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Domingo, 05 Novembro 2017 19:10

O curioso caso do sequestro de Aparecida

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Olha a treta, Povo Católico!

Nossa Senhora Aparecida só podia mesmo ser brasileira. Não desiste nunca! Pouco depois do atentado que partiu a imagem original em mais de 200 pedaços, a imagem original foi sequestrada, “retocada” e pintada com tinta para automóveis. Quer mais? Foi o próprio reitor do Santuário que cometeu a atrocidade!!! Vamos entender melhor essa história.

Antes de tudo, um agradecimento e uma recomendação: no post que fizemos sobre o atentado contra a imagem original de Nossa Senhora Aparecida (clique para ler), chegamos a citar o sequestro da imagem e muita gente nos enviou mensagens querendo saber mais detalhes da treta. A Editora LeYa, que é nossa parceira e está ligada nos nossos posts, muito gentilmente nos enviou um exemplar da nova edição especial do livro “Aparecida” (clique para conhecer), do jornalista Rodrigo Alvarez e estava tudo lá... em detalhes! A gente agradece e recomenda o livro, que é ótimo. Ao fim do post, você pode conferir a capa e as datas de lançamento para pegar o seu autógrafo.

Mas vamos ao que realmente interessa: a treta do sequestro da imagem original de Aparecida!

O ano era 1978 e a restauradora Maria Helena Chartuni estava lá se esmerando para restaurar a imagem de Aparecida da melhor forma possível. Só que o reitor do Santuário na época, Pe. Izidro, não estava muito conformado de entregar a santa à uma pessoa não muito católica (Maria Helena na época era daquelas “católicas não-praticantes”) e tentava influenciar o máximo que podia no trabalho de restauração.

Só que tinha um pedido especial que Maria Helena se recusava a atender: Pe. Izidro queria que Aparecida fosse mais clara e queria aproveitar o momento para lhe dar uma cor próxima a de “canela”, que segundo ele, seria a cor mais próxima da imagem antes de cair no Rio Paraíba (o contato com o lodo do fundo do rio é responsável pela cor próxima ao negro que vemos hoje).

Um parêntesis aqui: a informação do padre estava equivocada. Hoje se sabe que a imagem era policromada (colorida).

Aparecida

Bem, o fato é que o padre estava inconformado o trabalho de restauração, e particularmente com a permanência da cor original.  Então, pediu demissão do cargo de reitor do Santuário Nacional e concebeu um plano infalível, digno de Pink & Cérebro, para “consertar” a imagem: algum tempo depois do retorno triunfal à basílica, Pe. Izidro substituiu a imagem original por uma cópia e a levou para seu quarto.

Já de posse da imagem, o padre convoca um artesão local para lhe ajudar a fazer um molde da imagem. O homem prepara então uma massa e coloca a imagem original dentro para criar o tal molde.

Só que... ao retirar o material que envolvia a santa, perceberam que algo presente na massa reagiu com a pintura e descascou a imagem!

Homer

Sem ter alternativa, Pe. Izidro permaneceu com a imagem por mais alguns dias e aproveitou para fazer alguns “retoques” no trabalho da restauradora do MASP.

Com a própria unha escavou o olho direito da santa a fim de “devolver o seu olhar original” e, para o gran finale, pintou a santa na cor “canela” que tanto queria.

Poderia ser pior? Claro que sim: ele usou tinta para carros!

Já estamos em 1979, Padre Izidro já tinha ido embora de Aparecida e, finalmente, a nova reitoria do Santuário se dava conta da troca da imagem. Buscas desesperadas, mas discretas, ocorreram por toda a parte até que, 28 dias depois a imagem foi encontrada abandonada em cima da mesa, dentro um chalé no quintal do convento da cidade.

Ao se deparar com o estado da imagem, o novo reitor Pe. Pedro Fré, decidiu manter tudo em segredo por mais uns meses e chamou novamente a restauradora Maria Helena Chartuni para resolver o problema.

A restauradora, que em princípio não conseguia acreditar no tamanho da treta, foi até Aparecida, raspou a tinta para carros e devolveu a cor original à imagem da Padroeira do Brasil.

E como no fim de um filme, todos vivem felizes para sempre, mas com um porém... o olho direito não pode ser restaurado e até hoje exibe a forma dada pelo ex-reitor do Santuário.

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Gostou da história? Ela e muitas outras estão em detalhes no livro “Aparecida” (ed. LeYA), do jornalista Rodrigo Alvarez. Veja abaixo as datas de lançamento e vá pegar o seu autógrafo!

Aparecida

5197 Segunda, 06 Novembro 2017 19:36

Comentários   

0 # geraldo 06-11-2017 22:15
Caramba! Quanta história em torno da imagenzinha querida de Aparecida, nunca poderia imaginar.... Mas mudando de assunto, gostei demais de ver até onde o vosso livro (mentiras sobre a igreja) tem levado vocês e a Palavra de Deus: https://www.youtube.com/watch?v=2c1hqfuldY8 Belíssimo testemunho!
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0 # A Catequista 13-11-2017 19:32
Obrigada pelo carinho, Geraldo!
Vou até colocar esse link no fim do nosso próximo post, para que nossos leitores possam conferir essa entrevista. Muitos ainda não viram.
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+1 # Rodrigo Leite 06-11-2017 14:56
Xessús!!! Cada padre que aparece na história da Igreja!!! Tentam ter a fé de Pedro, mas acabam como Tomé e metem o dedo aonde não foram convidados.
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