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Quarta, 20 Julho 2016 03:24

Noivos que moram juntos, mas vivem castamente, podem comungar?

Postado por

 Uma leitora nos enviou essa pergunta:

"Olá, gostaria de saber se um casal de noivos que decidem morar juntos antes do casamento, mas se propõem a viver a castidade ate o dia do casamento, eles podem comungar normalmente? Já que o que importa é a pessoa está em estado de graça para ser digna da comunhão."

Em princípio, sim, podem comungar. Mas é preciso também dizer que essa é uma SITUAÇÃO RUIM, que precisa ser evitada a todo o custo. Morando junto, é bem difícil que um casal jovem segure a onda de não pecar contra a castidade (lembrando que a castidade no namoro exige não só que não haja penetração, mas outros tipos de carícias mais íntimas também). E fugir das ocasiões favoráveis ao pecado é um dever cristão. Além disso, noivos nessa situação pecam por causar escândalo aos outros. Ainda que não transem, passam ao mundo a impressão de que não estão nem aí para a moral católica. Darão motivo para os não-católicos zombarem da Igreja e serão uma pedra de tropeço para os iniciantes na fé, que podem ter suas crenças abaladas pelo contra-testemunho. escandalo "Ah, mas é errado julgar os outros". Sim, de fato. São Paulo diz que é errado julgar uns aos outros, mas também adverte que ninguém deve ser causa de escândalo para os irmãos (Rom 14,13). Por isso, é importante não só fugir do pecado, mas também evitar toda aparência de pecado. Há uma situação, me parece, em que um casal de noivos poderia morar sob o mesmo teto, sem causar escândalo ou se colocar em ocasião de pecado: se moram na casa dos pais de um deles, e se esses pais são muito rígidos em manter a moralidade dentro da casa. Assim, zelarão para que os noivos não tenham muitas ocasiões de ficar sozinhos e para que durmam em quartos separados.

1019 Quarta, 21 Dezembro 2016 19:45

Comentários   

-1 # Ana 25-02-2017 22:40
E viajar com o namorado, só com os pais mesmo? Ou vale ir e cada um ficar num quarto do hotel? Dá pra postar foto no facebook?
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0 # Cecília 17-02-2017 20:36
Catequistas, falando na questao do escândalo, queria uma opinião. Eu vou me casar e quero continuar com meu sobrenome, sou advogada e sei que o Código Civil deixa facultativo para ambos os sexos a adoção do sobrenome do cônjuge. Gosto do meu sobrenome e por motivos pessoais (nada muito sério, questão de preferência) quero mantê-lo assim. Isso pode ser uma ocasião de escândalo grave a ponto de eu precisar desistir da ideia? Será que as pessoas vão pensar que não estamos casados e que estamos vivendo em pecado? Eu pensei que não pq a troca do sobrenome é efeito civil apenas, mas queria tirar a dúvida...
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0 # A Catequista 19-02-2017 19:59
Acho que isso não ofereceria ocasião de escândalo a nenhum irmão. Não vejo problemas.
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0 # Luis 19-04-2017 17:39
Escândalo não é, mas na minha cabeça isso aí é uma tentação feminista que deve ser evitada. Tomar o nome do seu marido é um ato de submissão (da boa submissão, não de "ser escrava do marido" como alguns entendem o termo) e humildade, dado que pode te fazer prestígio profissional.

Submissão vem de "Sub missio": enviada sob. A sua vocação e a sua santidade estão ligadas às do seu marido e, portanto, nada mais natural que tomar o nome dele.
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+1 # Fran 22-01-2017 00:09
Catequistas, estava lendo comentários teus em outros posts, e vc fala que Jesus contribuiu para a festa das Bodas de Caná continuar animada, mas que Ele não era responsável caso alguém se embebedasse. Conheço o que o Catecismo diz sobre o escândalo, e algumas frases de São Paulo também. Mas essas duas realidades me parecem contraditórias! Seguindo a mesma lógica, os noivos que vivem juntos tb não seriam responsáveis diretos se alguém resolvesse pecar contra a castidade. Se eu beber numa festa meia taça de espumante, alguém pode ir lá e encher a cara... que culpa eu teria? Não estou duvidando voluntariamente do ensinamento da Igreja, estou tentando entender a verdade! Mas estou confusa... deve ter algum elemento extra nesta história que eu não percebi. Alem do mais, existem algumas coisas contraditórias dentro da própria Igreja quanto a isso -- Santo Tomás fala (pelo que li na internet) em exemplos de escândalos que são pecados graves que o Catecismo não permite concluir da mesma forma. Podem me ajudar? aliás, se este comentário for escandalizar alguém, podem me responder por e-mail.
