comunidade onde são celebrados os santos mistérios. O apóstolo Paulo teve de dirigir palavras àsperas à comunidade de Corinto pelas falhas graves na sua celebração eucarística, que tinham dado origem a divisões (skísmata) e à formação de facções ('airéseis) (cf. 1 Cor 11, 17-34). Actualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, una e universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso mas expressivo o seu amor à Igreja.
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+2 # Samara 20-09-2016 12:48
Poxa, Pe. Tula... Por favor, considere as palavras de A Catequista. O senhor pode até ter boas intenções, mas aquilo ali, no mínimo, dificulta a introspecção e compreensão do verdadeiro sentido da Missa. No mínimo. Por favor, reconsidere.
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0 # Ewalde 17-09-2016 13:12
Muito bom o post. Seria perfeito se os Padres pudessem ler esse post. Aí seria perfeito. Aqui o padre da minha paróquia nesse quesito liturgia não tenho que reclamar, ele exigi de todos os momentos sejam perfeitamente litúrgico. E eu vejo como é lindo e perfeito. E uma das primeiras coisas que ele fez foi criar uma equipe de liturgia. E abolir as músicas protestante na hora da missa. Aqui tem missas das crianças e tudo é feito pelas crianças. mas ele o padre exigiu ensaio com a s crianças que iriam participar dos momentos da missa.
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0 # Elizabete 16-09-2016 23:40
Olá, Catequista. Gostaria de sugerir o temas de um post caso ainda não tenha sido feito: alguns padres oferecem para todos os fiéis a possibilidade da Comunhão em duas espécies. Gostaria que explicassem como a Santa Sé recomenda que os fiéis recebam Jesus Sacramentado. Obrigada
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0 # Fátima Regina da Silva Costa 16-09-2016 23:26
Por favor Me responda nao é permitido o teatro na missa das crianças na hora da homilia? Sendo que o teatro é baseado no evangelho do dia.....sou cAtequista e gostaria muito de saber, porque na minha paróquia São as crianças que fazem as leituras e ofertorio auxiliadas pelo padre e catequistas.
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0 # Padre Orlando Henriques 17-09-2016 21:19
«as celebrações de bonecos e palhaços em movimento [...] não procedem nem conduzem a Cristo crucificado e os cânticos que servem para divertir o pessoal acabam por espantar os fiéis», disse o Padre Pedro Lourenço.
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0 # Padre Orlando Henriques 17-09-2016 21:17
Não, de forma nenhuma. Recomendo a leitura destas declarações feitas há quase 2 meses em Fátima no encerramento do Encontro Nacional de Liturgia: «Celebrações com bonecos em movimento e cânticos para animar a malta têm os dias contados» http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/liturgia-celebracoes-com-bonecos-em-movimento-e-canticos-para-animar-a-malta-tem-os-dias-contados/
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0 # milton 16-09-2016 22:36
e quando celebram missa de cura e libertacao se passeia com o sant. pela igreja toda
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0 # Victor Viana 17-09-2016 20:44
Na minha paróquia, há as missas de cura e libertação, mas nossos padres não passeiam com o Santíssimo. Mas falta uma coisa: Um padre disse que não faz porque não acha adequado, e que podemos tocá-LO com os olhos da Fé. Mas ... com todo respeito a quem faz diferente! Ou seja, temos dificuldade em mostrar, explicar os erros e mostrar o que é certo. É como se ele dissesse: procure outra igreja que estará tudo bem!
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0 # Emanuel 16-09-2016 16:59
O triste : ver quanto apoio as ''missas inculturadas'' sem a permissao da Santa Se recebem do publico em geral. Isso continua a ser visto como ''descolado'' , ''legal , ''inovador''. Felizmente , ainda existem catoliocs bem-informados que sabem que , liturgica e teologiacamente falando , isso nao passa de bobagem. OK , uma bobagem perigosa-misturar Missa com culto de Umbanda nao me parece NADA inofensivo-mas ainda assim , uma bobagem sem tamanho. Recentemente,na cidade da minha avo, rolou uma bizarrice ...nao sei explicar o que exatamente erra ,eu nao fui. Mas , pelo o que me contaram ,foi uma especie de ''Missa de arromba''.O Bispo , aparentemente , nao sabia.Tambem nao sei dizer se houve consequencias ou se acabou tudo em pizza.E o pior : a maioria das pessoas que foram e me contaram ...GOSTARAM!E nao foram apenas jovens. Teve muita senhora que adorou! Brincadeira viu...
