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Terça, 03 Junho 2014 01:45

Católicos e ortodoxos: cada um na sua, mas com alguma coisa em comum

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Na recente visita do nosso Papitcho à Terra Santa, um dos momentos mais marcantes foi o seu encontro com Bartolomeu, o Patriarca de Constantinopla, líder das Igrejas Ortodoxas orientais. Muita gente ficou boiando e não entendeu a importância do momento: o senhor de barba na foto aí em cima é nada mais, nada menos do que... o sucessor do Apóstolo André!

Se você não entende o que são as Igrejas Ortodoxas e qual a sua relação com a Igreja Católica Romana, este post é pra você!

O QUE É A IGREJA ORTODOXA?

Antes de tudo, vamos lembrar que, conforme ensinam a Bíblia e a Tradição dos padres primitivos, Jesus fundou a Sua Igreja sobre Pedro; ele é representante visível do Cristo invisível, o Deus que é a verdadeira Pedra angular da Igreja. Os demais apóstolos, por sua vez, foram instituídos como COLUNAS da Igreja, ou seja, aqueles que sustentam a Sagrada Tradição e a fé dos cristãos. Cada Apóstolo fundou uma igreja particular (também chamada de diocese), que era parte integrante da Igreja Católica, ou seja, da igreja universal.

Então, a Igreja Católica é um conjunto de igrejas particulares (dioceses) que estão em plena comunhão com Pedro. Exemplos de dioceses e de igrejas particulares católicas: a Arquidiocese de Olinda, a Arquidiocese de Nova York, a Arquidiocese de Tóquio, a Igreja Católica Copta, a Igreja Maronita de Antioquia, a Igreja Grego-Católica Melquita... e milhares de outras igrejas particulares pelo mundo!

Por sua vez, a Igreja Ortodoxa é o conjunto de igrejas orientais particulares que se desligou do corpo da Igreja Católica, ao rejeitar formalmente a primazia de Pedro, isto é, a autoridade máxima do bispo de Roma. Apesar desse Grande Cisma, que aconteceu no século XI, os patriarcas ortodoxos são legítimos sucessores dos Apóstolos. Portanto, os sacramentos concedidos pela Igreja Ortodoxa são todos válidos. O mesmo não ocorre com as igrejas evangélicas, pois nenhuma delas possui sucessão apostólica.

Pra ficar mais claro, propomos um rápido joguinho: trace os caminhos abaixo e descubra quais deles levam aos doze Apóstolos de Cristo!

labirinto

COMO OCORREU O GRANDE CISMA?

Nos tempos do whatsapp, é difícil imaginar como era a vida nos séculos IV e V, quando uma carta poderia demorar até um ano para chegar ao seu destino. A distância, a precariedade dos meios de comunicação e as diferenças culturais impediam que Roma pudesse intervir de modo mais efetivo nas igrejas do Oriente. Os cinco patriarcas, que eram os mais importantes bispos da Igreja, viviam quase que isoladamente.

Essa grande autonomia, com o tempo, acabou por fazer o poder subir à cabeça dos patriarcas orientais, que começaram a achar que já não tinham razões para se submeter ao sucessor de Pedro. Agravaram-se os desacordos em questões pastorais, doutrinárias e políticas. O bispo de Roma também vacilou, pois não soube lidar sabiamente com a pendenga; enviou a Constantinopla seus representantes , o chamado “legado papal”, que pelo visto eram uns sujeitos muito pouco diplomáticos. O líder do legado simplesmente excomungou o patriarca de Constantinopla; este, por sua vez, devolveu a "gentileza" e excomungou o legado e o Papa.

grande_cismaA partir de então, a comunhão entre as igrejas particulares do Oriente e a Igreja de Roma, que já vinha sendo abalada ao longo dos séculos, foi completamente aniquilada. E assim se deu o Grande Cisma: em 1054, os patriarcas orientais cismáticos deixaram de ser membros da única Igreja fundada por Cristo. Ambos os lados tiveram culpa nessa triste separação.

Graças a Deus, em 1965, o Papa Paulo VI e o Patriarca de Constantinopla anularam as bulas de excomunhão entre eles. Desde então, católicos e cristãos ortodoxos estão em comunhão parcial.

POR QUE O NOME "ORTODOXA"?

O termo “ortodoxia” significa fidelidade à verdadeira Tradição e à verdadeira doutrina. Então, ao se separarem de Roma, os cismáticos orientais se declararam “ortodoxos”, ou seja, aqueles que professam a doutrina correta. Com isso, queriam indicar que a Igreja Católica era heterodoxa, ou seja, seguia uma doutrina errada.

Esse é o mesmo estratagema usado pelos protestantes, que passaram se declarar “evangélicos”; com isso, querem indicar que os católicos não são seguidores do Evangelho, ou seja, não são evangélicos. Não são uma gracinha?

Bem, mas não vamos fazer picuinha por causa de nomenclaturas. Por amor ao diálogo entre os irmãos que amam a Cristo e por uma questão de protocolo, os católicos concordam em chamar os cristãos cismáticos do oriente de “ortodoxos”, e os protestantes de “evangélicos”. Fazemos essa concessão, ainda que saibamos que somente a Igreja Católica é realmente ortodoxa, e é também a única integralmente evangélica.

EM QUE A IGREJA ORTODOXA SE DIFERE DA CATÓLICA?

batismo_imersao

Os cristãos ortodoxos negam o dogma da infalibilidade papal e, em relação à Santíssima Trindade, creem que o Espírito Santo procede apenas de Pai, e não do Pai e do Deus Filho, como creem os católicos romanos.

Nos templos ortodoxos, não há estátuas de santos, somente aos ícones (pinturas).

Homens casados podem ser ordenados padres ortodoxos, porém, aqueles ordenados como padres celibatários não poderão mais se casar. Os bispos devem ser necessariamente celibatários; assim, são escolhidos entre os monges (vejam bem: mesmo eles reconhecem que a plenitude do sacerdócio só deve ser conferida aos celibatários!).

Os sacramentos na Igreja Ortodoxa são sete, e sua organização eclesiástica é quase igual à da Igreja Católica. Por isso, em situações extremas, os católicos podem receber os sacramentos na Igreja Ortodoxa. Essas situações extremas podem ser a falta de uma Igreja Católica na região onde o fiel está morando ou perigo morte iminente.

Enquanto na maioria dos templos católicos do Ocidente segue-se o rito latino, o rito na Igreja Ortodoxa é Bizantino, também chamado de rito grego. Algumas católicas orientais também seguem esse rito.

O batismo ortodoxo é por imersão, ou seja, é preciso afundar o corpo da pessoa completamente na água. Na comunhão eucarística ortodoxa, os fiéis sempre recebem o Pão e o Vinho, enquanto que, na Igreja Católica, recebem as duas espécies somente algumas ocasiões especiais.

POR QUE DEVE-SE AFIRMAR A PRIMAZIA DE PEDRO?

chaves_pedro

Negar o primado de Pedro é negar um dos aspectos mais importantes da Tradição cristã. Por mais de mil anos, todas as igrejas particulares seguiam as diretrizes de Roma, e mesmo as comunidades mais autônomas reconheciam ao menos formalmente a primazia petrina.

A primeira sede da Igreja foi em Jerusalém, depois Antioquia e, por fim, Roma, que foi o último local onde Pedro atuou como bispo. A necessidade de fidelidade de todos os cristãos à Roma está historicamente provada em diversos textos dos padres primitivos. Destacamos aqui um deles, um escrito de Santo Ireneu de Lyon, que viveu entre o ano 130 e 202:

“Mas visto que seria coisa bastante longa elencar (…) as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo (…)

“Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua origem mais excelente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos.”

- Ireneu de Lyon, em Adv. Haer. Fonte: Veritatis Splendor

A esperança do restabelecimento da comunhão plena entre católicos e ortodoxos se fortalece cada vez mais. Os inimigos da cristandade estão altivos e violentos, e mais do que nunca a unidade dos cristãos é uma necessidade. Oremos para que o abraço de Pedro e André seja, em breve, a expressão de completa união, como nos tempos da igreja primitiva!

*****

Quem quiser saber mais sobre o tema, leia este artigo do Dr. Rafael Vitola Brodbeck: "A Igreja Ortodoxa não possui as notas da Verdadeira Igreja".

6894 Terça, 19 Setembro 2017 20:02

Comentários   

+1 # Jorge 11-10-2017 17:08
Prezado Catequista, estou com uma dúvida que não entendo das doutrinas, é possível uma pessoa que tenha se casado no regime Ortodoxo Grego (fora da igreja, porém com efeito religioso), após divorciado, se casar na igreja católica romana?

Se não, li sobre anulação do efeito religioso na ortodoxa por adultério. Isso existe mesmo? Como uma pessoa que descobre a fé católica pode contrair matrimônio tendo casado na ortodoxa?
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0 # Misael 25-09-2017 00:13
Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
Filhinhos, guardem-se dos ídolos.
1 João 5:20,21

1 João 5:20,21
Isaías 42:8
Êxodo 20:4,5
2 Coríntios 6:16,17
1 Coríntios 10:14

Jesus está voltando!
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0 # Sidnei 26-09-2017 00:40
Continuação

1)-“Eu lhes dei a glória que me deste” (Jo 17,22)
2)-“Deus concede graça e glória“ (Salmo 84,11) ou (Salmo 83,12);
3)-“O que… Deus preparou para nossa glória“ (1 Cor 2,7);
4)-“Os que chamou, também os justificou, e os que justificou, também os glorificou“ (Rm 8,30);
5)- “Vi outro Anjo descendo do céu, tinha um grande poder e a terra ficou iluminada com a sua glória” (Ap 18,1);
6)-“Glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem” (Rm 2,10).
7)- Apoc. 2,26-28: "Àquele que vencer e fizer a minha vontade até o fim darei autoridade sobre as nações. Ele as governará com cetro de ferro e as despedaçará como a um vaso de barro. Eu lhe darei a mesma autoridade que recebi de meu Pai. Também lhe darei a estrela da manhã...”
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+1 # Sidnei 26-09-2017 00:39
E ademais, com relação a Ex. 20,4-5, faça um esforço consigo mesmo e tente responder, tal proibição de de confeccionar imagens foi relativa ou absoluta?.

