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Segunda, 24 Julho 2017 06:00

Homossexuais no seminário: alguma coisa está fora da ordem

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Gente, será que estão distribuindo bolsas Louis Vuitton e cosméticos M.A.C de graça nos seminários? Pô, sacanagem, ninguém me avisou!... Só isso pode explicar a grande afluência de rapazes afeminados aos institutos de formação de sacerdotes.

O babado tá tão forte que a Igreja precisou elaborar uma instrução com orientações específicas a este respeito (veja aqui). O documento, publicado em 2005 por Bento XVI, estabelece que o reitor e os demais diretores espirituais dos seminários têm o dever de:

  • avaliar cuidadosamente se o seminarista apresenta tendências homossexuais;
  • cuidar para que os seminaristas homossexuais não permaneçam de modo algum dentro dos seminários.

A instrução especifica ainda a responsabilidade do diretor espiritual, que eventualmente pode receber a confissão de um candidato ao sacerdócio de que pratica a homossexualidade ou de que apresenta fortes tendências homossexuais. Nesse caso, o confessor está vinculado pelo segredo, mas tem a obrigação de dissuadir o seminarista de prosseguir para a Ordenação.

Essa orientação foi reafirmada durante o papado de Francisco. A Congregação para o Clero publicou em dezembro de 2016 um documento chamado "O dom da vocação presbiteral", que apresenta diretrizes gerais para a formação sacerdotal. A norma que proíbe a permanência de candidatos homossexuais no seminário está no capítulo VIII/ponto C desse documento (veja aqui).

Qualquer profissão tem os seus pré-requisitos; há, naturalmente, uma definição básica de características físicas, mentais e comportamentais para que o indivíduo seja aceito, cumpra bem as suas funções e obtenha sucesso. Na Igreja, não é diferente: para ser padre, é preciso ter algumas qualidades, entre elas, ser bem resolvido com sua sexualidade.

Tem muito católico que diz: "Tudo bem o padre ser gay, contanto que seja casto". Mas não é isso que a Igreja ensina. Em 1986, o então Cardeal Ratzinger escreveu um documento aos bispos de toda a Igreja, aprovado por São João Paulo II, dizendo:

"...é necessário precisar que a particular inclinação da pessoa homossexual, embora não seja em si mesma um pecado, constitui, no entanto, uma tendência, mais ou menos acentuada, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por este motivo, a própria inclinação deve ser considerada como objetivamente desordenada." (clique aqui para ver o documento na íntegra, no site do Vaticano).

Imagine essa situação hipotética e maluca: um jovem hétero que tem a vocação para ser padre, e deseja sinceramente ser casto. Só que, em dado momento de sua formação sacerdotal, o reitor do seminário o envia para passar uma temporada em um convento feminino, convivendo alguns anos com jovens moças candidatas à vida monástica. Alguém acha que isso pode dar certo? Pois é nessa mesma situação que se encontram os seminaristas que sentem atração por pessoas do mesmo sexo! Eles inclusive, muitas vezes, compartilham o quarto com um colega seminarista. Ainda que deseje ser casto, não é tentação demais não, gente?

No seu livro-entrevista Luz do Mundo, lançado em 2010, Bento XVI afirmou claramente que "a homossexualidade não é conciliável com a vocação sacerdotal". Segundo ele, não se pode correr o risco de "fazer do celibato uma espécie de pretexto para fazer entrar no sacerdócio pessoas que não podem se casar". Porém a condescendência de muitos diretores espirituais e reitores de seminários - que insistem em permanecer surdos às orientações da Igreja - tem gerado grandes males e constrangimentos. Ou ninguém aí reparou que os comediantes multiplicam as piadas que associam padres e cultura gay?

Sem meias palavras, Bento XVI expôs a sua preocupação em relação a isso:

"A seleção de candidatos ao sacerdócio deve, então, permanecer muito atenta. É preciso o maior cuidado para evitar uma confusão deste tipo fazendo com que o celibato dos padres seja, por assim dizer, assimilado à tendência à homossexualidade." (livro Luz do Mundo)

O sacerdote é o representante de Cristo. Considerando essa imensa responsabilidade, a Igreja entende que “o candidato ao ministério ordenado deve atingir a maturidade afetiva”. Ainda que esteja sinceramente comprometido com a vida celibatária, a inclinação desordenada do homossexual o coloca em condição desfavorável para assumir o sacerdócio. Os homossexuais devem ser acolhidos pela Igreja “com respeito e delicadeza”, mas admiti-los nos seminários e ordens religiosas é uma temeridade.