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+1 # A Catequista 23-01-2017 11:50
Fran, a sua comparação é descabida. Porque noivos viverem juntos é pecado grave - então obviamente eles são responsáveis pelo escândalo que vierem a causar. Mas consumir bebida alcoólica não é pecado (o pecado está no abuso). Da mesma forma, é pecado ser guloso, mas não é pecado comer e sentir prazer nisso. Aí tô eu na rua, saboreando um sorvete maravilhoso... Chega um guloso com diabetes, me vê comendo e não refreia sua gula... Come três sorvetes! Vai parar no hospital. A culpa é só dele: eu não estava fazendo nada errado. Da mesma forma, quem consome bebida alcoólica sem abusar não é responsável pela gula de ninguém que venha a se embriagar.
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0 # Fran 23-01-2017 13:01
Mas catequista, Sao Paulo proíbe alguns de comer carne pelo escândalo, não? E comer carne, em si, não é pecado. Uma vez li que "evitar escândalo significa também evitar a aparência de pecado".
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+1 # A Catequista 23-01-2017 13:19
Situação muito específica. A tal carne era oferecida aos ídolos no templo pagão, antes de ser vendida no açougue. Então, muitos cristãos se escandalizavam com irmãos que comiam carne, por crerem que eles estavam, desse modo, se envolvendo com um produto de idolatria. Era a fase inicial do cristianismo, e algumas coisa relativas aos costumes idolátricos ou não ainda estavam confusas. Entretanto, bem diferente é a situação do álcool. Não é novidade para ninguém - ou não deveria ser, pois está na Bíblia e no Catecismo - que beber álcool não é imoral. Tal ideia deve ser combatida fortemente, em vez de acomodada, pois vem da heresia protestante puritana. Se abster totalmente de álcool como opção individual pode ser uma atitude santa e perfeitamente católica. Agora, se abster de álcool e ficar olhando quem bebe de cara feia é COISA DE PROTESTANTE. Tem que ser corrigido, não incentivado. Beber bebida alcoólica só tem aparência de pecado para quem está confundido pela influência protestante.
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+1 # Cecília 18-02-2017 01:19
Sobre os amigos protestantes: beber perto de um deles ou postar foto de bebida não iria escandaliza-los?
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0 # Clemente de Deus 18-08-2016 07:45
Já vimos tantos testemunhos dos Santos que deixaram a comodidade para viver na graça que me assusta ver como interpretamos as palavras do Papa segundo nossos juízos e não com a reta razao daqueles que sabem em situações extremas, como ja pontuou nosso Papa Emérito, entendermos o mal menor.
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+1 # Jorge Lima 30-07-2016 09:25
Falem sobre o ataque do Islã à Cristandade!!!! Falem sobre a passividade politicamente correta do Papa Francisco!!!!!! Examinem a questão, sem freios qto ao respeito a Bergoglio! Algo precisa ser feito no Ocidente!
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0 # Sidnei 30-07-2016 09:49
Jorge Lima o que você quer?, que o Papa bate de frente com este pessoal e piore as coisas?. Nestes momentos não devemos perder a cabeça, devemos ter em ente o que disse São Paulo: "(17) A ninguém pagueis o mal com o mal. Empenhai-vos em fazer o bem diante de todos. (18) Na medida do possível e enquanto depender de vós, vivei em paz com todos. (19) Caríssimos, não vos vingueis de ninguém, mas cedei o passo à ira de Deus, porquanto está escrito: “A mim pertence a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor”. (20) Pelo contrário, se teu inimigo estiver com fome, dá-lhe de comer; se estiver com sede, dá-lhe de beber. Agindo assim, estarás amontoando brasas sobre sua cabeça. (21) Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal pelo bem." (Romanos 12, 17-21) Pagar a eles com a mesma moeda, só nos igualará a eles, o cristão tem que demonstrar que em matéria de não responder a violência com mais violência não leva a nada.