Com relação a Is. 42,8, aprenda uma coisa, DEUS não concede sua glória divina mesmo, pois nenhuma criatura suportaria, mas, concede a glória que cada pessoa merecerá nos céus, este DEUS concede com toda certeza:

Continua
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0 # Sidnei 26-09-2017 00:37
Misael, se citastes estas passagens para nos chamar de idolatras, então diga na cara e não vem citanto passagens bíblicas fora do contexto.
Se é para fugir dos ídolos, então fuja da sua ignorância e tente entender a fé católica antes de vir vomitar sempre as mesmas acusações vindas de tudo que é protestante metido a besta e que haja que entende mais de Igreja Católica que os próprio católicos.
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-1 # Milene 15-09-2017 13:30
O batizado dessa igreja vale na católica apostólica romana?
E o procedimento é o mesmo ?
Li sobre o batismo da igreja ortodoxa e diz que mergulha a cabeça da criança na água. Procede isso?
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0 # A Catequista 19-09-2017 19:55
Vale, sim. O procedimento é o mesmo. Sim, eles fazem batismo por imersão, mergulham a cabeça da criança na água. Isso também é feito nas igrejas católicas orientais. Ou seja, esse rito também pode acontecer na Igreja Católica.
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+2 # fernando frascari 04-01-2017 13:55
Só esqueceu de falar que a Igreja Ortodoxa é controlada pelo governo russo, leia-se KGB. Se lerem o livro do Olavo de carvalho, verá que o Putin quer usar a igreja Ortodoxa para se contrapor ao Ocidente e CONTRA A IGREJA CATÓLICA. Antes quem dominava a Igreja Ortodoxa era o Czar. Não entendo como uma igreja que negou a autoridade papal, é comandada pelo Estado laico russo pode salvar.
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0 # A Catequista 04-01-2017 15:01
Na verdade, há uma multiplicidade de igrejas ortodoxas. Há muitas igrejas ortodoxas que nada têm a ver com o governo russo, como a Igreja ortodoxa copta.
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+1 # Raquel Ferraz 06-12-2016 19:19
Se o batismo da ortoxa e válido porque se eu for ortoxa não posso batizar um catolico?
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+1 # A Catequista 07-12-2016 11:42
Raquel, porque os sacramentos oferecidos pela Igreja Ortodoxa são válidos, mas ilícitos, porque eles não estão em comunhão plena com Roma. Assim, um católico só deve buscar os sacramentos em uma Igreja Ortodoxa em caso de não ter possibilidade de receber os sacramentos em uma Igreja Católica.
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+2 # Natália 09-12-2016 10:09
Mas existem sacramentos específicos que podem ser buscados? E em quais casos pode-se recorrer ao sacramento da Ortodoxa? Não seria "algo errado"?
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+1 # João Adamastor 31-08-2016 15:13
Cristão Ortodoxo podem ser padrinhos de batismo na Romana?
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-2 # A Catequista 31-08-2016 15:15
Não.
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+1 # Ricardo 22-08-2016 01:43
Os seguidores de Lutero piram!
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0 # vi 21-07-2016 23:16
querida pagina, eu que sou catolica romana posso frequentar igreja ortodoxa?
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0 # A Catequista 22-07-2016 12:51
Vi, respondemos essa pergunta no vídeo abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=hPhKgUq0q4M&list=PLjbVqdx3xYcwtmglb7dEu5R950l-8Pt5u&index=1
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0 # silmara 05-06-2016 10:45
bom dia, me pergunto se é valido os sacramentos,batismo,matrimonio prq tem diversidades?
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0 # andre rebouças de alencar 23-05-2016 15:04
MAS POR QUE HOUVE ESTE ROMPIMENTO ?
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0 # A Catequista 24-05-2016 13:06
Sobre o Grande Cisma do Oriente, já publicamos um post: http://ocatequista.com.br/archives/1328
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0 # Marcia 17-05-2016 15:44
Sou católica e me divorciei a 10 anos e vivo maritalmente com meu esposo a 09 anos, na igreja católica eu posso comungar? Na igreja ortodoxia pode?
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0 # Suellen Brandao 17-04-2016 16:41
Entao, quem se batizar na Igreja Ortodoxa vale como se tivesse se batizado na Igreja Catolica Apostolica Romana?
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+1 # A Catequista 18-04-2016 14:26
Sim, vale.
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0 # Lucas 10-04-2016 18:13
é possível a alguém que seja ortodoxo toda a vida chegar á salvação?
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0 # A Catequista 11-04-2016 16:39
Se Deus julgar que ele não se tornou católico sem culpa, ou seja, por ignorância invencível, e que seguiu retamente sua consciência durante a vida... Sim, é possível. Fora da Igreja Católica não há salvação - isso é dogma. Mas não poderão ser culpados de pecado de rejeição à Igreja aqueles que estão impossibilitados de aderir a ela.
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0 # Natália 12-04-2016 10:45
Neste caso, se eu passei a vida inteira chamando alguém pra ir à Igreja, ela nunca foi e chegou a hora dela, ela não será salva?
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0 # A Catequista 12-04-2016 14:12
Só Deus sabe se essa pessoa será salva ou não. A Igreja não recebeu de Deus a tarefa de determinar o julgamento final de ninguém. A Igreja só pode julgar as ações das pessoas: se estão agindo conforme a vontade de Deus ou não. Se alguém não faz a vontade de Deus, obviamente, está correndo grande risco de ser condenada. Então, o máximo que podemos dizer é que alguém que se recusa a ouvir a Igreja está em grande risco de ir para o inferno. Mas não podemos ter essa certeza de seu destino final, porque o julgamento de cada alma só cabe ao próprio Jesus. Só Ele conhece os corações, só Ele sabe os agravantes e atenuantes de cada pecado.
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0 # Natália 12-04-2016 18:23
Obrigada pelo retorno :D
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0 # wagner 08-04-2016 18:23
Só Jesus Salva e não Igreja alguma!!! Eu vivo em caso extremo sou Ortodoxo e por falta de uma Igreja Ortodoxa perto de minha casa, existe em meu município, mais não perto, frequento a Igreja Romana que apesar de alguns encalços se mantém fiel aos sete sacramentos, a Bíblia completa e a sucessão apostólica! Mais como bom Ortodoxo não participo de procissões de Imagens nestes dias especiais, vou diretamente para onde vai ser celebrado a Missa.Paz de Cristo!!!!
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0 # José Divaldo Martins 17-03-2017 16:50
Wagner, sou católico, mas gostaria de adquirir uma bíblia ortodoxa, como faço?
Quantos livros há no Antigo Testamento?
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0 # A Catequista 09-04-2016 22:05
Jesus salva, e salva por meio da Sua Igreja, a Igreja que Ele fundou sobre Pedro. Essa verdade está evidente nas Escrituras e nos escritos dos Padres Apostólicos, e a autoridade suprema de Pedro também está. Se Igreja não salvasse, Jesus não teria fundado uma, visível e hierárquica. A Paz de Cristo!
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0 # Blásio Donato Hillebrand 15-02-2016 15:08
"Um ortodoxo que sabendo que Cristo fundou uma só Igreja e a entregou ao pastoreio de Pedro e seus sucessores, não pode encontrar a salvação a não ser que se converta e volte ao seio da Igreja". - Que "baita heresia" esta afirmação ultrapassada quanto à doutrina da Igreja Católica para os tempos modernos. Deus quer a salvação de TODOS e não exclui ninguém de outras igrejas. (Sou católico praticante e religioso!)
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0 # Renato melo 04-01-2017 14:49
Como disse São Pio X... "O Modernismo é a síntese de todas a Heresias". Não é porque as pessoas querem modernidade ou agem dentro da Igreja com pensamentos modernistas que Cristo seja mutável. Deus quer a salvação de todos, mas dentro da sua imutabilidade. Se Deus quer a salvação de todos, devemos fazer a vontade dele, como fizeram os Santos e Mártires. Seria uma injustiça morrerem pela verdade de um Deus que amanhã é outro. É triste morrerem por um Deus que muda suas leis e estatutos para agradar ao povo. Deus agrada ao povo com a vida, mas o povo deve agradar a Deus aplicando seus estatutos deixados pela tradição e escrituras. A doutrina da Igreja não ensina Modernismo, mas pessoas dentro dela ensinam. Se quer modernidade na doutrina da Igreja... Está enganando a si mesmo e levando outros a acreditarem que isso é o certo! Lutero sentou e disse: "Vamos mudar isso!" Mudou e hoje podemos ver o resultado. Não confunda nosso direito de evangelizar para que todos se salvem, com "salvação para todos" por meio de Heresias e Religiões Falsas.
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0 # Jotacê 16-02-2016 12:06
"Sou católico praticante e religioso!" É mesmo? Pois é por CULPA de religiosos como VOCÊ que a Igreja Católica Apostólica Romana se encontra nessa situação de caos, destroçada, recheada de desrespeitos litúrgicos e de aberrações doutrinais inventadas por modernosos sem noção alguma de Tradição, que na base do "achismo" querem impor uma reforma disfarçada.
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0 # A Catequista 15-02-2016 15:47
Blásio, é dogma que "fora da Igreja não há salvação". Só pra lembrar, dogma é um artigo de fé infalível e definitivo. Mas você está dizendo que esse dogma está ultrapassado, e que a Igreja mudou essa doutrina. Bem, se estamos errados mesmo, você pode nos provar isso, com base Catecismo ou em outros documentos da Igreja? Obrigada!