Tenho uma dica pra acabar de vez com esse problema. Não é muito original, mas certamente é eficaz: manda o seminarista pruma sala com bola espelhada e põe It’s raining men na agulha. Se o cara jogar as mãozinhas pro alto e apertar os olhinhos, já sabe...

19518 Terça, 25 Julho 2017 15:51

Comentários   

0 # Anônimo 08-11-2017 08:50
Hum... Tem um padre que é bem influente nas redes sociais que se enquadra no perfil de "uma bichona louca" (desmunheca tanto e tem a voz e a entonação quase de moça...sofre ataques por essa condição dele...). Porém, ele é um dos mais sérios e inteligentes evangelizadores e luta inclusive contra toda essa cultura gay e contra a ideologia de gênero. Fico pensando que se essas recomendações fossem levada ao pé da letra, teríamos perdido um grande pastor para a messe do Senhor...
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0 # Thiago 02-10-2017 21:03
Eu penso que isso é muito velho na igreja e é uma grande vergonha. Não podemos generalizar mas há uns que são nítidos, tá na cara mas alguns bispos fazem cara de paisagem para não ver o que está acontecendo. Depois o problema permanece e ele sai, renuncia e deixa o problema para o povo. Isso quando não transfere o padre e ele continua fazendo coisas erradas.

Eu conheço bispos, padres e seminaristas que fazem parte "desta máfia" e o povo, coitado, e sujeito explorados do capricho de pessoas inescrupulosas.

A Minha alegria é a fala de Santa Terezinha do Menino Jesus. O INFERNO ESTÁ CALÇADO DE COROINHAS DE PADRES. ISSO DEMONSTRA QUE DEUS É JUSTO E NÃO MANIPULADO. E ESSES PADRES VÃO PAGAR POIS DEUS É JUSTO.
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-1 # Evandro 20-08-2017 12:36
Precisamos admitir: o problema existe! E é grave! Esta subcultura gay presente nos seminários tem impactado negativamente a maneira como o laicato vê o sacerdócio, sem falar do efeito nefasto sobre as vocações surgidas em rapazes heterossexuais que pensarão duas vezes antes de ingressar em uma instituição que está marcada pelo signo da cultura gay.

Está havendo um "êxodo heterossexual do sacerdócio". E isto é resultado de algo sistemático, planejado, por uma rede de gays infiltrados na Igreja que sequestraram o verdadeiro sacerdócio católico e querem tão somente implantar a invenção de um sacerdócio não celibatário, infiel à Igreja, gay.

Isto é denunciado por Michael S. Rose no excelente livro ADEUS, HOMENS DE DEUS - Como corromperam a Igreja Católica nos EUA. A leitura do livro nos fará constatar a gravidade do problema, que é evidente, também assola a Igreja no Brasil.
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0 # dúvida 27-07-2017 18:20
Pretendo ingressar no seminário da minha diocese,eu relutei em aceitar minha vocação porque já tive experiências homossexuais na adolescência e sabia que a igreja não aceita que homossexuais entre no seminário.

Na verdade eu pensava que qualquer experiência no passado já invalidava o ingresso do candidato, e eu tinha medo de ofender a Deus.

Porém como as experiências ficaram no passado e vendo que sinceramente dentro de mim não há qualquer resquício de atração, e que eu gosto se mulheres não há ai nenhum impedimento correto?

Quero sua opinião catequista!!
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0 # Heitor 31-07-2017 11:26
Há uma diferença entre tendência homossexual que é imanente à pessoa e a tendência homossexual que se manifestou num dado período, por "N" motivos. Estes últimos podem se candidatar ao sacerdócio, como é dito na seguinte Instrução: "Diversamente, no caso de se tratar de tendências homossexuais que sejam apenas expressão de um problema transitório como, por exemplo, o de uma adolescência ainda não completa, elas devem ser claramente superadas, pelo menos três anos antes da Ordenação diaconal". http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccatheduc/documents/rc_con_ccatheduc_doc_20051104_istruzione_po.html
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+3 # A Catequista 27-07-2017 19:15
Me parece que, no seu caso, não haveria nenhum impedimento. Pelo visto, você não possui tendências homossexuais profundamente arraigadas.
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0 # João Lucas 26-07-2017 21:31
O Catequista hoje começa a FLIP! Eles estão usando a Igreja T-T :'((((
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0 # Nádia Bispo Teles 26-07-2017 16:43
Que matéria esclarecedora. Obrigada pela ética e fidelidade ao conteúdo.
Deus abençoe!
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+5 # Anônimo 25-07-2017 18:58
+ Para o irmão que se sente um monstro, discordando do que disse um comentário, não, você não é. E tem gente preparada e capacitada pra te acolher dentro da Igreja.