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0 # Maria 01-03-2017 10:50
O Jorge Lima quer que o Papa dê aos cristão executados e perseguidos à mesma ênfase que deu na questão cubana e no acordo com as FARC. Só isso. Aliás, atualmente têm vários sacerdotes e freiras mantidos reféns por grupos terroristas, por que o Papa não busca interceder por eles como fez com as FARC?
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0 # Francisco Galhano 28-07-2016 11:25
Misericoooooórdiiiaaa Senhor!! Todo julgamento é condenável,mas EEUUUU não suportaria viver assim. Acho dificílimo,só se um anjo do Senhor morasse conosco.
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0 # Padre Orlando Henriques 28-07-2016 11:08
Aqui no blogue já foi explicado que «Casais de segunda união só podem comungar se não funfarem» http://ocatequista.com.br/archives/16263 , uma solução que São João Paulo II apontou muito sabiamente para os recasados que, por motivos graves (em especial a educação dos filhos) não se podem separar. Penso que a mesma solução se pode aplicar a estes casos de namorados que têm mesmo que viver juntos por algum motivo grave (ainda que essa situação possa ser rara): tal como os "recasados", podem comungar (e, aliás, receber os outros sacramentos que for necessário) se viverem "como irmãos". Isso pode causar escândalo? Sim, se for numa comunidade onde toda a gente se conheça, sim; mas é o mesmo escândalo se pode verificar em relação a recasados que resolvam abster-se... Naturalmente que é necessário que o "casal" faça um compromisso de abstinência sério e claro.
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0 # Isac 25-07-2016 13:59
Sidnei: O verdadeiro problema com que se defrontarão os ensinamentos diferentes dos de sempre doravante seria o anunciado no livro Permanere nella Verità di Cristo [Permanecer na Verdade de Cristo], dos cardeais Brandmüller, Burke, Caffarra, De Paolis e Müller (Cantagalli 2014). O cardeal Burke, em sua entrevista com Alessandro Gnocchi no “Foglio” de 14 de outubro, afirmou que eventuais mudanças na doutrina ou na prática da Igreja pelo Papa seriam inaceitáveis, “porque o Papa é o Vigário de Cristo na terra e, por conseguinte, o primeiro servo da verdade da fé. Conhecendo o ensinamento de Cristo, não vejo como se possa desviar daquele ensinamento com uma declaração doutrinária ou com uma prática pastoral que ignore a verdade”. Se fosse eu catequista, jamais ensinaria quaisquer novidades concernentes à doutrina da Igreja, pois os Mandamentos não abrem brechas para certas situações e só o Legislador, Jesus Cristo, está acima das leis. “o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência,conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos”. (CVI, Capítulo IV, nº 1836). São Caetano disse: “Deve-se resistir ao papa que abertamente destrói a Igreja”. S Vicente de Lérins: non nova, sed nove. O Papa Inocêncio III disse: “É necessário obedecer um papa em todas as coisas enquanto não vá contra os costumes universais da Igreja, mas se ele fosse contra os costumes da Igreja, ele não precisa ser seguido”. Suponho quem desviasse do itinerario da tradição da Igreja faria como os protestantes, pervertendo as pessoas para o relativismo religioso.
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0 # Cadu Sindona 24-07-2016 14:44
Tenho a impressão que numa situação assim, o pároco do casal deve acompanhar muito de perto a questão. É evidente que a comunidade pedirá explicações ao padre caso o casal que vive em situação irregular comungue, e é óbvio que os recasados vão se sentir injustiçados. Dito isso, acho que melhor seria se o padre pedisse para o casal providenciar a separação de corpos até o casamento. Do contrário, como bem disse o post, o escândalo será inevitável.
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0 # Isac 23-07-2016 11:54
"É muito fácil cagar regras inflexíveis, mas a Igreja não faz isso, quem faz isso são os homens. A Igreja aponta para o ideal, e ajuda cada pessoa de coração sincero a caminhar para esse ideal, conforme a realidade dela". Alô, catequista, v n acha que exagerou nisso pois os Mandamentos são fixos, nosso Mestre Jesus nunca abriu exceções ou deixou margem a saídas particulares, cuidar desse caso particular, mas "seja teu sim, sim; seja teu não, não"? As regras cagadas são de homens, caso das leis da Igreja e aprovadas pelos papas, concilios hem? V está caindo na onda atual do "acolhimento, respeito, tolerancia às diversidades" e mais coisas alienantes?