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0 # Paty 29-05-2016 15:49
Eu tenho uma duvida ... A gente vê muitos protestantes "do bem " , que têm dons do Espírito Santo , que fazem cura e libertação , que são realmente abençoados .... Eles vão pro inferno ? Sou católica , mas não consigo entender isso ....Eles podem ser melhores que muitos católicos hipocritas que vemos por ai .... Mas se não já salvação fora da igreja , eles estão condenados do inferno ?
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0 # Cassiano 04-01-2017 23:55
Nem todo aquele que me diz : senhor , senhor , entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai, que estás nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome,e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres.E no entanto , eu lhes direi : Nunca vos conheci.Retirai-vos de mim , operários maus!
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0 # A Catequista 29-05-2016 16:30
Paty, há pessoas que não pertencem visivelmente ao Corpo da Igreja, mas fazem parte da alma invisível da Igreja. A grosso modo, podemos dizer que são católicas e não sabem. Já explicamos isso neste post: No Céu só haverá católicos? http://ocatequista.com.br/archives/9479
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0 # Perola Britto 13-02-2016 21:59
Gosto muito de ler esses assuntos sobre religião.Obrigada
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0 # Angelita Martins 07-02-2016 19:32
como um adulto faz para se crismar na igreja ortodoxa? Desde já agradeço Angelita
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0 # A Catequista 09-02-2016 16:56
Não sei.
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0 # Lucas 19-01-2016 02:15
Olá Catequista! Seria pecado, ao menos, visitar uma Igreja Ortodoxa? Tenho plena consciência de minha Fé Católica e estou em comunhão com o Papa. E gosto muito dos costumes orientais, principalmente do rito bizantino. Porém costumo sempre buscar as Igrejas Católicas orientais(as que estão em comunhão com roma). Porém, há uma Igreja Ortodoxa que tenho conhecido pela internet e gostaria de visitá-la pessoalmente. Seria pecado?
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-1 # A Catequista 23-01-2016 15:16
Lucas, é preciso muita prudência. Até onde sei, não é pecado você simplesmente VISITAR uma Igreja Ortodoxa, sem necessariamente assistir a alguma cerimônia. Mas quanto a participar do rito, vejamos o que diz o Padre Del Greco, um dos mais respeitados teólogos da Igreja Católica... Segundo Del Greco, a visita de culto de uma comunidade não-católica pode ser tolerada por razão de conveniência civil ou de cortesia, e por causa grave, estar presente a funerais, ou casamentos e solenidades semelhantes, tanto que seja remoto o perigo de perversão ou de escândalo.(cân. 1258- 2). ATENÇÃO: Del Greco salienta que não se pode orar, cantar em coro, etc. Afinal, a Igreja Ortodoxa é cismática e seus ritos são ilícitos - ainda que os sacramentos sejam válidos. Deve-se participar de modo passivo, não ativo. A única justificativa para participar ativa e devotamente de um rito ortodoxo é se você, por algum motivo, está impossibilitado de ter acesso a uma igreja católica. Segundo Rafael Vitola Brodback, "Os moralistas católicos são unânimes em dizer que a frequência a cultos não-católicos só pode ser feita em casos muito isolados e de real necessidade". Saiba mais: http://www.tradicaoemfococomroma.com/2013/06/participacao-de-culto-protestante.html
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0 # Padre Orlando Henriques 23-01-2016 22:52
E, além disso, também é preciso cuidado com outra coisa: é que há ortodoxos e ortodoxos... Estamos a falar de coisas que às vezes são muitos duvidosas, num universo à parte e muito diferente do católico. Às vezes há coisas tão estranhas que eu até me pergunto se alguns grupos chamados ortodoxos terão sucessão apostólica (não estou seguro disto, é apenas uma dúvida que eu tenho). Principalmente quando se juntam fenómenos como o da "Santa da Ladeira". Conheçam essa "pérola" aqui: https://www.publico.pt/sociedade/noticia/morreu-a-santa-da-ladeira-do-pinheiro-1161123 Só por curiosidade, isso fica perto do Entroncamento, uma terra que, em Portugal, é conhecida como "a terra dos fenómenos". :)
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0 # Agostinho de Almeida 14-01-2016 20:47
Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Sou Agente de Pastoral do Batismo,gostaria de resolver esta dúvida que existe na nossa Pastoral e consequentemente, na nossa Paróquia: -Pode ser padrinho de criança na Igreja Católica quem é Batizado na Igreja Ortodoxa? Tendo em vista que o Padrinho é responsável pelo crescimento Espiritual da criança.
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0 # Maria Cecilia 10-01-2016 19:04
E muito bom existir pessoas para nos esclarecer.É confortante é produtivo pois temos que conhecer, aprofundar, pois criamos raízes e nos fortalecemos pois "So amamos aquilo que conhecemos".
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0 # Ana Paula 23-11-2015 14:14
Boa tarde!! Os casamento/primeira eucaristia e crisma na igreja ortodoxa são validos nas demais igrejas catolicas???
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0 # Adieli 12-11-2015 20:10
Queria saber se o batismo da igreja ortodoxa e válido para a igreja católica romana? Quando for casar o certificado de batismo é aceito na igreja católica?
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0 # A Catequista 12-11-2015 20:52
Sim, o batismo realizado na Igreja Ortodoxa é realizado de forma válida, sendo reconhecido pela Igreja Católica.
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-1 # Fernanda Lemos 22-10-2015 19:52
Os Protestantes adoram jogar na cara dos católicos romanos que a igreja ortodoxa é a verdadeira igreja. A igreja romana é atacada de todos os lados,pois eles pensam que a igreja romana foi fundada por Constantino. Creio que essa divisão veio de satanás para que a igreja romana fosse atacada mais ainda.
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0 # Aline 22-10-2015 20:31
Ora, mas se a Igreja Ortodoxa é a verdadeira Igreja, por que é então que eles não estão nela?... É cada uma... Como dizia uma tia minha: cada um fala o que quer, a gente é que tem que selecionar o que os ouvidos captam... Senão morre louco...
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0 # Patrick 22-10-2015 21:09
Falei exatamente isso pra um protestante esses dias: "Se a Ortodoxa é a primitiva e verdadeira Igreja, por que você não está nela?" Resultado: Fim do diálogo! Rsrsrs
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0 # Ana 23-09-2015 15:06
Tenho uma dúvida referente aos sacramentos, o batismo da Igreja ortodoxa é válido para a igreja católica romana?
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0 # A Catequista 23-09-2015 15:40
Sim, é válido.
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0 # Rui anselmo 02-09-2015 21:21
A igreja catolica independente de ritos que sao varios tem tudo para se tornar numa unica se isto acontecesse seriamos uma rocha ... no entanto estamos virando simplesmente um torraozinho.... Tenhamos paz e uniao
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0 # Florindo Del Pietrelcina 26-08-2015 17:57
Seja louvado o nome de nosso senhor Jesus Cristo! Venho por este meio dizer que sou muito grato pelo saite O Catequista pelos estupendos e emblemáticos ensinamentos que nos tem dado desde a criação do saite... no que a cabam de frigar queria que me esclarecem melhor sobre a fundação da igreja ortodoxa, porque uns dizem que foi o apostolo paulo e eu aqui constatei que foi o irmão de são pedro o apostolo a André! Quem é o verdadeiro fundador da igreja ortodoxa e onde foi fundada a mesma?
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0 # A Catequista 26-08-2015 18:36
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Nenhum apóstolo fundou a Igreja Ortodoxa, porque tal igreja surgiu de um cisma. É óbvio que nenhum Apóstolo fundaria uma igreja que não estivesse em total comunhão com a Igreja Católica. O que acontece é que a maioria das igrejas ortodoxas reconhecem o Patriarca Ecumênico de Constantinopla como o seu "líder" - primeiro entre os iguais, ou primus inter paris. E o patriarcado de Constantinopla foi fundado por Santo André. Assim, o patriarca de Constantinopla, ainda que seja cismático, e sucessor legítimo de André.
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+1 # Rui anselmo 21-08-2015 09:55
Porque nao vivamos em uniao seria tao gratificante somos todos filhos de Deus independente de sermos catolicos ortodoxo romanos
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0 # victor 23-07-2015 22:11
o patriarca de antioquia é também sucessor de São Pedro?
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0 # A Catequista 23-07-2015 23:08
Sim, mas não herdou a primazia de Pedro. Isto porque a última cátedra ocupada por Pedro foi em Roma. Pedro partiu de Antioquia, e deixou outro bispo em seu lugar. Sendo assim, somente os bispos de Roma, onde Pedro morreu, são herdeiros das "chaves" de Pedro.
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0 # victor 27-07-2015 19:11
obrigado
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0 # Jorge antônio neves 10-05-2015 15:35
um protestante mim disse que a Igreja ortodoxa é a verdadeira igreja de cristo por ser mais antiga do que a Romana e por ser fundada na Antioquia, também disse que suas traduções são mais confiáveis ,isso é verdade ?