O apostolado Courage (Coragem, em inglês) é reconhecido pela Santa Sé e tem um grupo de apoio efetivo e acolhedor, que fez e faz total diferença na minha vida. Eles nos ajudam a lidar com essas dores, limites, mas também a vermos a nossa beleza e o nosso lugar dentro da Igreja, sendo santos!

Mais informações você encontra no http://www.couragebrasil.com/p/fale-conosco.html.

Aliás, pessoal do blog, fica a sugestão de sempre que o assunto homossexualidade for falado aqui, vocês colocarem o endereço do Courage. Por que senão ~outros grupos~ o farão, com todo o direito.
Abraços (fraternos, de boa mesmo) de quem não queria fazer textão mas não podia não se posicionar. :)
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+5 # Anônimo 25-07-2017 18:57
+ Já ouvimos a vida TODA que somos viados, bichinhas e outros adjetivos que marcam e ferem MUITO mais do que vocês possam imaginar. Aí, ao buscar ajuda, nos deparamos com piadas que reforçam essas ideias. Não é mimimi, de boa mesmo - tentem se colocar no lugar desse leitor que se acha um monstro por ser quem é.

Eu sei que vocês não são preconceituosos, mas aquela falta de acolhimento tão bem abordada no outro post começa exatamente com "brincadeiras" desse tipo - na família, na escola, no grupo de jovens, e não queria acrescentar "em blogs católicos" nessa lista.

Mesmo assim, muito obrigado por esse post. Para o irmão que se sente um monstro, discordando do que disse um comentário, não, você não é. E tem gente preparada e capacitada pra te acolher dentro da Igreja.
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+9 # A Catequista 25-07-2017 19:49
Entendo que sua observação não é mimimi. Realmente devemos evitar esses adjetivos! Veja, que tivemos o cuidado de não usar esses nomes pejorativos no texto, como bicha etc. Tem gente que é um bosta, e se acha no direito de depreciar um homossexual chamando-o por esses nomes.

Sobre as piadas, tivemos a forte intenção de mostrar o clima REAL que toma conta de muitos seminários brasileiros. É ridículo, mas é assim mesmo.

Os homossexuais, praticantes ou castos, merecem todo o respeito. Mas homossexual cheio de afetações que não está disposto a viver uma vida penitente e abnegada, e usa o seminário somente como ponte para uma carreira interessante, esse não só merece, como deve ser ridicularizado.

Conheci pessoalmente o caso de um seminarista - era afeminado, só não via quem não queria - que explorou uma senhora viúva da paróquia onde ele trabalhava. Ela pagou viagem para ele para a Europa, comprou paramentos caríssimos para ele, pagava uma mensalidade para ele todo mês, comprava roupas... Nas vésperas de ser ordenado diácono, ele saiu do armário e disse a ela que nunca quis ser padre, que ia largar o seminário, que tinha um namorado e que só entrou no seminário para obter uma formação gratuita. A senhorinha ficou tão triste que, meses depois, morreu.

A situação está preta. E minha única arma é a oração e o humor.
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+5 # Anônimo 25-07-2017 18:56
+ Ao mesmo tempo, nesses encontros vocacionais, Deus foi generoso e me mostrou que eu poderia ser um ótimo leigo. Aliás, como eu não posso constituir família, ele me mostrou que espera que eu não seja um leigo qualquer, mas um "leigão", dedicado mesmo.

Com toda essa situação, aprendi que esses casos são sérios, mas são tratados com IRRESPONSABILIDADE por setores da Igreja, que, ou não leem essas instruções, ou ignoram-na. Isso precisa ser falado, precisa ser mostrado, e parabenizo O Catequista por, mais uma vez, descortinar esse ponto tão encoberto mas tão naturalizado também, infelizmente.