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0 # Geraldo 17-09-2016 18:20
É pena viu Emanuel, pois além do grave abuso litúrgico, investe-se assim numa comunicação totalmente artificial com as pessoas. Jesus Cristo encontra o âmago das pessoas e dos povos e só assim ele salva de fato, a gente, e faz de nós novas criaturas. Se a igreja, em algum lugar, se relaciona com as pessoas, como se elas fossem um público (de auditório) sedento de novidades e inovações, ela estabelece uma comunicação com a casca das pessoas, com a superfície, não desce ao fundo. E uma liturgia, tão vazia e oca assim, costuma ser sintoma da superficialidade de todo o resto: da evangelização, da catequese, do trabalho pastoral. Pois a liturgia deveria ser o desembocar, o ápice da vivência cristã. A igreja, a vida eclesial, vista como diversão, distração...Chamar a isso de abuso litúrgico é eufemismo. O que já foi pro brejo, nesses casos, não é apenas a liturgia, mas é o próprio cristianismo como tal. A essencialidade daquela ceia de Emaús, onde os discípulos reconheceram o Senhor no partir do pão, nos lembra da frugalidade e simplicidade que deve marcar a santa missa. Adélia Prado, a grande poeta, ecoa essa essencialidade do rito católico: "Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa, o sangue sobre as toalhas, seu lancinante grito, ninguém”. https://pt.zenit.org/articles/missa-e-como-um-poema-nao-suporta-enfeite-nenhum-diz-adelia-prado/ https://www.youtube.com/watch?v=FarDJM8p4tk Vale muitíssimo à pena, meditar sobre essas reflexões de Adélia (no texto, e sobretudo, no vídeo acima) acerca da natureza da missa.
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0 # Heyder Souza 16-09-2016 15:31
Catequista, ainda sobre liturgia, queria que vcs elucidassem algumas dúvidas, sou daqui de Belém do Pará,E, na minha arquidiocese realizou-se mês passado o XVII congresso eucaristico, e, durante esse evento aconteceram algumas missas com estilo amazônico como danças de carimbó, e até uma referência as olimpiadas durante a missa de abertura do evento, com uma apresentação de ginástica ritmica ao som de carimbó, queria saber se isso pode ser considerado abuso lit´rugico, importante isso ocorre com certa frequencia, segundo: No Cirio de nazaré, há elementos como a corda dos promesseiros gostaria o que a doutrina da igreja diz a esse respeito
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0 # A Catequista 16-09-2016 17:09
Se dançou carimbó dentro do rito da Missa, é abuso litúrgico. Missa não é lugar para particularismos regionais, nem pra folclore. Sobre a dança na missa, o Cardeal Arinze já foi bem taxativo ao rejeitar (temos vários posts aqui no blog sobre isso). Quanto à corda dos promesseiros, é uma manifestação popular religiosa autêntica. É como uma penitência.
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0 # Teca 16-09-2016 14:07
Na minha paróquia o padre pensa que está num rodeio, sempre antes de terminar a missa, nos avisos, ele convoca a assembléia toda a gritar bem alto "Segura, cristão", aquele grito do Segura peão! E faz isso umas 5 vezes ate o povo gritar bem alto e segurar o grito no Seguuuuuuuuura! Depois manda todos baterem palma, e fez isso tb durante a quaresma. O pior é que o povo adora :-(
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0 # Geraldo 17-09-2016 17:55
Caraca, moça! Será que ele não teria vocação para animador de auditório? Mas, brincadeiras à parte, o fato que você traz exemplifica bem certa tendência a fazer das missas, programas de auditório. Uma lástima. O pior é quando a isso, tentam juntar "argumentos" como: é para atrair os jovens... Atrair, infantilizar e imbecilizar. Um jovem autêntico desconfiaria logo dessa tentativa de manipulação pelo lado mais banal e vulgar da personalidade das pessoas. Se o caminho de Jesus não é por si mesmo, a melhor resposta ao coração dos jovens e precisa ser enfeitado com mil disfarces e artificialismos que o tornem mais atraente, até que ponto este é um caminho que nós mesmos estamos levando a sério? E é curioso como uma palavra tão rica como INCULTURAÇÃO, acaba sendo banalizada e deturpada. Esta é uma palavra séria e adulta. A inculturação é um processo longo que atravessa gerações e resulta em coisas belíssimas como a Liturgia Bizantina ou a Ambrosiana. Qualquer modismo boboca e passageiro que certas equipes "litúrgicas" resolvem inventar da noite pro dia, tem sido chamado de "inculturação", a torto e a direito. A inculturação não é uma coisa fabricada, artificial. Ela é fruto de um encontro profundo entre a Palavra de Deus e a alma de um povo, entre o acontecimento de Cristo e as buscas mais insistentes do coração de um povo. Os romanos tinham a adoração ao Sol Invicto, e com isso expressavam o anseio humano pela unidade e permanência do bem, da verdade e da beleza. Uma vez que esse legítimo anseio, foi plenamente respondido em Cristo, a data do seu Natal substituiu as festas pagãs do Sol Invicto. Isso é inculturação. Ela é o diálogo fecundo entre a alma profunda de uma cultura e a salvação trazida por Cristo e experimentada pelos filhos dessa cultura, que então vão buscar o melhor de seu coração e re-interpretar isso à luz da fé, da novidade de Jesus. As invencionices denunciadas pelo post e tantas outras, são sintomas exatamente da falta de inculturação, da falta deste processo que resulta de um autêntico encontro com a pessoa de Jesus, que tende a criar cultura e animar, desde dentro, a linguagem das artes e dos ritos. A grande devoção luso-brasileira ao Bom Jesus (da Lapa, de Matozinhos, de Pirapora, etc.), por exemplo, é fruto de uma autêntica inculturação. As Pastorinhas , as folias de reis e outras festas do ciclo natalino, o são também. Eu me punha a escutar as coisas cantadas pelos foliões, toda vez que eu ia para o interior do Brasil, e me pegava meditando naquelas coisas tão profundas , revestidas de tanta simplicidade. "Quando Nosso Senhor andou no Mundo...", costumavam dizer os mais velhos para contar causos como este: "Certo dia, Jesus andava com seus discípulos que carregavam enormes caibros de madeira. Mas alguns preguiçosos e cansados, cortavam pedaços desses paus, para diminuir seu peso. Eis que depois de muito caminhar, chegaram a um enorme abismo que só pôde ser atravessado facilmente por aqueles que fizeram do seu caibro uma ponte para a outra margem. Já aqueles que cortaram demais da sua madeira (da sua cruz, do seu sofrimento assumido na fé)..." A religiosidade popular está cheia de coisas assim, de traduções na linguagem do povo, dos tesouros trazidos por Cristo. Isso é inculturação, e não precisa vir tudo para dentro da missa, pois já tem os seus tempos e lugares próprios, de expressão e manifestação. Lá no Vale do Jequitinhonha (Minas) eu encontrei essa pérola: "Ô dáundê, daundê...Vamos todos louvar o Senhor Menino! Meu Senhor tem um ramo, meu senhor tem um ramo. Eu pedi a Ele, um raminho. Ele me deu raminho e meio!" É um batuquinho do presépio, cantado nas visitas aos presépios montados nas casas (tradição antiga dessa região rural), que expressa de modo estético, a generosidade da encarnação do Verbo de Deus. Você sente nesses versos, a harmonia que marca todo encontro profundo entre culturas, a síntese que brota do encontro é feliz, é harmoniosa. Não é como um borrão, uma mancha, um troço que não se encaixa. Essas bobagens e artificialismos que vemos sendo inventadas por aí afora, trazem esse efeito de uma coisa borrada, e que no fundo mostra, tanto uma enorme superficialidade na experiência da fé, como uma consciência muito frágil da própria cultura e de seus tesouros. Modismos não são a expressão genuína da cultura, não são elementos duradouros. O melhor do nosso ser, como pessoa e como povo, tende a ser assumido por Cristo, quando Ele nos encontra e acolhe. E vamos encontrar tesouros belíssimos, se incursionarmos pela cultura brasileira, que claramente mostram essa assunção do melhor do nosso coração, por Cristo.
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0 # Robson 16-09-2016 13:22
Nossa as vezes fico triste com algumas coisas que acontecem em minha comunidade a respeito da liturgia, mas muitas coisas que li aqui realmente acontecem, minha comunidade está de parabéns... É até assustador imaginar que padres, bispos o clero em si permita isso, prefiro ser chamado de leigo que estudar pra fazer merda depois, com o perdão da palavra...
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0 # Raphael 16-09-2016 13:02
Vocês são excepcionais !! #campanhaparamaisPadrePauloRicardonoClero.
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0 # Albari 16-09-2016 12:18
Quem sabe algum Bispo a exemplo de Cristo um dia tome alguma atitude mas drástica>> Jo 2,13-25>> No Templo,Jesus encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: ‘Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!’