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+1 # A Catequista 11-05-2015 13:33
Jorge, as igrejas que hoje são chamadas de ortodoxas eram perfeitamente católicas até por volta do ano mil (quando, só então, passaram a se auto-denominar "ortodoxas"). Só então, promoveram o cisma e se separaram de Roma. Esse seu amigo protestante está confundindo igrejas do Oriente com igreja ortodoxa. Coitado, tá mais perdido que cego em tiroteio. Ademais, ele está ignorando o fato histórico de que os cristãos primitivos consideravam que a Igreja de Roma presidia todas as demais igrejas, não Antioquia. Sobre isso, leia: A Igreja primitiva já era chamada de “Católica”. Durmam com essa! http://ocatequista.com.br/archives/10535
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0 # Adriano 26-04-2015 17:31
Em que pesem as distorções e algumas inconsistências históricas tendenciosas, o texto é bonzinho e ajuda ao leigo - sem muita intenção de saber a fundo como ocorreu o cisma - a dar primeiro passo.
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0 # Artes Literárias 25-04-2015 17:01
Os Ortodoxos possuem em suas Bíblias livros que não possuímos e alegam que estavam na Septuaginta: I Esdras (alegam que os conhecidos Esdras e Neemias sejam apenas o II Esdras), III Macabeus, IV Macabeus, Salmo (151), Salmos de Salomão, Odes & a Oração de Manassés. Por que eles possuem estes livros em suas Bíblias e nós, católicos não?
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0 # Mary 05-01-2015 09:53
Gostaria de saber se uma pessoa que foi casada pela igreja Copta pode se casar novamente na igreja católica
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0 # Timicela Nhassengo 10-12-2014 17:36
E ai Galera do Catequista. Mais uma vez eu estou aqui. Voces podem fazer um tema sobre a relacao entre a igreja ortodoxa, catolica romana e Anglicana Eu axo que essas 3 tem uma semelhanca com "pequenissimas" diferencas como exemplo o casamento dos sacerdotes e as celebracoes eucaristicas por ai. Podem me marcar na publicacao meu Facebook: Timicela Nhassengo
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0 # Marcos Santos 01-12-2014 13:55
Sem dúvidas a melhor forma de combater tais problemas decorrentes é a uniao dos cristãos.#soufelizporsercatolico
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0 # Felipe Góes 04-11-2014 19:29
Primeiramente, é necessário frisar que o termo "Igreja Ortodoxa" é falso. Existem "igrejas ortodoxas", pois uma é independente da outra, estas denominações cismáticas são regidas pelo regime de autocefalia, ou seja, se auto governam, através de um dito "Santo Sínodo", e uma denominação ortodoxa não pode interferir nos assuntos internos da outra. Atualmente existem 15 igrejas ortodoxas independentes umas das outras pelo mundo e algumas dependentes de uma destas quinze, sem contar as que são não canônicas que eles denominam desta forma por não serem reconhecidas sua autocefalia neste pseudo clube cismático. O patriarca de Constantinopla é primus inter pares, primeiro dentre iguais, ou seja, é apenas o cismático ortodoxo mais velho, mas é tão cismático como os outros 14. Quanto a questão do ecumenismo, é importante lembrar o sofrimento que os nossos irmãos católicos de rito bizantino na Ucrânia – onde as Igrejas Católica Grega Ucraniana e a Igreja Católica Rutena foram incorporadas à força na Igreja Ortodoxa Russa pelo regime comunista soviético – Eslováquia – onde a Igreja Católica Grega Eslovaca foi incorporada na Igreja Ortodoxa Tchecoslovaca da época – e na Romênia – onde a Igreja Católica Grega Romena foi incorporada na Igreja Ortodoxa Romena – passaram. Milhares de fiéis foram perseguidos e mortos, padres e bispos foram perseguidos, presos, torturados, exilados e mortos pelos regimes comunistas, que manipulavam as denominações ortodoxas nativas como suas MARIONETES e através delas fizeram os católicos bizantinos destas nações sofrerem muito, e por mais de 40 anos nestes três países viveram em clandestinidade, na mais cruel perseguição, pois as Igrejas Católicas bizantinas nativas foram colocadas como foras da lei. Em outros países como a Bulgária, Albânia, Polônia e antiga Iugoslávia, os católicos bizantinos não foram incorporados as ortodoxias fantoches, mas foram da mesma forma perseguidos.
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0 # Eri Johnson Vasconcelos 15-10-2014 12:58
Olá, gostei muito do post, mas gostaria de saber com relação a comunhão dos santos. Eles também acreditam?
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0 # Nelson 12-09-2014 23:38
Catequista, me mata uma duvida: Sou católico romano e fui convidado pra participar de uma Celebração Eucarística na Igreja Maronita (que está em plena comunhão com Roma). Posso participar comungando? Pq já li em algum lugar que a Santa Sé não permite isso. E AGORA?
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0 # A Catequista 13-09-2014 20:39
Nelson, sim, um católico romano pode comungar normalmente em qualquer igreja de rito oriental que esteja em plena comunhão com Roma.
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0 # César Henrique Martins 05-09-2014 14:27
Errata. Prezada catequista, se puder corrigir, o Papa Inocêncio III (e não IV) fez reformas morais na igreja no século XII, bem depois do Grande Cisma. Por fim, o termo "subordinação" não era conhecido no tempo da união Oriente-Ocidente. O próprio Papa Bento XVI, enquanto Cardeal, afirmava que "não é possível exigir do Oriente Cristão mais do que vigeu (ou vigorou) no primeiro milênio, tempo da união". Dom Estêvão Bittencourt, monge beneditino do Rio de Janeiro (saudoso), ensinava que os ortodoxos, no tempo da união, "reconheciam satisfatoriamente o primado romano", embora "sem jamais concordar com todas as afirmações do Papa acerca do exercício desse primado, mas aceitando o fato do primado" (Livre e Fiéis em Cristo, Vol. II, de Bernhard Haering, ed. Paulinas, p. 282). Nos termos do CV II, decreto Unitatis Redintegratio, no tempo da união "o Romano Pontífice dirimia os conflitos de comum consenso", ou seja, todo o episcopado era ouvido, era consultado, podia falar nos concílios, gerais ou regionais. Era uma igreja mais democrática, os bispos eram tratados como tal e não como meras extensões do Papa, e menos centralizadora. Daí a importância que o primeiro milênio da cristandade deu aos CONCÍLIOS ECUMÊNICOS. No mais, penso que as colaborações suas e dos demais leitores esgotaram o assunto ou tema. Doravante, só nos resta orar e trabalhar pela unidade entre as igrejas.
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0 # César Henrique Martins 04-09-2014 19:05
Prezada Catequista O que eu afirmei foi que, para além das 6 grandes razões teológicas que justificam o Cisma, outros pontos são meramente diferenças disciplinares, como o celibato não obrigatório para padres (presbíteros), dentre outras. A igreja do Oriente ordena homens casados para o presbiterato, seja católica, sejam ortodoxas. Tanto assim que no CV II foi restabelecido o diaconato permanente para homens casados. Os orientais têm o chamado presbiterato permanente: ou seja, um padre casado nunca vai poder ser monge ou bispo, a não ser que fique viúvo, mesmo assim sujeito à aprovação da competente autoriade eclesiástica. Sobre o Matrimônio indissolúvel, foi uma das reformas do Papa Inocêncio IV, muito depois do Cisma. O fato é que Roma dissolvia casamentos normalmente, até a reforma inocenciana. Tanto assim que houve divergências entre o Papa de Roma e o Patriarca Nicolau, o místico, de Constantinopla, sobre esse tema, pois o imperador teria consultado Roma sobre a possibilidade de uma quarta união conjugal, tendo esta respondido que não havia limitação de número de casamentos considerados nulos ou anuláveis, mas para o Patriarca Nicolau um quarto matrimônio jamais poderia ser acolhido pela igreja. E, nessa época, o cismo Oriente-Ocidente ainda não estava totalmente consolidado. Bem, sou católico romano e, sobre o matrimônio, entendo sua explicação perfeitamente, mas os ortodoxos são bastante severos nessa "dissolução" por adultério. O bispo da diocese oriental instaura inquéritos antes de fazê-lo, não é assim tão simples. No Ocidente, dá quase na mesma, mas o Tribunal Eclesiástico declara a nulidade absoluta do matrimonio, desde o início, como se ele nunca houvera existido. Tenho uma miga que teve seu matrimônio anulado por adulério, e o Tribunal, na sentença, reconheceu não ter havido amor do cônjuge adúltero, razão pela qual o matriônio nunca se consumara. Na prática, portanto, é mesma coisa, ou quase a mesma coisa. Roma declara a nulidade com efeito ex tunc. O Oriente cismático declara a anulação com efeitos ex nunc, ou seja, o matrimônio existiu mas foi dissolvido. O Ocidente prefere dizer que ele jamais existiu... Oremos pela restauração da plena unidade de fé entre Oriente e Ocidente!
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0 # César Henrique Martins 02-09-2014 00:31