Eu amo esse blog e vou defendê-lo, mas só peço um pouco de caridade com as piadas. Entendo que é o estilo de vocês (e é o meu também), mas se a zoeira never ends, tem horas que ela pode, sim, dar uma pausada: quando, como nessa situação, vemos sofrimento de pessoas que se veem estigmatizadas.
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0 # Ana Cássia 02-08-2017 01:53
Irmão, obrigada pelo testemunho. Um relato como esse é muito importante para o debate sobre o tema (e as ponderações sobre a zoeira tb).
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+4 # Anônimo 25-07-2017 18:55
Quero dar meu testemunho.
Tenho atração pelo mesmo sexo, mas, sentindo-me chamado a ser "algo mais" na igreja, fui fazer o caminho vocacional para ver se o sacerdócio seria minha praia, pois era o que fazia meu coração bater mais forte.

Desde o começo, levei essa caminhada MUITO a sério, dedicando tempo, oração e muito estudo. Fui a retiros vocacionais promovidos pela Diocese. Esse ponto nunca foi abordado. Quando eu disse a meu diretor espiritual que achava estranho ter esse tipo de atração (pelo sacerdócio e pelo mesmo sexo), ele não se opôs, me recomendando a fazer uma terapia/regressão para que eu entendesse minhas feridas afetivas.

Sei de casos em que reitor de seminário também não via problemas nisso, desde que o postulante levasse vida casta. Foi quando eu li esses extensos documentos da Igreja citados no post que eu entendi a gravidade do problema. E vi que não, não era possível continuar.
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+3 # Anonimo seminarista 25-07-2017 18:10
Parte 4:
Há graves denúncias de casos sexuais envolvendo seminaristas e padres que vão muito além das simples fofocas maldosas. Qualquer seminarista convive com isso diariamente, é só não vê se for muito ingênuo ou alienado. Há supostos casos que envolvam até chantagens de ambas as partes. E nos colocamos nesse cenário: somos avaliados e perseguidos pelos mesmos que mantêm a aparência diante do povo mas que nos acusam de sermos "intolerantes", "alienados", "hipócritas", "moralistas"...

Acho muito difícil um padre se arriscar a falar publicamente sobre isso, mas não sei até quando todo esse cenário vai se sustentar "debaixo dos panos".
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0 # Anonimo seminarista 25-07-2017 20:20
Parte 5:
Um ponto a ser levado em consideração é que o tempo de seminário é provisório na vida de um padre. Portanto, essa experiência de vivência próxima de outros irmãos do mesmo sexo é temporária, ao menos pros diocesanos.

E como eu particularmente sinto mais tranquilidade em viver minha castidade fora do que dentro do seminário, visto que escolho frequentar ambientes seculares é conviver com pessoas que me ajudem a ser castro, me afastando das que me atrapalham.
Por isso, por mais dolorosa que possa ser a luta pela castidade dentro do seminário, penso que Deus pode me ajudar a vencê-la, porque um dia terei mais "liberdade", como padre diocesano, para me afastar das ocasiões de pecado. Pelo menos essa era a minha experiência quando não estava sob a rotina do seminário.

Por isso coloco outro questionamento: como pensar a formação dessas pessoas para além da mera expulsão? Afinal alguém poderia só se "esconder" se o problema fosse simplesmente esse.
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0 # Anonimo seminarista 25-07-2017 18:05
Parte 3:
Espero, de coração, que eu esteja dentro dessas exceções, mas conto com as orações de vocês para que nem o discernimento da Igreja nem a minha consciência tomem decisões que se desviem da vontade de Deus.

Mas diante dos graves e profundos problemas de corrupção sexual que atingem nossos seminaristas e o nosso clero, gostaria de levantar algumas questões que precisam urgentemente serem discutidas (em textos no blog, num podcast, programa de rádio, hangouts ou outros meios): qual o papel dos padres formadores e bispos em serem coniventes com isso?
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0 # Anonimo seminarista 25-07-2017 18:04
Parte 2:
Mas entendo a posição do blog, visto que, melhor do que ninguém, eu sei quão difícil é manter a castidade convivendo tão próximo a outros homens, em especial em ambientes tão sexualizados como se tornaram os seminários. Isso é conhecido de todo o meio clerical.