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0 # Sidnei 24-07-2016 11:45
Isac, também tenho esta mesma inquietação e até agro, não venho nenhum católico responder que como podemos conciliar estas palavras do Papa Francisco: “Este é o realismo saudável da Igreja Católica… (…) Não é católico dizer “ou isto ou nada”: isso não é católico. Isso é herético. Jesus sempre sabe como caminhar conosco, nos dá o ideal, nos leva em direção ao ideal, libertar-nos deste encarceramento da rigidez da lei e nos diz: “Mas, façam até o ponto que vocês podem fazer’. E ele nos conhece bem. É este o nosso Senhor, é isso o que Ele nos ensina”. (Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 09/06). Com os dizeres de JESUS: “seja teu sim, sim; seja teu não, não” Se o pessoal aqui do catequista ou qualquer outro puder fazer um contra ponto entre uma frase e outra, agradeceria.
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0 # Paulo 23-07-2016 09:30
COMPLACENCIA COM O ERRO EM NOME DA MISERICORDIA? Pelo que sei, não pode uma pessoa estar numa situação objetiva de pecado mortal, caso do concubinato e 2ª união irregular e ao mesmo tempo estar em graça. As alegações do papa Francisco para se deixar de ser muito legalista e olhar mais a situação, pelo que vejo, há diversos opositores conservadores cardeais e bispos no mundo inteiro! Ao inverso dele, incluem-se prelados a níveis de D Muller Prefeito da C da Doutrina e da Fé, varios cardeais e prelados de muitos países europeus e o episcopado total africano! Dar permissão da decisão da S Comunhão a esse tipo de comportamento a criterio de padres - quantos são infiltrados na Igreja, né, como os da TL? - é escancarar ainda mais as portas para o relativismo e, dentre em pouco, a Igreja se parecer com uma dessas seitas protestantes por aí, nas quais cada um é o auto espírito santo a decidir! Doutro lado, às esquerdas, estão apenas os modernistas, afeitos ao progressismo católico, muito satisfeitos, como D Maradiaga, D Schoenborn, D Hans Kung, e aqui no Brasil a socialista CNBB e todos apoiadores de suas peripecias teológicas que não são poucos, que jamais a confrontam, além de ela ser apoiadora dos comunistas com seus planos relativistas e de franca perseguição à fé católica, ou mesmo de a reduzir ao nível do sectarismo protestante! O papa Bento XVI jamais cederia a situações dessas demasiado arriscadas, ortodoxo como era - nem a S Comunhão nas mãos ele defendia ou recomendava - por isso era censurado até entre os católicos afeitos a uma catolicismo light! Morar juntos numa mesma casa, caso do post, mesmo sob vigilancia dos familiares de uma das partes não deixariam de ser uma tentação, pois esse ambiente facilitaria encontros ou troca de carícias que poderiam dar no mesmo! Ambos dariam oportunidade de gerarem escãndalos frente à sociedade e deveria ser evitado, pois quantas familias "católicas" hoje em dia tolerariam esses modelos heterodoxos, não é fato?
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0 # Eduardo Araújo 21-07-2016 17:45
Bom artigo! Proponho uma pequena retificação, na parte gramatical, com sua licença. Onde se lê (terceiro parágrafo): "lembrando que a castidade no namoro exige não só que não aja penetração" O correto é HAJA (flexão do verbo HAVER).
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0 # A Catequista 22-07-2016 12:43
Obrigada!
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0 # Laiane 21-07-2016 15:58
O ideal existe e devemos procurá-lo mas algumas vezes não é tão simples assim.. Em 2012 meu namorado e eu nos mudamos para fazer pós graduação a 1.300 km de distância da cidade de nossos pais. Não conhecíamos nada e ninguém, e decidimos dividir um apartamento. Eu tinha o meu quarto e ele tinha o quarto dele. Moramos 6 meses ainda namorando, um ano e meio noivos e ainda moramos no mesmo lugar casados há dois anos e meio. Realmente não é fácil viver a castidade assim, e talvez torne o início da vida matrimonial mais difícil, pois se acostuma a viver como irmãos e a mudança é grande. Mas é possível sim e pode ajudar o amadurecimento de ambos e fortalecer muito o relacionamento.