Sou católico romano, porém admirador da ortodoxia bizantina e das tradições das igrejas do Oriente, católicas e ortodoxas. Em primeiro lugar, cumpre esclarecer que, diferentemente das igrejas reformadas (protestantes), em verdade comunidades cristãs leigas, a Igreja Ortodoxa de Tradição Bizantina (e outras, muito antigas também, como as de tradições armênia, síria, copta e caldaica) não foi ou é invenção humana, mas fruto do espírito humano-mundano de divisão e egoísmo. Quando digo divisão e egoísmo refiro-me a ambas as partes do Cristianismo, Romana e Ortodoxa, pois o próprio Papa São João XXIII reconheceu que a triste divisão decorre de culpa e responsabilidade de ambas as partes. Ou seja, o cisma é bilateral, não foi gesto ou ato unilateral (do Oriente). Assim, é errado dizer Grande Cisma Oriental, o correto é afirmar tão-só Grande Cisma. Ademais, católicos e ortodoxos de hoje não podem ser censurados, arguidos ou mesmo condenados pelo pecado da separação, enfim, por um cisma praticado por nossos pais comuns há quase dez séculos ou um milênio! Existe um cisma de boa-fé, cujas partes acreditam piamente em seus pontos de vista a respeito. É preciso muita caridade e oração para restabelecer o estado de coisas outrora vigente: UNIDADE NA DIVERSIDADE, quando o Romano Pontífice, junto com o Concílio Ecumênico, "dirimia os conflitos de comum consenso" (Decreto Unitatis Redintegratio, do CV II). Eis um texto de minha lavra que pode contribuir um pouco com o tema Igrejas Ocidental e Oriental. Sou colaborador do site ecclesia.com (Ortodoxos Gregos na América do Sul) e melquitas.com.br (Igreja Greco-Melquita Católica - Unida a Roma, no Brasil). Católicos e Ortodoxos. O Catolicismo Romano e a Ortodoxia Bizantina possuem a mesma estrutura organizacional e sacramental. Ambas possuem diáconos, padres e bispos, religiosos(as) e monges(jas). Ambas possuem os mesmos Sete Sacramentos. Afinal, foram mais de 1000 anos de convivência fraterna, às vezes tumultuada, mas guardando-se a unidade global da fé. Ambas aceitam as definições de fé dos oito primeiros concílios ecumênicos da antigüidade e início da Idade Média. Apenas uma divergência no oitavo concílio ecumênico: para o Ocidente, a jurisdição do Papa de Roma, enquanto primaz da igreja universal, é ex officio (de ofício), podendo então o Romano Pontífice julgar cada clérigo, não excetuados os Patriarcas, sempre que julgar necessário e a bem das igrejas; já para o Oriente, de outra banda, essa mesma autoridade deve ser provocada, requerida, especialmente quando surgem conflitos, mas nos termos do Concílio de Sárdica (343 d.C.), sendo o processo conduzido por um colégio de bispos locais, em caso de recurso à Santa Sé Romana. Algumas regiões do Oriente só passaram a reconhecer o cisma Roma-Bizâncio séculos mais tarde, já na época das Cruzadas (caso dos patriarcados melquitas de Alexandria, Antioquia e Jerusalém). Foi quando, sob forte pressão política de Constantinopla, abriram mão de seus ritos (copta e siríaco) para adotarem o de Bizâncio. À parte a questão do filioque (a ser tratada mais adiante), de 1054 para cá, até os dias atuais, novas divergências teológicas surgiram, pois o Ocidente convocou 13 (treze) sínodos gerais e proclamou novos dogmas, de forma unilateral, isto é, sem a participação da Igreja Oriental, já então tida por Roma cismática e herética. Essa postura isolada ofendeu o sentimento grego, pois os teólogos do Oriente sempre gozaram de muito prestígio perante a Santa Sé Romana. Atualmente, existem basicamente 6 (seis) grandes divergências teológicas entre Ortodoxia (Bizâncio) e Catolicismo (Roma): 1. Filioque. O Ocidente aprovou um aditamento ao símbolo niceno-constantinopolitano para evitar os erros do arianismo na Espanha, ainda vivos em pleno século VIII. Como os sínodos gerais proibiram qualquer mudança no texto símbolo sem a convocação de novo concílio ecumênico para tratar do tema, o Oriente passou a acusar Roma de heresia. A reclamação dos orientais é coerente; por isso, Roma jamais impôs ao Oriente a adoção desse aditamento, embora reconheça teologicamente a veracidade deste. 2. Primado e Infalibilidade do Romano Pontífice. O Oriente reconhece o primado de fato do Bispo de Roma, chamado por eles de "primus inter pares", ou "primeiro entre iguais". A grande divergência reside mais na forma histórica de exercício desse primado, tido entre os ortodoxos como absolutista e tirânico ("seríamos escravos e não filhos da Santa Sé Romana; esta seria não a mãe piedosa de filhos, mas uma severa e arrogante senhora de escravos", já escrevia um Bispo Ortodoxo a um Bispo Católico na Alta Idade Média). 3. Dogma da Imaculada Concepção de Maria. Os ortodoxos desconhecem esse dogma e a terminologia "Imaculada Conceição" em sua teologia cristológica e mariológica. Para eles, Maria tornou-se imaculada a partir do anúncio do anjo Gabriel, e não de seu nascimento de Sant'Ana, mãe de Nossa Senhora. 4. Purgatório: os ortodoxos, de novo, desconhecem esse termo, mas acreditam em um estágio de purificação pós-morte, tanto que celebram missas (sufrágios) por pessoas já falecidas. 5. Transubstanciação. Os ortodoxos utilizam um termo semelhante, chamado "transmutação dos dons", mas acreditam na presença real de Cristo na Eucaristia (por isso, seus sacerdotes são verdadeiros sacerdotes e os sacramentos ministrados por eles, válidos). 6. Matrimônio indissolúvel. Para os ortodoxos, há uma exceção que autoriza a dissolução do vínculo conjugal, mesmo com o matrimônio consumado: o adultério. Eles se baseiam no livro de São Mateus. Portanto, seus bispos podem anular ab initio um casamento, ou ainda dissolvê-lo em caso de adultério, com efeitos ex nunc (a partir de agora). Para Roma, no entanto, um casamento consumado é indissolúvel, mesmo em caso de adultério. Por isso, a igreja católica, em certos casos, declara a nulidade ab initio do matrimônio, como se ele nunca houvesse existido (efeitos ex tunc). O casamento é declarado nulo e, assim, o fiel está livre para se casar. Algumas pessoas ainda citam o Dogma da Assunção de Maria como uma divergência, mas, em verdade, os ortodoxos apenas não definiram como um dogma essa doutrina, mas sua iconografia e doutrina falam da dormição da Mãe de Deus, medianeira dos cristãos. Reconhecem, portanto, que ela está junto de Deus uno e trino. Outras citam também o celibato obrigatório para os padres como causa de divisão, de cisma, mas é preciso lembrar que as igrejas orientais unidas a Roma também ordenam homens casados para o presbiterato. E Roma já ordena, hoje, homens casados para o diaconato permanente, algo impensável antes do Concílio Vaticano II. O celibato, no Oriente, é obrigatório apenas para religiosos, monges e bispos, à luz do Concílio de Nicéia. Roma segue os cânones do Sínodo de Elvira (302 d.C.), o qual estabeleceu o celibato obrigatório para diáconos, padres e bispos, tanto religiosos como diocesanos. Roma só não abre mão do celibato para padres porque a maioria de seu clero é religiosa (das congregações), com votos de pobreza, castidade e obediência. Hoje, existem 3 padres religiosos (com votos) para cada padre diocesano (sem votos, fora o celibato obrigatório). O restante é diferença de pormenor, não capaz de justificar qualquer cisma ou separação. São diferenças disciplinares, de expressão teológica, ritos, espiritualidade e liturgia (cuja sacralidade - dos bizantinos - é bem mais manifesta e popular que a liturgia romana, por exemplo).
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0 # A Catequista 04-09-2014 15:40
César, Como dissemos no nosso post, a culpa do Cisma foi de ambas as partes. Entretanto, discordo quando você diz que se tratam de meras "diferenças disciplinares". Os orientais precisam olhar com mais humildade e objetividade para a questão do primado; eventuais tiranias de Roma, sepultadas há muito no passado, não justificam a permanência desse postura de insubordinação. E, sobre a questão do matrimônio, esse é um ponto gravíssimo. Os ortodoxos interpretam a questão de modo totalmente equivocado, declarando nulos casamentos perfeitamente válidos. A Bíblia deixa evidente que adultério jamais foi motivo para anular o vínculo matrimonial: Jesus disse que o adultério é fundamento para o divórcio? http://www.veritatis.com.br/apologetica/biblia-tradicao-magisterio/930-jesus-disse-que-o-adulterio-e-fundamento-para-o-divorcio Um erro tão grave, que atinge a família e o sacramento do matrimônio, não poderá jamais ser tolerado pela Santa Igreja Católica. Se assim fosse, um belo dia, um casal resolve que um se cansou do outro. Aí, um vira pro outro e diz: "que tal você arrumar alguém e eu também? Assim, estaremos em adultério, a Igreja declara nosso casamento nulo e poderemos nos casar de novo!". Simples assim. Isso faz algum sentido?
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0 # Jorge 11-10-2017 17:09
É possível uma pessoa casada na igreja ortodoxa, se divorciar e casar com outra pessoa na igreja católica romana?
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0 # Felipe Slobodzian 07-06-2014 22:53
"Na comunhão eucarística ortodoxa, os fiéis sempre recebem o Pão e o Vinho, enquanto que, na Igreja Católica, recebem as duas espécies somente algumas ocasiões especiais." Só uma observação: na Igreja Católica de Rito Ucraniano, da qual eu participo, a Eucaristia sempre é recebida em duas espécies. Gostaria de fazer uma sugestão ao blog: poderia fazer um post sobre as Igrejas Católicas Orientais (quando for possível), para os católicos do Rito Latino conheçam a beleza e a "catolicidade" dos seus irmãos orientais hehe. Peço isso, porque existe muita confusão sobre as Igrejas Orientais que são Católicas e as que não são. Geralmente quando falo que pertenço a Igreja Católica de Rito Ucraniano pensam que não sou católico. E só mais um comentário, quando era pequeno iria fazer a catequese numa Igreja Latina perto de casa, mas eles disseram que eu deveria ser batizado de novo, porque na Igreja Ucraniana (eles acharam que era Ortodoxa, sei lá) o sacramento não valia (!). Hoje eu entendo porque eles não conhecem a doutrina católica, pois a comunidade é fortemente influenciada pela TL Marxista. Depois disso, meus procuraram uma comunidade da Igreja Oriental (da qual participo até hoje)que fica meio longe de casa. Mas valeu a pena, pois a minha formação catequética foi ótima - ao contrário do que aconteceria naquela Igreja perto de casa kkk. Acho que essa situação é comum por aqui. Conheço uma amiga que foi "batizada" duas vezes, por acreditarem que ela foi batizada na Igreja Católica. E olhe que eu moro no Paraná, lugar onde existem inúmeras Igrejas Católicas de Rito Ucraniano. Para terminar parabéns ao blog!!! Me ajudaram bastante a conhecer a minha Fé e a desmascarar alguns professores marxistas, kkk.