Ainda bem que o blog publicou um comentário com a ressalva de que é possível excepcionalmente que uma pessoa com tendências homossexuais seja um bom sacerdote, a depender do discernimento de um bom formador (sugiro inclusive que essa ressalva seja acrescentada ao texto da matéria, pois está muito taxativo).
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0 # geraldo 31-07-2017 03:14
O teor do post não pode ser a excepcionalidade de uma eventual vocação sacerdotal autêntica em um irmão que sofre a atração pelo mesmo sexo. Justamente por causa da tendência quase epidêmica da procura dos seminários por esses nossos irmãos, com resultados desastrosos na vida das paróquias é que a ênfase do post está mais que justificada.

Um homem que carrega essa cruz afetiva jamais deveria se sentir como que com certo "direito" ao ministério sacerdotal. Mas com certeza, ele pode revelar dimensões da misericórdia divina que só a sua experiência pessoal consegue tocar de perto.

P.mim, um exemplo forte disso é este celibatário francês que compreende com grande lucidez a posição da igreja frente à essa questão e pode nos ajudar muito a entender a mensagem da igreja e, a lidar com os irmãos que fazem essa dolorida experiência: https://pt.zenit.org/articles/philippe-arino-o-nosso-maior-inimigo-e-a-heterossexualidade-a-igreja-catolica-nunca-a-defendeu/
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0 # geraldo 31-07-2017 03:03
É importante lembrar que a posição defendida no post não é "a posição do blog", mas muito claramente a exata posição da igreja em todos os seus documentos e diretrizes.

Um sinal muito positivo e sintomático da autenticidade cristã das dioceses e paróquias é o surgimento de vocações sacerdotais que signifiquem uma autêntica renúncia masculina e paterna ao matrimônio, por causa de uma paternidade muito mais profunda e ampla que é aquela de Cristo exercida pelo padre. Isto é : o cara tem que ser MUITO HOMEM, muito virilmente PATERNAL para ser padre, como JESUS através de quem se pode ver o PAI CELESTE. Os padres que mais me ajudaram na vida foram verdadeiros e corajosos PAIS.
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+1 # Anonimo seminarista 25-07-2017 18:03
Dividi meu comentário em partes porque está grande:

Parte 1:
Me interessei pela matéria porque me enquadro no perfil de um seminarista com tais tendências. Confesso que fiquei triste com a conclusão radical de que essas pessoas estariam absolutamente incapacitadas de exercer bem o ministério sacerdotal. Afinal, há anos venho lutando, sem cair em pecados contra a castidade, nem mesmo dentro do seminário, e a graça de Deus tem me sustentado. Isso só confirma a autenticidade do meu chamado vocacional, que cada vez mais sinto que veio do próprio Deus.
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+6 # Pequetita 25-07-2017 17:35
A matéria é claríssima quanto ao cerne da questão: o verdadeiro ESCÂNDALO para a Igreja que são os seminaristas e os presbíteros homossexuais que estão mais preocupados em vestir jeans colado que em fazer valer a batina, a casula e os votos. Quem não conhece em sua diocese algum prelado implicado em comportamentos antinaturais?! Sem falar do "lobby gay" no Vaticano, reconhecido até pelo papa...
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+1 # anônimo 25-07-2017 16:35
"À luz de tal ensinamento, este Dicastério, de acordo com a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, considera necessário afirmar claramente que a Igreja, embora respeitando profundamente as pessoas em questão, [9] não pode admitir ao Seminário e às Ordens sacras aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay."

eu aconselho a elaboração de uma avaliação não pessoal, mas que observe realmente todos os pontos do documento pois há diferença entre tendencia enraizada e tendencia não enraizada.

o problema esta relacionado com a pratica, o ato, e o vício.

leiam TODO o documento, a explicação está tendenciosa.