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0 # Ana Cássia 21-07-2016 18:19
Acho que o seu testemunho traz uma importante e atual perspectiva para o debate. Nessa vida corrida de hoje, cada vez mais é comum essa situação dos namorados/noivos dividirem a casa por questões de viabilidade financeira, por morarem longe da família, por questões de estudo/trabalho. Certamente não é a situação ideal, nem aconselhável, como disse o padre em outro comentário. Mas, às vezes, é a única possível. Nesses casos, penso que é o melhor é tentar, ao máximo, fazer com que essa condição seja temporária e não se acomodar a ela.
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0 # Priscill 21-07-2016 11:27
Deixo aqui meu testemunho. Moro com meu noivo há nove meses pois passei num concurso e fui morar há 6 horas da minha cidade natal. Ele veio comigo me acompanhar. Tenho dois filhos gêmeos de outra relação e ele me ajuda a cuidar deles como pai. Somos uma família, e vivemos na castidade é nosso casamento será daqui a 59 dias.
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0 # A Catequista 21-07-2016 12:46
Agradeço seu testemunho, Priscill! Como eu disse - não só eu, mas o Papa Francisco - é preciso olhar cada pessoa, é preciso ter em mente o ideal, mas sem deixar de olhar com carinho e abertura para o contexto de vida de cada pessoa. É muito fácil cagar regras inflexíveis, mas a Igreja não faz isso, quem faz isso são os homens. A Igreja aponta para o ideal, e ajuda cada pessoa de coração sincero a caminhar para esse ideal, conforme a realidade dela. Sobre isso, diz o Papa Francisco: Em seguida, a comunidade evangelizadora dispõe-se a «acompanhar». Acompanha a humanidade em todos os seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece as longas esperas e a suportação apostólica. A evangelização patenteia muita paciência, e evita deter-se a considerar as limitações. Fiel ao dom do Senhor, sabe também «frutificar». A comunidade evangelizadora mantém-se atenta aos frutos, porque o Senhor a quer fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio. O semeador, quando vê surgir o joio no meio do trigo, não tem reacções lastimosas ou alarmistas. Encontra o modo para fazer com que a Palavra se encarne numa situação concreta e dê frutos de vida nova, apesar de serem aparentemente imperfeitos ou defeituosos. (Exortação Apostólica Evangelii Gaudium) “A generosidade, a santidade”, que nos pede Jesus, “é sair, mas sempre, sempre para cima. Sair para cima”. Esta, disse Francisco, é a “libertação” da “rigidez da lei e também dos idealismos que não nos fazem bem”. Jesus, – comentou em seguida -, “nos conhece bem”, “conhece a nossa natureza”. Portanto, nos exorta a chegarmos a um acordo quando temos um contraste com o outro. “Jesus – disse o Papa – também nos ensina um realismo saudável”. “Muitas vezes – acrescentou – você não pode alcançar a perfeição, mas, pelo menos, faça o que você puder, chegue a um acordo”: “Este é o realismo saudável da Igreja Católica... (...) Não é católico dizer “ou isto ou nada”: isso não é católico. Isso é herético. Jesus sempre sabe como caminhar conosco, nos dá o ideal, nos leva em direção ao ideal, libertar-nos deste encarceramento da rigidez da lei e nos diz: “Mas, façam até o ponto que vocês podem fazer’. E ele nos conhece bem. É este o nosso Senhor, é isso o que Ele nos ensina”. (Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 09/06) http://br.radiovaticana.va/news/2016/06/09/papa_%C3%A9_her%C3%A9tico_dizer_%E2%80%9Cisso_ou_nada%E2%80%9D,_jesus_ensina_realismo/1235862
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0 # Mário 21-07-2016 11:03
Obrigado catequista pelos comentários esclarecedores. E como é bom também saber a opinião de um sacerdote. Esse blog é demais!!!!!