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0 # Otávio 16-09-2016 12:15
Que tal falarmos das músicas cantadas em várias dessas missas, com simples e ridículas versões de canções da cultura sertaneja? Vamos aos exemplos: -Menino da porteira (entrada): trocando "Toda vez que eu viajava pela estrada de ouro fino..." por "Toda vez que eu venho aqui, na Igreja pra rezar, também agradeço a Deus por tudo que Ele me dá." -Luar do sertão (aclamação ao evangelho): "Não há, ó gente, ó não. Lugar como este pro sermão" -Chico mineiro (ofertório): "Fazemos a nossa viagem, até aos pés do altar. Com muita fé e amor, um pouquinho podemos lhe dar."
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0 # assis 16-09-2016 12:02
Ola gente, eu não conheço essa missa sertaneja (sou gaúcho), mas seria tipo a missa crioula (que alguns padres faziam aqui no rio grande do sul).
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0 # Rafael 16-09-2016 11:58
Ei pessoal dO Catequista! Nem preciso começar falando que vcs são ótimos, que acompanho o blog há tempos e é muito bom etc, né? hehe. Queria sugerir uma pauta sobre algo que tem me incomodado muito: a onda de padres cantores/animadores/apresentadores. O fenômeno não é novo, e não acho que seja de todo mal. Mas é que ultimamente tenho visto tantos deslizes, tantos erros cometidos deliberadamente que tenho ficado bem chateado e preocupado (e não, não sou rad-trad, tá? kkk). Pra mim quem sintetiza esse fenômeno é o padre Alessandro, que passa dos limites vááárias vezes em seu programa, fazendo piadinhas indecorosas, sendo desrespeitoso e deixando de comunicar o evangelho. Nada contra em ser engraçado, mas pelo menos pra mim, ele não transmite muito Deus não. Já é clássico, por exemplo, o vídeo dele dando um selinho numa menina (que acho q é irmã dele), por exemplo; muita gente critica também a calça apertada dele tb kkkkk. Mas não me incomodo nem por esses casos isolados, é porque meu pai assiste esses programas, e eu SEMPRE acompanho com ele; eu fico preocupado porque, de verdade, não parece um padre falando, mas um bom artista entretendo o público (e fazendo merchans, só). Ontem, por exemplo, assistindo a outro programa, na TV Aparecida, Bênção da Noite, eis que o padre Delair está lá divulgando o filme do Mazaroppi que vai passar na TV (adoro esses filmes kkk), todo vestido de jeca fazendo gracinhas, aí quando foi tirar a roupa ele simulou rapidamente um strip-tease.... Eu tento ser mais compreensível, mas tem coisas que não dá, sabe? Fico preocupado com a imagem que se constrói para pessoas que não conhecem a igreja e ficam achando que todos os padres são ou têm que ser assim, engraçadinhos, desbocados, pouco preocupados com a mensagem evangélica.... Enfim, é essa minha sugestão. Obrigado e parabéns pelo trabalho. Vcs são fantásticos!
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0 # Raphael 16-09-2016 12:54
Bom dia Rafael. Triste realidade, torço para voltar os véus e a batina, até porque os religiosos são sinais do céu na terra, eles assumem restaurar a imagem de Cristo, e para mim, os padres que se modernizam com a "ideia" de evangelizar todas as culturas não me convence, ate porque Jesus e seus ensinamentos são os mesmos desde sempre. Agrada quem agradar, " Quem quiser me seguir ..". Padre Fabio de Melo e companhia tentam ser instrumento de Deus na mídia e acabam a se tornarem mais mundanos, só olhar o que falam, homilias e palestras de auto ajuda (universal) fala para todos, e Jesus ? kkk
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0 # helena 16-09-2016 11:28
São os frutos do CVII, alguma dúvida....
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0 # João 16-09-2016 13:08
Aponte um documento do CVII que permite tais abusos. Vc já leu o Missal Romano e a Sacrossantum Concilium? O problema é a rebelião de padres e bispos contra Roma. Eles simplesmente ignoram as instruções pra celebrar a Missa. Mesmo que o missal ainda fosse o antigo, você acha que, "milagrosamente", os padres passariam a obedecê-lo? Não viaja.