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0 # A Catequista 08-06-2014 12:44
Felipe, pode deixar que faremos um post sobre as igrejas católicas orientais. Obrigada pela sugestão!
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0 # Robson Paz 05-06-2014 15:48
Por que eles não usam estátuas dos santos?
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0 # Sidnei 06-06-2014 09:19
Não sei bem Robson, mas talvez seria por influência da heresia iconoclatas, que abalou aquela região nos séculos VIII. Por isto os ortodoxos ao invés de reverenciarem imagens, reverenciam somente ícones. Acredito que este seja o motivo, se tiver alguém que nos possa esclarecer um pouco mais sobre isto, será ótimo.
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0 # Tato Diego 05-06-2014 12:44
Falando no cisma olha a noticia que acabei de ler. O Papa Francisco e o Patriarca bartolomeu querem realizar um sínodo em 2025 em Niceia. Ohh my God! Rezemos para que isso aconteça. =D Segue o Link : http://www.catholicculture.org/news/headlines/index.cfm?storyid=21561
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0 # A Catequista 05-06-2014 14:25
Uooooooooooouuuuuuu!
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0 # Thales 04-06-2014 22:15
Sugiro a leitura da catequese de nosso amado Bento sobre o Apóstolo André. http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2006/documents/hf_ben-xvi_aud_20060614_po.html Parabéns pelo post! Abarços!
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0 # Rodrigo 04-06-2014 15:04
Sou historiador e católico romano, mas minha conversão se deu na Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia. Sempre vi o Grande Cisma com muito preconceito contra a ICAR, mas após fazer meu artigo de conclusão do curso sobre "O Grande Cisma", vi que as causas do cisma são como as listadas acima: de cunho cultural e político, e deixei de demonizar Roma. Antes de me casar com minha esposa católica, migrei tranquilamente para a ICAR para estabelecer a unidade em meu lar desde cedo. Só algumas objeções: 1 - Além de belas palavras e sorrisos, os ortodoxos esperam como gesto concreto de união e pedido de desculpas, a devolução de preciosíssimas obras de arte saqueadas de seus templos pelo cruzados, algo que aprofundou mais a mágoa entre as Roma e o Oriente. 2 - Muito tendenciosa essa imagem de batismo, meu filho foi batizado por imersão em uma paróquia influenciada pelo neocatecumenato, apesar de minha aflição como pai ao ver meu filho ser afundado 3 vezes em um tanque, minha alma ortodoxa rejubilou com a beleza do rito. Eu particularmente preferiria que vocês tivessem usado essa imagem: http://n.i.uol.com.br/ultnot/album/100713bebes_f_006.jpg
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0 # Marjorie 16-06-2015 18:06
Gosto muito deste site! Sempre muito esclarecedor. Parabéns pelo belo trabalho. A beleza do rito batismal no neocatecumenato é incontestável e emocionante. E também a comunhão nas duas espécies é algo que praticamos semanalmente. A igreja católica apostólica romana me encanta todos os dias pelos seus ritos, pela sua profundidade! Deus é bom demais!
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0 # A Catequista 04-06-2014 15:16
Oi, Rodrigo! Fiquei curiosa com seu artigo de conclusão de curso. Se for possível, pode enviar o arquivo para o meu email? Quanto à sua primeira objeção, me parece um desejo muito justo. Sinceramente, só não sei como isso seria viável. Essas obras de arte estão em posse de particulares ou de igrejas católicas? Se estiver em posse de igrejas católicas, acho que, por uma ordem do Papa, seria possível a devolução. A segunda objeção eu também compreendo, mas lembro que usamos um tom de ironia em quase todos os nossos posts. Sim, o batismo de crianças por imersão é mesmo muito bonito, mas aproveitamos o estranhamento ocidental à essa prática para fazer uma brincadeira. Ainda falaremos sobre o batismo de crianças na Igreja, tão contestado pelos protestantes. Prometo usar essa foto que vc sugeriu, quando o post for publicado.
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0 # Gêneto Eugenio 05-06-2014 16:05
Não sei não mas a mãozinha do bebê com punho cerrado...rsrsrsrsrsrsrsrsrs
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0 # Jefferson Teixeira 04-06-2014 09:46
ótimo post!!! No futuro seria legal falar também sobre a FSSPX, nunca entendi direito esse movimento.
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0 # fernando 04-06-2014 09:36
os orientais ditos ortodoxos são heréticos, pois não reconhecem dogmas proclamados pela Igreja Católica.
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0 # Moises Estacheski 04-02-2016 20:38
Pelo contrário! Eles são a ponta de lança da cristandade no oriente! são eles que representam o Igreja de Cristo em meio muçulmano ou judeu. Dê graças a Deus por isso: a disseminação do cristianismo no oriente e não chamá-los de "heréticos".
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0 # Christiane 04-06-2014 09:58
Mas para ser herético não é necessário que seja católico romano batizado na Igreja Católica Romana?
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0 # Aubrey Byrne 04-06-2014 07:15
Cismaticos tudo bem ate faz sentido... Agora, sacramentos ilicitos? Nao acredito, o que pode acontecer (talvez) eh sacramentos validos serem administrados ilicitamente... "Hereticos" "post hoc", automaticamente apos um dogma ser decretado ? Nunca ouvi tal comentario acerca dos ortodoxos. Acho que nem o Fedeli chegou a tal ponto.
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0 # Moises Estacheski 04-02-2016 21:15
Nessa discussão toda, ninguém citou a retirada de excomunhão de ambas as partes, em 1965. Link para leitura: http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/dialogo_ecumenico/declaracao-conjunta-paulo-vi-e-athenagoras.html os sacramentos são lícitos sim. Se não fosse, não estaria citado no Código de Direito Canônico. Eis o texto: Cânon 844: "§ 2. Sempre que a necessidade o exigir ou verdadeira utilidade espiritual o aconselhar, e contanto que se evite o perigo de erro ou indiferentismo, é lícito aos fiéis, a quem for física ou moralmente impossível dirigir-se a um ministro católico, receber os sacramentos da penitência, Eucaristia e unção dos enfermos das mãos de ministros não-católicos, em cuja Igreja esses sacramentos são válidos." Assim, é possível receber os sacramentos em outra Igreja, desde que eles sejam válidos, para isso, é preciso existir a sucessão apostólica. Desta forma, esse mesmo princípio não pode ser aplicado aos sacramentos recebidos em igrejas evangélicas porque nelas não existe a validade do sacramento. E preciso considerar ainda que, para receber os sacramentos em Igreja Ortodoxa deve existir uma impossibilidade física ou moral de o fiel comparecer em uma Igreja Católica Apostólica Romana. O Código contempla ainda a possibilidade de pessoas não-católicas receberem os sacramentos: "§ 3. Os ministros católicos administram licitamente os sacramentos da penitência, Eucaristia e unção dos enfermos aos membros das Igrejas orientais que não tem plena comunhão com a Igreja católica, se eles o pedirem espontaneamente e se estiverem devidamente preparados; vale o mesmo para os membros de outras Igrejas que, a juízo a Sé Apostólica no que se refere aos sacramentos, se acham nas mesmas condições que as referidas Igrejas orientais." Mais ainda, o Padre Paulo Ricardo Explica sobre isso neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=BNrLW8LBqTg Isso faz contraponto ao que o Felipe Aquino Fala sobre isso:https://www.youtube.com/watch?v=bdPmy-9svJc
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0 # cristiano 04-06-2014 02:33
fiquei com algumas duvidas; A igreja oriental era uma um conjunto de igrejas particulares continuou sendo chamada de igreja apostólica depois do cisma , por que a igreja anglicana na Inglaterra , que também era um conjunto de igreja particulares da igreja católica não é chamada de apostólica também ? Como a igreja católica tirou a excomunhão da igreja ortodoxia e ela não voltou ser obediente ao PaPA e não aceitou os novos dogmas da igreja , não entendi a comunhão parcial.
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0 # A Catequista 04-06-2014 11:48
Cristiano, A Igreja Ortodoxa não é plenamente apostólica. Colo aqui o trecho do texto do Rafael Vitola que explica isso: "Por apostolicidade entendemos a nota pela qual a Igreja mantém a Sucessão Apostólica e o poder de jurisdição, e sustenta, como fonte de fé e prática, a Tradição oral dos Apóstolos, além da Sagrada Escritura. É bem verdade que a Igreja Ortodoxa conserva a Sucessão Apostólica. Sem embargo, falta-lhe a comunhão com o Sucessor de Pedro, o Príncipe dos Apóstolos, restando a inexistência de apostolicidade de jurisdição: seus Bispos não têm autêntico poder de regime, sendo válida, mas ilicitamente sagrados." E no blog Tradição em Foco com Roma tem um texto explicando pq a Igreja Anglicana perdeu a sucessão apostólica: http://www.tradicaoemfococomroma.com/2013/11/entenda-porque-igreja-anglicana-perdeu.html
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0 # Christiane 04-06-2014 09:56