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0 # José Abdias 21-07-2016 09:53
Bom dia, talvez meu testemunho possa ajudar. Minha companheira foi obrigada a casar na Igreja pela sua mãe devido à sua gravidez. Conheci ela um ano e meio após a separação da mesma. Na época que começamos a namorar não éramos tão católicos e não praticávamos a castidade, mas mesmo assim, sabíamos da necessidade de buscar a averiguação da nulidade sacramental dela tendo em vista as circunstâncias de seu casamento. Começamos aos poucos a nos aprofundar na doutrina, a ler as escrituras e a rezar o terço juntos. Há cerca de 6 meses, depois de 4 anos de espera por resposta, o libelo dela (petição junto ao Tribunal Eclesiástico) foi acatado, e segue com os trâmites normais (convocação de testemunhas e etc), porém, há cerca de 1 ano atrás, resolvemos dar o passo mais profundo. Antes mesmo do libelo ser acatado, decidimos viver em castidade para receber os sacramentos até que saia a decisão definitiva. Já se passou quase um ano, e convivemos como irmãos. Aprendi muita coisa com isso, e digo a verdade que a companhia dela me faz mais feliz que a satisfação oriunda da relação sexual. Não foi fácil, no início, mas agora é totalmente normal e tranquilo. Nosso testemunho emocionou até o Monsenhor que é relator no Tribunal Eclesiástico.
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0 # Daniela Amorim 20-07-2016 20:09
Meu noivo, Igor César e eu, nos conhecemos "no mundão" e fomos morar juntos na mesma república estudantil. Nos convertemos juntos ao catolicismo, depois de 2 anos de namoro e pouco a pouco, fomos vendo que morar juntos não estava ajudando. Foi quase 1 ano para conseguirmos ver todas as coisas que nos levavam ao pecado, e pouco a pouco, fomos tirando (certas roupas, carícias, abraços, até mesmo ficar sozinho no mesmo ambiente). Hoje estamos há quase 7 meses sem cair na tentação da luxúria e, graças a Deus, surgiu uma oportunidade de emprego pra ele em outra cidade, na qual ele está morando agora com sua mãe. E estamos apenas a 6 meses do nosso casamento =)
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0 # A Catequista 20-07-2016 20:57
Agradecemos seu testemunho! Como eu já disse aqui nos comentários, a Igreja recebe muitos casais juntados, que estão ainda engatinhando na fé e estão em processo de conversão. É preciso entender a situação específica desses casais, que já vieram "enrolados", acompanhando-os passo a passo até que cheguem a uma situação ideal. Essa situação é bem diferente da dos casais de namorados católicos que, por dureza de coração e por cederem à carne, vão morar juntos, dando deliberadamente as costas para a doutrina da Igreja.
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0 # Pe. Roberto 20-07-2016 18:41
Não há necessidade alguma de um casal morar junto fora do casamento. Por que morar juntos? Qual o sentido? Suportando ou não a tentação, o namoro cristão tem seus momentos. A partir do momento em que se mora junto, passa a ter o "clima" do casamento. Relacionamentos próprios do casamento. Dificuldades e problemas do casamento. Casamento não é só "sexo legalizado." Então eu não aprovo.
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0 # Católico 20-07-2016 17:25
Por favor, façam um poste elucidativo a respeito do beijo durante o namoro, um tema que ainda gera muitas controvérsia entre os católicos. Abraço a todos e Salve Maria!
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0 # Natália 20-07-2016 16:25
E no caso de casais casados somente no civil, sendo um deles batizado e o outro não?
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0 # A Catequista 20-07-2016 16:52
Para a Igreja, é como se fossem juntados. Se a parte batizada quer comungar, precisa viver a castidade e buscar regularizar a situação o quanto antes, diante de Deus. Lembrando que, para casar com um não-católico, é necessária autorização especial da Igreja.
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0 # Mário 20-07-2016 15:31
Qual o objetivo de se morar junto quando noivos sem ter nada entre os dois? É no mínimo, esquisito. Devemos saber a posição da igreja sobre isso,para isso Jesus deixou o seu magistério.Só sei que devemos obediência à igreja de Jesus, que não nos julga, mas nos orienta no caminho certo. Se ela disser que sim, pode comungar, comungue, mas se ela disser não, não pode comungar, então não comungue. Simples assim!