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0 # Alex Hoffmann 16-09-2016 19:53
Minha gente, tudo isto tem um nome de onde veio, chama-se: Encontro de Puebla e Medelin. Foi nestes dois encontros dos bispos latinoamericanos que a coisa pindocou para nós da América Latina. Não falo do resto do mundo porque não vivo em outro lugar senão num pedacinho deste continente. Contudo, foi a partir destes dois encontros que tudo mudou, a teologia da libertação ganhou enorme força e entrou até mesmo no meio do Pai Nosso, bíblias tdl foram feitas, a missa teve uma reviravolta enorme, inclusive as comunidades sofreram com um negócio chamado iconoclastia (alguém já houviu falar dela? Pois é, ela mais uma vez deu as caras), o ecumenismo tomou a forma de exaltar o que os protestantes fazem e deixar de falar as verdades eternas, as CEBs foram inventadas e não foi para outra coisa senão suplementar a visão marxista dentro da Igreja, a catequese teve um declínio imensurável e os livros de catequese deixaram de falar de Jesus Cristo Homem e Deus para falar de um Jesus Cristo "paz e amor, um cara maneiro". E por fim, a desordem e a irrelevância tomaram conta de tal forma que muita gente está em debandada para as igrejas ditas evangélicas (protestantes), e tudo o que é da Igreja de Cristo é "obsoleto e não chama mais a atenção". Mas por que? Porque o sagrado foi sendo deixado de lado e o profano exaltado. Até que chegamos ao momento onde o próprio sacrário onde o Santíssimo está foi posto para o lado e em seu lugar uma mesa fria e um fundo liso sem vida, sem cor, sem graça. A dita missa sertaneja, ou no nosso caso, missa gaúcha, é só mais um passo para coisas piores que ainda irão acontecer.
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0 # Fernanda Gomes Alves 16-09-2016 11:25
Aqui na minha paróquia todo ano o padre realiza a Festa do Carro de Boi. Tem celebração eucarística, shows e tudo mais, mas tudo é feito na rua. No ano passado eu fui para a missa de abertura e fiquei assustada ao ver uma cabeça de boi em baixo do altar. Falei com algumas pessoas responsáveis pela liturgia para tirarem o objeto, mas fui ignorada. A Santa Missa foi toda presidida com a cabeça de boi aos pés do altar, fora as outras coisas que chegaram no ofertório. O pior de tudo é que depois da missa teve um show e na hora do show a cabeça de boi foi tirada, ou seja, esse objeto fazia parte dos "enfeites" para a missa.
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0 # Manoel Deusdedit 16-09-2016 11:21
Continuo; A Santa Missa é sacrifício. Incruento, mas é sacrifício!
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0 # marcos 16-09-2016 10:42
"A motosserra, a máquina de veneno e a espingarda simbolizaram os instrumentos e as práticas que necessitam ser combatidas e substituídas por politicas agrícolas que fortaleça a produção orgânica e de base ecológica." O que mais me irrita é que, alem de cagar a liturgia, ainda vem de "brinde" a "melancia" ideológica comuno-ambientalista, verde por fora, vermelha por dentro...
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0 # Gabriel Godoi 16-09-2016 09:12
Na minha paróquia as vezes acontece uma "Missa em ritmo sertanejo", o padre não usa nada de chapéu ou coisa assim. A unica coisa que muda é que todas as musicas são tocadas em ritmo sertanejo. Existe algum problema nesse tipo de missa?
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0 # João 16-09-2016 13:05
Nossa, eu achava que tinha problema! Aqui também a Missa "sertaneja" só é diferente na música e no local (realizada na praça). Bom saber. Aqui na paróquia temos a tal "missa das crianças". A intenção é boa, mas é triste porque, além de ser abuso liturgico (padre e bispo não têm poder de bolar uma missa infantil), colocam as crianças para fazer as leituras. Aí que não entendemos nada. E o pior de tudo, como disseram nos comentários, é não ter a quem reclamar. Toda a hierarquia da Igreja faz vista grossa às denúncias de abusos liturgicos.
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0 # A Catequista 16-09-2016 12:15
Nenhum problema. Desde que as músicas sertanejas tocadas sejam adequadas ao rito divino.
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0 # Gabriel Godoi 16-09-2016 12:39
Muito obrigado pela Resposta! Só mais uma coisinha... O pessoal lá costuma fazer um teatro na "Missa das crianças" assim que o padre termina a homilia... Eu acho que é uma falta de respeito com a missa porque além de só reafirmar de maneira tosca o que o padre acabou de elucidar ainda leva as pessoas a ficar batendo palma quando acaba... é muita rabugentisse minha ou realmente isso tá errado?
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0 # Sidnei 16-09-2016 09:01
O que mais me entristece nisto tudo, é: padres que não estão nem aí para que o Papa diga; bispos que fazem vistas grossas e o povo que concorda com esta palhaçada toda. Se eu for a uma missa é ver estes abusos, DEUS que me perdoe, eu saio daquela missa, e volto em outra que não há este circo.
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