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Quarta, 06 Setembro 2017 15:21

Crise populacional nos países ricos: a prova de que mentiram para você

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Influenciada pela Tia Teteca da escolinha e pela TV, eu cresci achando que o fato de nos países mais ricos a taxa de nascimentos ser baixa era uma das principais causas de sua prosperidade. Ou seja, muitos bebês seriam não uma bênção, como a Bíblia ensina, mas sim sinônimo de atraso e pobreza para as famílias e para a nação.

Ler bons livros e artigos, em vez de me conformar com a papinha emburrecedora das escolas e da mídia de massas, me ajudou a entender que uma coisa (baixa natalidade) não levava à outra (riqueza do país).

Os países de “primeiro mundo” foram os primeiros a estimular amplamente o consumo de anticoncepcionais e permitir o amplo acesso ao aborto. Creio que até as pessoas mais alienadas já perceberam que, hoje, esses países estão promovendo uma política inversa: os governos estão gastando somas estratosféricas para oferecer benefícios e vantagens para as mulheres e casais que se dispõem a ter mais filhos. Afinal, se as coisas continuarem desse jeito, o colapso na economia será inevitável.

O governo da Coreia do Sul gastou cerca de 70 BILHÕES DE DÓLARES na última década na tentativa de aumentar a taxa de natalidade do país. O investimento envolve ajuda financeira por cada criança nascida, aumento da licença paternidade/maternidade e pagamento de tratamentos de infertilidade (inclusive fertilização in vitro). (Fonte: BBC)

Em 2015, o governo da Dinamarca apelou: lançou um vídeo na TV estimulando as senhoras idosas a incentivarem seus filhos adultos a viajarem para lugares mais quentes, que são mais favoráveis para despertar o interesse sexual. No vídeo da campanha, as velhinhas tristes e solitárias estão praticamente implorando que seus filhos façam sexo e lhe deem netos (Fonte: Independent).

A Alemanha está recebendo milhões de imigrantes muçulmanos – com uma cultura incompatível com a sua – de braços abertos. É o desespero de um país que sabe que seu povo não vai dar conta de procriar o mínimo suficiente nos próximos anos para manter a economia de pé.

Em 1920, durante o regime ateu comunista, a Rússia foi o primeiro do mundo a permitir o aborto até a 12ª semana de gravidez, por qualquer motivo. Hoje, o país vive uma crise populacional, e tem o maior número de abortos por mulher em idade fértil no mundo.

Mas em nenhum lugar a crise demográfica parece ser tão crítica quanto no Japão, terceira maior economia do mundo. No país em que boa parte das pessoas cumpre uma jornada de 11 a 16 horas de trabalho por dia, as pessoas vivem exaustas e não encontram tempo nem disposição para se dedicar ao namoro, ao matrimônio e aos filhos. E as vendas de fraldas para adultos já superam as vendas de fraldas para bebês.

Mary Brinton, socióloga de Harvard, explica a situação no Japão: "Um envelhecimento da população significará maiores custos para o governo, a escassez de fundos de previdência e previdência social, a escassez de pessoas para cuidar dos idosos, o lento crescimento econômico e a escassez de jovens trabalhadores".

Os países mais ricos estão dando marcha a ré em sua política antinatalista. E quanto aos casais católicos? Vão se abrir para a Palavra de Deus e para a voz da Igreja, que pede uma família numerosa, ou vão continuar fechados na conveniência mundana do filho único ou de dois filhos, no máximo?

Leia também:

O filho único faz parte da cultura destrutiva do bem-estar, diz o Papa Francisco

7699 Quarta, 06 Setembro 2017 16:51

Comentários   

+1 # Eudes 20-09-2017 17:02
Árvore ruim não dá fruto bom. A disposição da economia em concentrar recursos nas mãos de poucos, de achatar salários, de estimular a superespecialização e as cargas horárias absurdas em nome da "eficiência" e concorrência; além das ideias liberais estimularem o egocentrismo e o materialismo, só tendem a constranger e convencer os homens e mulheres do nosso tempo a terem menos ou nenhum filho.
Acredito q a mudança na economia e na sociedade é urgente! Ou o Ocidente irá definhar de vez
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+3 # Marcos 16-09-2017 00:22
Olá pessoal do site,
Minha esposa e eu estamos deixando os filhos virem. Já estamos esperando o 3º e o primeiro ainda tem 2 anos e meio. Estou preocupado com a obediência desse meu filho de 2 anos e meio, pois ele já entende as ordens, porém não obedece e isso complica muito os afazeres da casa. Gostaria de saber se tem alguma indicação de livro ou site..., enfim, com orientações sobre como ensinar os filhos a obedecerem os pais.
Desde já agradeço. Paz do Senhor.
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+1 # Bruno Vivas 24-09-2017 17:35
Olá, Marcos, minha esposa está grávida e eu comprei esse livro: http://www.quadrante.com.br/como-ser-um-bom-pai