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccatheduc/documents/rc_con_ccatheduc_doc_20051104_istruzione_po.html
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+8 # Vânia 25-07-2017 15:35
Meu filho foi fazer um encontro vocacional. Eram 10 candidatos, ele me falou que só tinha ele e mais dois que eram normais. Os outros eram gay. Nunca mais ele voltou lah .
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+15 # A Catequista 25-07-2017 14:32
Algumas pessoas estão reclamando das piadas da matéria. Em primeiro lugar, sempre usamos uma linguagem muito informal e bem-humorada. Levem isso em conta! Em segundo lugar, a brincadeira com os cosméticos M.A.C vem de um FATO REAL. Uma amiga minha vende cosméticos da Natura. Foi grande a minha surpresa quando ela me revelou que a sua maior clientela são os seminaristas de determinada diocese brasileira (não vou dizer qual é). Perguntei quais eram os produtos mais pedidos pelos seminaristas, imaginando que fosse desodorante (ninguém precisa ficar com cecê né) ou coisa assim. Mas não: o que eles mais pedem é um monte de frescuragem! Creme para as mãos, creme para as pernas, creme com elementos especiais da Amazônia... São esses frescos que abriram mão de ter esposa e filhos para dar a vida pelas ovelhas? São esses que vão cuidar dos pobres? Aham...
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+5 # RODRIGO 25-07-2017 17:20
Poxa... a linguagem é a melhor parte da materia kkkkkkkkkk. Eu ia justamente escrever isso quando dei de cara com esse comentario.
Achei meio irônico-elegante, sem ser rude ou vulgar kkkkkkkkkkk
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+3 # Gislaine 25-07-2017 15:46
Eu gosto muito da linguagem que vcs usam. São formas de abordar assuntos muito importantes de uma maneira atrativa, sobretudo, porque acredito que essa forma de linguagem atrai a leitura de pessoas que muitas vezes se esquivam desses tipos de textos, por acharem chatos e tediosos.

Isso deu à vcs notoriedade no Vaticano. E a seriedade com os conteúdos e conhecimento de vcs o levaram, nada mais, a terem acesso no jornalismo de lá. Isso é pra poucos.

Parabéns!! Os acompanho sempre. Sou catequistas e os textos de vcs me ajudam muitíssimo na minha missão.
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0 # Fabricio 25-07-2017 13:38
Olá, gostaria de entender um ponto:

''Se um candidato pratica a homossexualidade ou apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas, o seu diretor espiritual, bem como o seu confessor, têm o dever, em consciência, de o dissuadir de prosseguir para a Ordenação.''

Isto não quer dizer que seja qualquer pessoa que tenha alguma tendência ou teve chegando a prática e agora busca sinceramente se converter, negando como pode a homossexualidade, quer?
Pois o texto frisa de quem PRATICA e de quem tem tendencias PROFUNDAMENTE RADICADAS
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+2 # A Catequista 25-07-2017 14:16
Fabricio, o texto não diz quem pratica E quem tem tendências; mas sim quem pratica OU quem tem tendências. Ou seja, a pessoa pode até não praticar atos homossexuais, mas se tem tendências profundamente radicadas, já se enquadra no perfil de candidato que deve ser desencorajado a deixar o seminário.
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+1 # Geraldo 25-07-2017 12:33
Vocações consagradas lúcidas brotam da autenticidade cristã das igrejas. Onde o Cristo é levado a sério como dom de Deus e não invenção ideológica da nossa pretensão, ali tende a brotar o martírio, a vocação contemplativa e mística e o celibato,três sinais e frutos sobrenaturais típicos da presença e acolhida do Deus conosco.

Mas é preciso pensar (e agir) sobre o mundo como um LAR e na sociedade humana como FAMÍLIA. E, portanto, priorizar a família como célula, celeiro, comunidade, onde o feminino e o masculino se complementam harmoniosamente.

A atual imposição vertical da atomização/fragmentação/subserviência do sujeito frente ao poder estatal (cada vez mais mundial) e meta-econômico tem, na atração pelo mesmo sexo (e no desejo sexual em geral) apenas mais um de seus meios de manipulação.
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+2 # Anônimo 25-07-2017 07:50
"Pois é nessa mesma situação que se encontram os seminaristas que sentem atração por pessoas do mesmo sexo! Eles inclusive, muitas vezes, compartilham o quarto com um colega seminarista. Ainda que deseje ser casto, não é tentação demais não, gente?"

Já é uma situação vivida a vida toda por um homossexual, nas mais diferentes situações. Caso fosse assim, jamais poderiam dormir com pessoas do mesmo sexo no mesmo quarto, jamais poderiam utilizar banheiro público e ter amizades de pessoas do mesmo sexo, pois tudo é situação de pecado. É algo a se enfrentar e procurar saber viver a vida com todas essas adversidades. Somos chamados à castidade, vivida a partir das graças atuais que Deus nos concede.