Acho que porque o fundador da Igreja Anglicana foi um... monarca que queria anular seu casamento para casar com outra e e, como não conseguiu, rompeu com Roma e submeteu o clero ao seu domínio passando a ser o chefe supremo da igreja? A partir daí, creio que a sucessão apostólica foi pro espaço. Hoje, o rei é chamado governador supremo da igreja anglicana da Inglaterra e não mais chefe supremo, para que não pareça que ele está usurpando o lugar de Cristo. Mas o efeito na prática é o mesmo de chefe supremo. O rei manda.
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0 # Gêneto Eugenio 03-06-2014 19:12
Vendo essas decisões do passado vejo como é engraçado essas tolices do nosso presente de padre casa ou não casa e outras mais... Filioque uma palavra cunhada corretamente e acrescentada no ano de 589 gerou discussões até o ano 1054(cisma) e em 1447 finalmente uma pequena conciliação no concílio ecumênico de Florença. Gosto muito desses temas, muito bom o post.
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+1 # fernando 03-06-2014 18:44
A história mostra que Roma teve a Primazia desde o começo, e não apenas de honra, mas uma verdadeira primazia de autoridade. A carta de S. Clemente Romano aos Coríntios é o testemunho mais antigo desta autoridade do Papa sobre a Igreja Universal, censurando na Igreja de Corinto comportamentos não condizentes com a doutrina católica, isso já no primeiro século da era cristã. Aos patriarcados orientais foram concedidos privilégios de honra, pois os lugares onde foram estabelecidos os patriarcados eram locais onde foram enterrados alguns Apóstolos. Só isso. E os patriarcados não existiram sempre, mas foram sendo constituídos no decorrer da história, sempre em razão de uma honra ao santo Apóstolo que faleceu nestes lugares - Alexandria, Antioquia, Constantinopla e Jerusalém. Isso para não dizer que os patriarcados de Constantinopla e Jerusalém são bem mais tardios que os demais, respectivamente em 381 e 451, sendo extensões de Antioquia. As Escrituras Sagradas são ainda mais claras, mostrando que Cristo Nosso Senhor não fundou nenhuma pentarquia, nem tetrarquia, nem coisa que o valha, mas uma MONARQUIA, baseada em Pedro. Pedro é a pedra fundamental (Mateus, XVI, 16-19), que confirma os irmãos (S. Lucas XXII,32) e que apascenta cordeiros e ovelhas (S. João, XXI, 15-17). É na casa de Pedro (Marcos, I,29; Mateus, VIII, 14; Lucas, IV, 38) e na barca de Pedro (S.Lucas, V, 3-6) que se encontra Cristo, e portanto quem não está com Pedro, unido a Pedro, reconhecendo a autoridade suprema de Pedro, não está com Cristo. Separados de Roma, os assim ditos ortodoxos com sua tetrarquia, estão separados de Cristo. Portanto, quem se separa, através do cisma, do centro da cristandade, de Roma, separa-se da Igreja de Cristo. Foi isso o que fez a cismática igreja ortodoxa. todos reconhecem as pretensões dos orientais em usurpar o poder de Pedro. E isto dominou boa parte dos primeiros mil anos do Cristianismo. Foram grandes santos - orientais e ocidentais - que impediram que as igrejas do Oriente se separassem antes de Roma. Por fim, infelizmente prevaleceu o orgulho e a ambição no oriente, causando o triste cisma milenar. Foi depois de uma primeira separação com Fócio, que Miguel Celulário definitivamente privou os orientais da comunhão com a Igreja de Cristo, e com o representante de Cristo na Terra, o Papa. Fócio, juntando as divergências seculares que ainda não haviam sido definidas entre Oriente e Ocidente procurou separar as Igrejas, o que foi revertido com o esforço do Papa Nicolau I. E Fócio buscou a separação de Roma em represália à intervenção do Papa na destituição do Patriarca de Constantinopla, Inácio, a quem Fócio sucedeu. Aqui temos todos os elementos da problemática oriental, que iria acabar levando ao desastroso Cisma: um patriarca ambicioso, uma intervenção abusiva do imperador e o reconhecimento (que depois será o centro da questão do cisma) da autoridade suprema do Papa. O patriarca ambicioso, Fócio. O imperador que intervém diretamente na religião, destituindo o patriarca que lhe negara a comunhão corretamente. O Papa intervindo, como juiz supremo de todas as causas na Igreja Universal, no Ocidente E NO ORIENTE. Já Miguel Celulário, sem nenhum motivo aparente senão sua própria soberba, conseguiu infelizmente arrastar o clero oriental ao cisma como motivações muito menos doutrinárias, mas muito mais visíveis e de ordem prática: a questão do celibato dos padres, o uso de barba, a questão dos pães ázimos e outras de ordem disciplinar. A Igreja dita ortodoxa não é católica, porque não é universal. Ela abarca somente alguns patriarcados do oriente que se recusam a reconhecer a legítima autoridade do Papa, soberano único da Santa Igreja Católica, a única Igreja de Cristo. De fato, os ortodoxos também são apostólicos, pois têm linha sucessória desde os Apóstolos. Porém lhes faltam as outras notas da verdadeira Igreja. Falta-lhes a Unicidade, pois são tetrarquia. Falta-lhes a Santidade, pois estão separados da Videira que dá a vida aos frutos, que é Cristo. Falta-lhes ainda a Catolicidade, pois não abarcam todos os homens em todos os tempos. E em faltando-lhes qualquer uma das notas, já não fazem parte da única Igreja de Cristo. Os ortodoxos também não aceitam a processão do Espírito Santo do Filho (FILIOQUE), e algumas questões litúrgicas, por não se submeterem ao Papa. Também lhes falta o reconhecimento dos dogmas proclamados pela Igreja após o Cisma oriental: A Infalibilidade Papal, A Assunção de Nossa Senhora e sua Imaculada Conceição. Com o passar do tempo, as diferenças doutrinárias entre patriarcados foram se acentuando, e absorvendo cada vez mais os erros protestantes. Assim, Moscou não reconhece os livros deuterocanônicos, ao contrário dos gregos; porém, aceitam o batismo católico, que os gregos dizem ser inválido. Por terem se separado da unidade em Roma, naturalmente têm que se esfacelar, assim como os protestantes... Por isso, além de cismáticos, os orientais ditos ortodoxos são heréticos, pois não reconhecem dogmas proclamados pela Igreja Católica. Heresia e cisma é, pois, a situação atual dos ortodoxos. Apesar dos sacramentos ortodoxos serem válidos, eles são ILÍCITOS. Quanto à eucaristia em particular, note que a última encíclica do Papa - Ecclesia de Eucharistia - trata exatamente da liceicidade dos católicos receberem a comunhão em outras religiões ditas cristãs e vice-versa. "Por isso, os fiéis católicos, (...) devem abster-se de participar na comunhão distribuída nas suas celebrações (dos "irmãos separados"), para não dar o seu aval a ambigüidades sobre a natureza da Eucaristia e, conseqüentemente, faltar à sua obrigação de testemunhar com clareza a verdade." O Papa diz que não é lícito o fiel católico receber a comunhão em outras igrejas, e que os Padres Católicos não devem dar a comunhão a membros de outras religiões como se fosse um ritual de boas vindas ou coisa parecida. Somente em casos de emergência pode um fiel católico receber a comunhão numa igreja ortodoxa. Assim se manifesta o Papa: "Se não é legítima em caso algum a concelebração quando falta a plena comunhão, o mesmo não acontece relativamente à administração da Eucaristia, em circunstâncias especiais, a indivíduos pertencentes a Igrejas ou Comunidades eclesiais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica. De facto, neste caso tem-se como objectivo prover a uma grave necessidade espiritual em ordem à salvação eterna dos fiéis, e não realizar uma intercomunhão, o que é impossível enquanto não forem plenamente reatados os laços visíveis da comunhão eclesial." Só em circunstâncias especiais, de grave necessidade espiritual, deve ser considerada a comunhão para não-católicos! Portanto, não é lícita a "intercomunhão", ou comunhão entre a igreja ortodoxa e a Igreja Católica.
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0 # Henrique Saint Clair 03-06-2014 16:58
Por favor, alguém poderia indicar a fonte histórica para afirmar que o Patriarca de Constantinopla descende de S. André Apóstolo? Não me lembro, ao certo, mas há um evangelho apócrifo (mas daí me vem outra dúvida) que cita S. André em Bizâncio. Sei que a Igreja Católica reconhece, porém eu queria saber onde está a fonte? (patrística, documental, etc..) Grato!
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0 # A Catequista 03-06-2014 17:15
Oi, Henrique! O que ocorre é que Bizâncio se desenvolveu e foi renomeada, e assim veio a se tornar o Patriarcado de Constantinopla. Se não me engano, a fonte mais antiga e consistente que cita Santo André como fundador da igreja de Bizâncio são os escritos de Hipólito de Roma, além, é claro, do apócrifo "Atos de André".
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0 # Vinícius 03-06-2014 16:30
Muito bom! Mas esqueceram citar que os ortodoxos, infelizmente, não acreditam na Imaculada Conceição de Nossa Senhora, ponto muito importante para nossa Igreja. Ademais, não podemos esquecer também que S. Pedro e André eram irmãos! E é triste ver dois irmãos separados. Rezemos para a união dos ortodoxos com os católicos :)
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0 # A Catequista 03-06-2014 17:07
Sim, é verdade. Mas eles acreditam que Maria é Mãe de Deus e afirmam a sua virgindade perpétua.
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0 # David A. Conceição 03-06-2014 14:43