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0 # A Catequista 20-07-2016 15:51
Mário, trabalho há muitos anos na catequese de adultos, e digo a você que as coisas não são tão óbvias assim. Não é á toa que o Papa Francisco tem continuamente nos exortado a deixar pra trás o legalismo - que não é moral autêntica, é lei cega e despida de misericórdia - e olhar caso a caso, abrir os olhos e ouvidos para os irmãos em situações mais complexas. E só assim poderemos ajudá-los a viver dentro da lei de Deus, em vez de colocar mais obstáculos. Trabalho há muitos anos na catequese de jovens em adultos. Já perdi a conta de quantos casos acompanhei de casais juntados há anos, que começam a fazer o curso de preparação para a Crisma, e abrem os olhos para a necessidade de se casarem diante de Deus. Se eles decidem que é isso mesmo que querem, nós ajudamos a preparar o casamento. Só que isso leva alguns meses, e o que o casal faz até lá? Nem sempre eles têm a casa de um parente para viver até o casamento, ou dinheiro para alugar uma moradia para viverem separados. Nesses casos, comprometem-se a serem castos e continentes, até o dia do casamento. Se cumprem ou não, isso é lá entre eles e Deus. Mas essa situação é uma das diversas que justificam a situação de noivos morando juntos.
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0 # João 21-07-2016 13:09
CATEQUISTA, Eu pensei o mesmo aqui. Na minha turma de catequese eu imagino que todos os adultos são "juntados". Estou ansioso em como a catequista vai abordar essa questão - fingindo que não há nada errado, sendo legalista (duvido) ou equilibrada. Falando em catequese, vocês bem que poderiam começar uma série com dicas para catequistas de adultos e jovens :) Deus vos abençoe.
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0 # Victor Picanço 20-07-2016 14:37
Caros, creio que a resposta seja "em princípio, não", uma vez que colocar-se voluntariamente em ocasião próxima d pecado jå é pecado.
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0 # A Catequista 20-07-2016 15:59
Victor, em princípio sim, porque dizer que um casal que está morando junto está nessa situação voluntariamente é juízo temerário. Tomando minha experiência pastoral, te digo que muitas vezes o casal está simplesmente enroscado nessa situação. Leia a resposta que dei aqui nos comentários ao Mario, está explicado lá, por meio de um exemplo. Veja, em uma Encíclica de São João Paulo II, a Igreja já havia aberto a possibilidade de casais em segunda união (ou seja, casais que inicialmente estavam em pecado de adultério, que é um tanto pior do que a fornicação dos solteiros) poderem comungar, desde que não tivessem relações sexuais e tomassem cuidado com o escândalo. Ora, se a Igreja abre essa possibilidade a eles, por coerência, não nega a Eucaristia a casais de noivos que, por motivos que eles e o pároco devem saber, não conseguem, ao menos no momento, viver em casas separadas. Creio que pontuamos bem a questão do dever de evitar a ocasião de pecado e o grande risco do pecado de escândalo. Entendedores entenderão.
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0 # Victor Picanço 21-07-2016 16:16
Amigos, mantenho a posição. Vejam que no caso dos divorciados há o requisito de estarem em situação grave (ter filhos, p. ex.) em que a separação não é recomendável (Familiaris consrotio nº 84[1]). Daí, a conclusão de quem, em regra,os noivos que vivem juntos e em castidade não devem se aproximar da comunhão. Del Greco [2]recomenda que os noivos evitem ficar sós em lugares apartados, quanto mais morar juntos. Salve Maria! [1] - A reconciliação pelo sacramento da penitência - que abriria o caminho ao sacramento eucarístico - pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimónio. Isto tem como consequência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios - quais, por exemplo, a educação dos filhos - não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos actos próprios dos cônjuges» ) [2] - Del Greco, Teodoro da Torre. Teologia Moral, §227.
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0 # Larissa 20-07-2016 13:34
Acredito que uma situação como essa tem inúmeras maneiras de ser evitada, só em último caso MESMO, quando já se esgotaram todas as possibilidades, ou diria até apenas se houver risco de vida envolvido (como no caso de uma amiga minha que foi morar junto com o noivo pq eles moravam fora do Brasil em uma zona muito perigosa e ela morava só, e a casa foi invadida por bandidos, então o noivo achou melhor levar ela pra casa dele do que ela continuar em perigo, acredito que apenas em uma situação como essa ou se a pessoa REALMENTE não tiver onde morar que isso poderia ser "justificável").
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0 # Teresa 20-07-2016 12:39
Situação ruim? É péssima mesmo. Como podem morar juntos se a tentação estará o tempo todo presente? E quem garantirá que nada acontece?
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