Sinto dúvidas em relação à conclusão sobre o assunto, pois não vejo sentido no impedimento ao sacerdócio se o homem não mostrar sinais de feminilidade e conseguir controlar seus impulsos a partir de uma vida de oração, jejum e penitência.

Perdão o comentário extenso.
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+7 # A Catequista 25-07-2017 14:22
A sua observação é boa. Porém o que se observa no cotidiano dos seminários é algo muito desanimador. Há muitos casos de seminaristas que iniciaram um namoro dentro do seminário. Essas instituições estão virando um verdadeiro armário para os gays que não querem se assumir publicamente. E o armário já está explodindo, de tão cheio.

Creio que é possível que um homem que sente atração pelo mesmo sexo possa ser um bom sacerdote - se não for afeminado, melhor ainda. Mas aí é um caso de exceção, que pode ser liberado a critério de um reitor sábio e prudente. A regra geral, porém, nunca deve ser perdida de vista. Essa regra não nasceu de preconceito e ideologia, mas de muitas experiências infelizes e mal-sucedidas com candidatos e sacerdotes homossexuais.
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+1 # Anônimo 25-07-2017 07:48
A Igreja sempre diz que o pecado está no ato homossexual, não na orientação em si, mas sinto que falha no momento de acolher as pessoas com esta tendência. Na prática nos sentimos sozinhos e, muitas vezes, zombados.

Sempre vejo a ação de denunciar como pecado o ato homossexual, incluindo termos como aberração, mas sempre para nisso. Particularmente, sempre me sinto mal após ler algum artigo do tipo, porque me sinto uma aberração, ou algo do tipo, e raramente vejo algo em tom de acolhimento, ajudando a viver uma vida católica com a minha condição.

Mas voltando ao assunto central, sobre o artigo, no parágrafo em que diz:
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0 # A Catequista 25-07-2017 14:24
Sim, a pastoral da Igreja é muito falha nesse sentido. Já publicamos um post sobre isso:

http://ocatequista.com.br/index.php/atitude-catolica/item/17239-o-que-voce-tem-feito-para-levar-o-evangelho-aos-gays
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+1 # Anônimo 25-07-2017 07:47
Sempre vejo pessoas do meio cristão, incluindo do meu movimento, dizendo coisas do tipo: "Nunca meu filho vai ser homossexual, pois vou educá-lo bem", sempre colocando as palavras em tom de rejeição. Mas a não é algo tão simples, caso contrário eu não seria homossexual. Além disso, muitas vezes mascaram um certo preconceito alegando estar em concordância com Deus.

É muito complicada essa situação, viver uma vida deste modo, e muitas vezes sinto raiva de Deus por isso. Fico me perguntando por que fui nascer assim, minha vida seria 1000x mais fácil se eu fosse normal, devido às lutas que tenho.
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+4 # Anônimo 25-07-2017 07:46
Infelizmente tenho tendências homossexuais, não por escolha, pois jamais escolheria isso, mas sou assim, e acabo a escondendo por vergonha. Tenho um comportamento viril por influência das amizades que tenho, ninguém sabe da minha situação nem nunca dei pista, nunca me relacionei com homens e há alguns anos vivo a castidade.

Sempre fico triste lendo qualquer assunto relacionado à homossexualidade em sites católicos. Por mais que eu saiba que tenho uma orientação sexual desordenada, acabo me sentindo um monstro por dentro, que caso algum dia descobrissem minha orientação, eu seria rejeitado por todos... pais, família, amigos, movimento, pessoal da própria Igreja... como seu eu fosse algo abominável. Isso é o maior medo da minha vida.

Sempre vinculam a imagem de um homossexual a algo totalmente afeminado e promíscuo, ou a algo de tom totalmente pecaminoso, mas não é nem de perto a situação vivida por mim e imagino que por tantos outros que sofrem do mesmo problema.
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0 # Anonimo 25-07-2017 14:13
Meu caro, não é vergonha. Tanto ser homossexual, quanto ter ou não atitudes afeminadas. Não se sinta um monstro, Deus te quis assim por um propósito. Não ponha na cabeça a ideia de que você não presta ou de que você é uma abominação, pois não é. Deus te convida a viver a santidade assim como todos os outros, héteros ou homossexuais. Busque alguém para conversar sobre isso, leia o que o catecismo diz e busque discernimento com Deus, numa capela, diante do Santíssimo. Sua vida pode ser um belo testemunho futuro e ajudar jovens que se encontram na mesma situação que você!