Beth, Salve Maria! A respeito do diálogo com os ortodoxos, é necessário que se esclareça que é com uma parcela dos ortodoxos. Houve um famoso encontro entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Todavia, os ecumenistas tendem a relativizar as diferenças. O Patriarcado ecumênico de Constantinopla que é o "primus inter paris", ou primeiro entre os iguais, mesmo que os ortodoxos em sua maioria odeiem a aproximação com católicos e aleguem que o Patriarca fale apenas em nome de sua porção territorial, ele tem a legitimidade de falar em nome de todos eles. Os ortodoxos podem comungar no catolicismo, eu penso que, estando eles em cisma, seria o mesmo que comungassem em pecado, a não ser que o cisma seja inconsciente. Nesse caso, faltaria a intenção, e eles, não estando em cisma por vontade própria, não estariam em pecado. Mas os ortodoxos geralmente não aceitam a validade das ordens na Igreja Católica, sequer o batismo, a não ser por economia, tipo quando um católico se converte à ortodoxia. Sendo assim, um ortodoxo tradicional jamais comungaria numa igreja católica. Já os católicos podem comungar numa igreja ortodoxa, em razão de grave necessidade, pois os sacramentos deles são válidos, porém ilícitos. Essa regra sobre autorização do bispo católico é algo interno entre eles, não nosso. A Igreja Católica, que é Mestra e Rainha da Verdade já orientou seus filhos sobre as condições para comungar em um templo ortodoxo, até mesmo em capelas católicas irregulares, como são os Priorados da FSSPX. A Igreja considera lícito a um católico frequentar a uma missa ortodoxa, comungar e até mesmo se confessar com um sacerdote ortodoxo se onde ele estiver não tiver um sacerdote católico romano. No caso das confissões com ortodoxos vigora no ato o Ecclesia Supplet. Vivemos no Brasil, país de maioria católica e vemos paróquias a cada esquina. No entanto, no Egito o que se vê em cada esquina são mesquitas, existem pouquíssimas paróquias católicas, no Cairo talvez só exista uma (a da Sagrada Família), por isso o católico que vive por lá não tem outra opção senão procurar uma ortodoxa. Sabemos que é necessário para a salvação a adesão à Igreja, que é o reconhecimento de todos os dogmas ou verdades de fé. Um ortodoxo que sabendo que Cristo fundou uma só Igreja e a entregou ao pastoreio de Pedro e seus sucessores, não pode encontrar a salvação a não ser que se converta e volte ao seio da Igreja.
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0 # Philippe Modolo 03-06-2014 14:01
Visitei uma igreja Católica Ortodoxa Russa em Roma, muito próxima ao Vaticano. Participei da missa e achei muito interessante. O padre foi muito atencioso comigo e com meus amigos e nos contou muito sobre a igreja deles. No entanto, vejo que o os ortodoxos russos são ainda muito distantes de nós católicos romanos em diversos pontos. Eles são ainda muito fechados ao diálogo. Já os ortodoxos orientais tem esta relação íntima com Roma. Seu texto me fez grandes esclarecimentos!
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0 # Christiane 03-06-2014 14:01
Cara, me deu pena do bebê ortodoxo... Muito bom o texto, já compartilhei no meu fb!
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0 # A Catequista 03-06-2014 14:12
Ah, mas Chistiane, até que é engraçado, vai! :-) Ao menos, é bem menos dramático do que ser circuncidado (tadinho do Menino Jesus!). Obrigada pela ajuda na divulgação do post!
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0 # Christiane 04-06-2014 09:41
Ai, mas dá dó! O bixim se agarrando na borda da tina pra não ser mergulhado...
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0 # Mariano 03-06-2014 13:04
Eu acho um escândalo essa divisão entre católicos e ortodoxos.
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0 # A Catequista 03-06-2014 13:09
Realmente, Mariano. Eu quase nem acredito. É SURREAL, surreal a divisão entre os sucessores dos Apóstolos.
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0 # Maicon 03-06-2014 12:51
Uma dúvida, o Sacramento da Eucaristia é válido na igreja Ortodoxa? Tipo, são mesmo o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, como na nossa Igreja Católica? Obrigado!
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+1 # A Catequista 03-06-2014 13:05
Sim, Maicon, o Sacramento da Eucaristia na Igreja Ortodoxa é perfeitamente válido, bem como os outros seis sacramentos. Isso ocorre porque os padres ortodoxos são verdadeiros sacerdotes, porque receberam a sua ordenação pela imposição das mãos de bispos que são legítimos sucessores dos Apóstolos de Cristo. A Igreja Ortodoxa manteve sua hierarquia intacta. Então, seus patriarcas estão inseridos na linha sucessória dos Apóstolos. Eles, portanto, herdaram o poder que foi originalmente dado a Cristo aos Apóstolos - perdoar os pecados, consagrar o Pão e o Vinho, batizar etc. Como dissemos, o mesmo não ocorre com as igrejas protestantes, nem tampouco com a Igreja Anglicana, pois essas comunidades não possuem sucessão apostólica.
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0 # Gêneto Eugenio 03-06-2014 18:53
Lembrando que apesar de serem válidos, não nos é lícito participar dos mesmos caso o motivo não seja verdadeiramente necessário como bem frisou o post. Digo isso pois aqui em minha cidade temos uma Igreja Católica Ortodoxa e anos atrás estava virando modinha irmãos Católicos irem lá comungar e etc...
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0 # Fernando 03-06-2014 17:43
Mas os patriarcas têm autonomia para sagrar outros bispos? Porque se um bispo latino sagra outro sem a devida autorização do Papa, ambos entram em excomunhão. Esta autonomia vem somente do sucessor de Pedro, ou dos sucessores de todos os apóstolos?
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0 # Christiane 04-06-2014 09:39
Fernando, a autoridade que os ortodoxos reconhecem é a do Patriarca de Constantinopla, sucessor do apóstolo André, que seria como o "papa" deles. E estamos falando da Igreja oriental e de comunhão parcial com a Igreja de Roma. Pela sucessão apostólica e pela retirada mútua da excomunhão, sim, a ordenação de bispos ortodoxos é válida, bem como os sacramentos. Mas, como o Gêneto bem falou aqui embaixo, não nos é lícito frequentar nem receber os sacramentos lá. Somos católicos romanos, não ortodoxos.
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0 # Felipe Koller 03-06-2014 12:27
Ótimo post, como sempre! (: Só uma coisinha para deixar mais claro: também na Igreja Ortodoxa o que acontece é que homens casados podem ser ordenados padres, e não o contrário. É o mesmo que acontece em casos específicos na Igreja Católica, como nos ritos orientais e entre os ex-anglicanos - ou mesmo com diáconos. Uma vez ordenado, tanto entre ortodoxos quanto entre católicos, não se recebe o Sacramento do Matrimônio.
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0 # A Catequista 03-06-2014 12:39
Excelente observação, Felipe! Vou ajustar o texto nesse ponto. Obrigada!
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0 # Manoel Deusdedit 03-06-2014 12:13
Interessante.... Pedro e André eram irmãos.....
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0 # Beth L. 03-06-2014 12:09
Olá, Catequista! Paz a todos! Você diz aqui que "Por isso, em situações extremas, os católicos podem receber os sacramentos na Igreja Ortodoxa. Essas situações extremas podem ser a falta de uma Igreja Católica na região onde o fiel está morando ou perigo morte iminente." Certa vez li num site ortodoxo (não lembro mais, faz muito tempo) que a recepção de algum sacramento deles por um católico romano tem que ser expressamente autorizada pelo celebrante ou bispo, não podemos "ir chegando e comungando". E que eles são proibidos de receber algum sacramento católico romano. Você sabe algo sobre isso? Agradeço o post, me encanta com esperança estudar esse assunto. Deus os abençoe e frutifique seu importante trabalho!
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0 # isabel 03-06-2014 11:20
Bom saber disso. Eu ia me casar com meu namorado que é ucraniano em uma igreja ortodoxa mas viajarei a Polônia para casar em uma igreja romana, prefiro não correr risco. Não existem muitas igrejas romanas aqui mas e como ele tem parentes na Polônia o melhor é ir para lá. O padre ortodoxo disse que o casamento era válido nas duas, mas n acreditei.
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0 # Vitor 09-12-2014 12:15
Isabel, se você, católica, casar-se com um ortodoxo em uma cerimônia ortodoxa, seu casamento será válido. Não precisa se preocupar. Trabalho com direito canônico (o direito da Igreja) e posso lhe afirmar sem dúvidas que o casamento de um católico com um ortodoxo, em uma cerimônia ortodoxa, é válido. Se quiser mais orientações, peça que lhe explico como se deve proceder, pois você deve pedir uma dispensa da forma canônica ao bispo de sua diocese (embora a dispensa não seja essencial para a validade do matrimônio perante a Igreja Ortodoxa).
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0 # Marcelo José dos Anjos 03-06-2014 09:43
É realmente interessante conhecer estes assuntos. É mesmo muito bom saber que apesar de diferenças, há muita semelhança. E como me entristece que os protestantes estão cada vez mais longe da Igreja Católica... Mas rezemos para que a Glória de Deus se manifeste e todos compreendam que a realidade que há na verdadeira Igreja! =D
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0 # Juliano Fleith 03-06-2014 09:04
Muito interessante o assunto e, acima de tudo, muito esclarecedor. Este cisma é algo que incomoda demais, e rezemos muito para que ele acabe!! Acredito que o maior problema é com relação à Trindade; tendo esta solução, obviamente conforme a Igreja Católica Romana. As outras diferenças são mais doutrinárias, embora desencadeiem muitas discussões.
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0 # Thiago Puccini 03-06-2014 08:35
Muito interessante. Não sabia sobre o assunto. Só conhecia "por ver". Obrigado! =D
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