Espero que possa te ajudar de alguma forma.
Fique com Deus!
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+1 # A Catequista 19-09-2017 19:50
Oi, Marcos!
Indico alguns livros:

http://katechesis.com.br/home/11-filhos-e-pais-sabedoria-e-orientacao-para-os-pais.html

http://katechesis.com.br/home/9-a-educacao-dos-filhos-conselhos-de-santo-antonio-maria-claret-santa-teresa-de-avila-sao-joao-crisostomo.html

Ainda mais do que os livros, uma coisa que ajudaria muito é fazer um curso de educação de crianças pequenas, que é muito difundido entre os membros da Opus Dei. Infelizmente, nunca fiz esse curso, mas ouça falar maravilhas. Tente se informar com algum membro da Opus Dei.

Que o Senhor santifique sempre mais a sua família! A Paz de Cristo.
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0 # Marcos 20-09-2017 01:16
Muito obrigado.
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0 # Alex Hoffmann 12-09-2017 02:29
Este site já falou de inúmeras coisas, inclusive alertando e falando do ataque à nossa fé, a nossa Igreja, a Jesus Cristo, a nossa Senhora, aos nossos Santos.
Pior de tudo é que sempre teve aquele povo bocó que fica cheio de mimimis irritadinhos e chorosos com algumas formas de expressão usados tanto nos textos como nos comentários das pessoas.
Aqui vai uma mostra do que ocorreu no Rio Grande do Sul, numa promoção conjunta entre setor público, privado e artistas sobre a mais bela e elevada arte brasileira. Exposição de primeira.
https://www.youtube.com/watch?v=ey45fGnnxW0
Nesta exposição artística temos aquilo que o Brasil sabe fazer de melhor em termos de cultura, algo estupendo e encantador. Um mimo...ahrrgh
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+3 # Samara 11-09-2017 14:13
Triste constatar que tia Teteca me ensinou essas baboseiras todas, e a meus colegas, dentro de um colégio católico. E digo mais: tivemos constrangedoras aulas de "educação sexual", quando crianças, em que fomos instruídos a utilizar métodos contraceptivos artificiais. A catequese (primeira comunhão e Crisma) também foi feita nesse mesmo colégio católico. Nem preciso dizer o quão desastroso foi, né?

Mas, ainda bem, a verdade dá um jeito de nos chegar ao conhecimento. No meu caso, especialmente por influência de O Catequista e do Pe. Paulo Ricardo.
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+2 # Alex Hoffmann 08-09-2017 11:36
Se tiver alguém que pensa como a tia Teteca sobre este assunto e ler este comentário fica meu alerta: não cai na onda, não acredite que filho gera muitas despesas, que está difícil de criar filhos hoje em dia.

Um exemplo real e triste, eu sou um que pensei assim como a tia Teteca por muito tempo e hoje em dia amargo a tristeza de ter 3 filhos, uma enteada, uma filha já falecida e um menino de 6 anos, se pudesse voltaria no tempo e teria mais uns 3 filhos além destes e se alguém dissesse que sou louco por fazer isto, sentiria-me honrado.

Outro exemplo real e dramático, uma colega minha passou a vida defendendo a cultura do filho único; o marido morreu a 4 anos atras, a um ano o filho, ela já tem seus 54 anos e amarga uma solidão irremediável.
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0 # Andrea Vaz 08-09-2017 11:03
Tão bom que não sei o que falar
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0 # Marcos Paulo 07-09-2017 14:24
Por isso amo blogs como o de vocês, pois vão nos mostrando a realidade dos fatos. É impressionante perceber, após algum tempo de estudo, as "babaquices" que nos ensinam nas escolas em termos ditos sociais, temas transversais; enfim, é triste e doentio passar por uma Universidade e não aprender o mínimo daquilo que é previsto que se aprenda. No final das contas, vemos que o que mais se ensina é esgoto, tipo essa teoria da natalidade em que o bom é não ter filhos. Coisa mais escrota. O mais impressionante é entupirem as mulheres com drogas (anticoncepcionais) para satisfazerem uma outra pessoa e dizem que está tudo de boa.
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