Fique com Deus, Maria interceda sempre pela sua vida. Não se sinta mal, não é vergonha!
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0 # Henrique 25-07-2017 14:06
Será que esta condição não é uma oportunidade de santificação? Cada um tem os seus desafios, eu tenho outro desafio em relação à sexualidade, mas viver buscando a castidade diante desse desafio é um caminho que pode me fazer bem.

Por conta da política e de outros motivos, é um assunto muito delicado e entendo que seja bem difícil conviver na igreja com isso. Mas há já pessoas na Igreja que se preparam para lidar com essa situação e podem te ajudar. Se eu também tivesse essas tendências, com certeza buscaria saber mais do Ministério Courage. É um ministério que ajuda homossexuais a buscarem a santidade. Talvez antes de enfrentar o mundo com isso, seja bom buscar ajuda lá.

Eu, por exemplo busco também a ajuda nos meus problemas com o Fortify, mas não há aqui no Brasil alguém que me ajude. O Courage está presente no Brasil, vale a pena dar uma busca.
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+2 # Eduardo 25-07-2017 13:30
Achei totalmente desnecessárias as piadinhas da matéria, por mais que concorde com o que Papa Bento XVI e a Igreja falam sobre o assunto no seminário. O que você precisa compreender é: DEUS TE AMA MUITO, MUITO MESMO.

Busque a Deus, confie nele e como qualquer outro pecado, ferir a castidade ou a sexualidade é um pecado como todos os outros dos 10 mandamentos, lute e conte sempre com a graça de Deus para vencê-lo. Deus se abre em misericórdia para os que o buscam e o Espírito sustenta, verdadeiramente, quem se abandona em Deus.

Você não é melhor ou pior que nenhum outro católico, para Deus você é: O FILHO MUITO AMADO, O FILHO ÚNICO. Tome posse disto.
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+2 # Anônimo 25-07-2017 07:42
Infelizmente tenho tendências homossexuais, não por escolha, pois jamais escolheria isso, mas sou assim, e acabo a escondendo por vergonha. Tenho um comportamento viril por influência das amizades que tenho, ninguém sabe da minha situação nem nunca dei pista, nunca me relacionei com homens e há alguns anos vivo a castidade.

Sempre fico triste lendo qualquer assunto relacionado à homossexualidade em sites católicos. Por mais que eu saiba que tenho uma orientação sexual desordenada, acabo me sentindo um monstro por dentro, que caso algum dia descobrissem minha orientação, eu seria rejeitado por todos... pais, família, amigos, movimento, pessoal da própria Igreja... como seu eu fosse algo abominável. Isso é o maior medo da minha vida.

Sempre vinculam a imagem de um homossexual a algo totalmente afeminado e promíscuo, mas não é nem de perto a situação vivida por mim e imagino que por tantos outros que sofrem do mesmo problema.
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+4 # anonimo 25-07-2017 14:24
Amigo, tbm sofro o mesmo que vc. Mas a verdade é que somos monstros sim! Não temos nada do que nos orgulhar. Deus que é mto bom e nos ama gratuitamente. Nada fizemos para merecer este amor, ao contrário, mereceríamos o abandono por nossas más inclinações.

A castidade não é nossa coroa... é a única via de santificação para nós. Clamemos a misericórdia de Deus, pq por nós mesmos, somos capazes somente de monstruosidades e pensamentos imorais. Se fazemos algo bom na vida, é pq Deus inspirou algo bom em nós... tudo vem dEle.

Pode parecer "pesado" que um padre não possa ter inclinações homossexuais... mas como é bom confessar-se e saber que o sacerdote que me escuta não vai dizer "escolha um parceiro e vá ser feliz".
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-2 # Anónimo 25-07-2017 14:18
Leia o livro A Batalha pela normalidade sexual. Ele explica baseados em diversas pesquisas o que é a homossexualidade e mostra um tipo de terapia q pode reverter ou amenizar a homossexualidade.
A matéria deste site ficou mais ou menos mesmo.
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